Ação queria que o município fosse responsabilizado pelos felinos do entorno do auditório
Mais um capítulo foi concluído na odisseia da reforma do Araújo Vianna em Porto Alegre. Um processo movido por frequentadora do Parque da Redenção – onde se localiza o auditório – que pedia paralisação das obras foi suspenso na quarta-feira. A alegação era de que o município tinha responsabilidade pelos gatos que habitam o local. O Araújo Vianna está fechado desde 2005 e o início da reforma sofreu diversos atrasos, além de enfrentar problemas com a justiça.
A autora do processo acreditava ser necessário que o governo fornecesse abrigo e alimentação adequados, para evitar a mortandade dos animais, para que as obras continuassem. O juiz da 10ª Vara da Fazenda Pública, José Antônio Daltoé Cezar, não acolheu o pedido:
– É juridicamente impossível, pois as obras realizadas no local não caracterizam conduta de crueldade praticada contra os animais, avalia.
Outra questão importante para a decisão foi o fato de os gatos abandonados habitarem o local, não tornar o município responsável pelos felinos, como alegava a moradora.
ZERO HORA

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