O mote do V Congresso da Cidade é a Copa do Mundo de 2014, mas discussões terão seu horizonte estendido até 2022, buscando definir ações planejadas que tragam melhorias para os moradores, ao mesmo tempo em que contribuam para o aperfeiçoamento da democracia. Nesse sentido, conforme o secretário de governança, a mobilização a partir dos 82 bairros depende da participação da rede dos delegados do OP em cada bairro para desencadear esse processo. “É preciso que essa rede que participa da cidade lá na ponta assuma a liderança de articulação e mobilização, envolvendo o maior número de pessoas que desejam melhorias para o território onde vivem”, destacou.
Os conselheiros levantaram questões relacionadas à segurança e sugeriram mobilização para o V Congresso durante a realização das plenárias do Ciclo 2011/2012 do OP com apresentação de questionários. A retomada das resoluções do IV Congresso, realizado em 2003 e principalmente a mobilização da juventude a participar não só do Congresso como das outras instâncias participativas, como o OP, também foi abordada pelos conselheiros.
Conforme Busatto, a preocupação dos conselheiros em relação à participação da juventude e assuntos como segurança, entre outros, poderão ser propostos e discutidos nas instâncias do Congresso. O início dos trabalhos será em março nos 82 bairros. Depois, prosseguirão nas 17 regiões do OP e nas oito regiões de planejamento. O Congresso deverá envolver milhares de pessoas até novembro, quando haverá seminário final, com compilação de metas e ações concretas para cada bairro e a cidade como um todo. “A ideia é juntar um pouco mais essas redes e elas, em conjunto, pensarem o que querem fazer para melhorar seu bairro”, afirma Busatto.
Demandas atrasadas – O secretário de Governança informou que o levantamento do estoque de demandas do OP será apresentado nos Fóruns de delegados em março, com a prestação de contas do trabalho e apresentação das bases do Plano de Investimentos e Serviços 2011. “No caderno estarão registradas as obras a serem resgatadas que foram decididas em conjunto com os conselheiros e delegados. É a afirmação do compromisso do prefeito José Fortunati de resgatar as obras do OP”, afirma.
Busatto disse ainda que o resgate dessas demandas e a decisão de retomar o Congresso da Cidade são a comprovação do que se pode fazer em conjunto para melhorar a cidade. “Não conheço nenhuma cidade do mundo que tenha essa capacidade que tem Porto Alegre de construir as coisas democraticamente”, finaliza. A reunião extraordinária do Conselho do OP, apesar de ter sido realizada em pleno recesso, que acontece durante todo o mês de fevereiro, contou com a participação de representantes da maioria das 17 regiões e seis temáticas.
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