Do grego genea (geração) logia (estudo, ciência, estudo), a genealogia é o estudo das gerações. Para Joaquim Tambosi, genealogia é “manter os antepassados vivos na memória dos descendentes; é a busca
de informações para montar a árvore genealógica (nomes, datas e lugares dos antepassados)”. Luciana Grings, por sua vez, afirma que a pesquisa genealógica é uma fronteira entre a memória e a história, sendo objetiva e documental, mas também subjetiva, afetiva e mística, mágica, volúvel, sentimental. Maria Helena Agra e Viviane Velloso pesquisando no Arquivo.
A parceria entre a genealogia e a História é inevitável, na qual o pesquisador deve ser persistente, pois o processo investigativo resgata fragmentos que vão demonstrando a complexidade de um estudo que envolve pessoas que, como nós, passaram os dias de suas vidas instalando-se, adaptando-se, sobrevivendo. Do mesmo modo, à medida que vamos coletando informações sobre cada indivíduo deparamo-nos com grande quantidade de detalhes possíveis de serem capturados na documentação disponível em arquivos e em nossos acervos familiares.
Exemplo vivo desse contexto é a documentação existente no Arquivo Moysés Vellinho. Foi inteiramente surpreendente, ao investigar a família de Serafim dos Anjos França, antepassado de uma de nossas colaboradoras, descobrir que ele havia doado as pedras usadas no feitio dos paredões da Alfândega. Na Correspondência Expedida pela Câmara, encontramos um ofício dos vereadores, agradecendo a doação:
Apesar de dispersos, o olhar do pesquisador – unido às tradições familiares – desvendam histórias e mergulham no passado que se revela através dos fragmentos de vidas. E esses fragmentos são relíquias que possibilitam tornar verdadeiras as vidas de pessoas que nos precederam. É por isso que devemos manter o passado sempre dentro de nós, existência inerente (às vezes oculta), mas sempre presente...
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