sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Câmara debate história e problemas do Otávio Rocha

Foto: Elson Sempé Pedroso
 
  Neusa (d) destacou problemas listados em pesquisa sobre o viaduto



O período de Comunicações Temáticas da sessão plenária de hoje (2/12) da Câmara Municipal de Porto Alegre debateu a história e os problemas do Viaduto Otávio Rocha. O viaduto é considerado um patrimônio imaterial e tombado como patrimônio histórico da cidade. Está localizado na Avenida Borges de Medeiros, no Centro Histórico da Capita gaúcha.
A professora da Ufrgs Neusa Rolita Cavedon apresentou pesquisa que realizou em 2002, na qual levantou os principais problemas do Otávio Rocha: violência, invisibilidade e desunião. A violência, conforme ela, se manifesta nos assaltos no entorno e contra as lojas do local, além dos acidentes de trânsito.
A invisibilidade do comércio estabelecido no local ocorre, segundo Neusa, pela falta de uma divulgação eficiente do monumento. "Em 2002, nenhum folder da Prefeitura citava o otávio Rocha como ponto turístico da cidade." Por fim, a pesquisa da professora apontou a desunião dos lojistas do viaduto como empecilho à implementação de melhorias no espaço.
Para Neusa, dois dos problemas detectados há oito anos permanecem: a violência e a invisibilidade. "A desunião parece ter diminuído, inclusive com a criação de uma associação dos permissionários do viaduto."
Critérios

Pedro Vargas, do Projeto Monumenta da Prefeitura, explicou aos vereadores os critérios que definem o estabelecimento de um patrimônio histórico e imaterial. Disse que o tombamento é forma de proteção do bem material, enquanto o patrimônio imaterial é apenas registrado junto aos órgãos públicos e deve ser renovado a cada dez anos.
"Precisa ser renovado por que o patrimônio imaterial representa uma prática social que, com o tempo, sofre a influência de ações externas. Já o tombamento é permanente, pois protege o espaço físico", afirmou Vargas.
O coordenador do Memorial do Legislativo da Capital, Jorge Barcellos, apresentou a história do viaduto, o qual considera "o primeiro ícone da modernidade na cidade". Explicou que a ideia do viaduto surgiu no final do século XIX, época em que o local era uma simples viela. Acrescentou que a obra, iniciada em 1932, foi concluida em 1943, na gestão do prefeito José Loureiro da Silva.
Marco Aurelio Marocco (reg. prof. 6062)

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