Povo negro: boletim identificou maior risco da incidência de certas doenças
Toda a equipe do serviço de saúde onde for executada a experiência ganhadora terá direito a certificado. Duas pessoas da equipe – uma de nível superior e outra de nível fundamental ou médio – serão contempladas com um intercâmbio com a Secretaria Municipal de Salvador, por cinco dias, com todas as despesas pagas. Já o autor do artigo vencedor receberá certificado e participará do intercâmbio com a Secretaria Municipal de Salvador.
Com o reconhecimento aos Centros de Saúde que desenvolverem projetos exitosos e aos autores que se dedicarem a escrever em benefício dessa comunidade, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pretende incentivar a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra em âmbito municipal e combater o racismo, as desigualdades entre as raças e a discriminação nas instituições e nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Casartelli ressalta que o Plano Municipal de Saúde contém diretrizes específicas para a comunidade negra e lembra que, no ano passado, um dos Boletins Epidemiológicos editados pela Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde da SMS teve a população negra como tema. O secretário observa também que os indicadores de saúde revelam uma preocupante desvantagem dos afrodescendentes, que estão mais sujeitos, por exemplo, à mortalidade infantil e à mortalidade juvenil – neste último caso, em razão da violência a que estão mais expostos.
De acordo com o Boletim Epidemiológico 44, da SMS, o risco de incidência de Aids, sífilis, tuberculose, mortalidade materna e mortalidade de jovens por causas externas (homicídios) é mais que o dobro para a população negra em comparação à população branca.
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