
Há 167 anos, nascia um dos mais importantes motores da produção literária no Rio Grande do Sul:
Apolinário José Gomes Porto-Alegre. Jovem fundador do Partenon Literário, juntamente com o então consagrado Caldre e Fião, o escritor e poeta rio-grandino
era filho de Antônio José Gomes e de Delfina Joaquina da Costa Campello, ambos decendentes de portugueses.
Apolinário Porto-Alegre mudou-se para a capital juntamente com sua família ao acompanhar a transferência de emprego do pai, funcionário da Fazenda. Terminando seus estudos na cidade, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, e lá permaneceu até a morte de seu pai. Já em Porto Alegre, pôs-se a dar aula, com apenas 17 anos, para sustentar a mãe, a tia e seus três irmãos menores. Depois de descobrir-se um qualificado professor, fundou, ao lado do irmão Aquiles, o colégio Porto Alegre em 1867. Além desse colégio, que passou a Colégio Rio-Grandense nas mãos de seu outro irmão, Apeles, o poeta criou também o Instituto Brasileiro, seu maior e mais ambicioso projeto republicano.
Na historiografia literária, Porto-Alegre é comumente lembrado pelos seus poemas e pela publicação de
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