De Porto Cultura:

Durante a fala de quarenta minutos, Teixeira Coelho, que tem 36 livros publicados, criticou a forma de condução histórica do setor no país. “A política cultural brasileira é feita olhando no retrovisor, não fazemos prospecção, não pensamos em cenário futuro, como são feitos cenários políticos ou econômicos”, avaliou. O professor classificou o Brasil como um dos países mais “desaculturados” do mundo. Defendeu o acesso (direito de participar da vida cultural), a diversidade (direito de realizar e distribuir) e a liberdade de opção entre produtos culturais (direito de não participar da vida cultural).
O professor abordou a necessidade de mudança, de adaptação ao tecnológico. Ele afirma que há necessidade de inovação e experimentação, questionando a cultura na era digital, em que a velocidade de acesso a informação é multiplicada pela internet. Ao longo da fala, Teixeira lançou provocações sugerindo a criação de práticas voltadas ao presente, que chamou “experiência viva”. “Nós não procuramos entender qual é a influência que as novas tecnologias estão tendo nas práticas culturais, o quê elas fazem com um museu, por exemplo”.
O palestrante também defendeu cultura como tema da sociedade, e suas políticas, segundo ele, devem “ser delas e para elas”. Após as críticas, Teixeira ainda afirmou que é preciso investir em educação para vislumbrar um futuro melhor, “reforçar o sistema da educação com cultura e cultura com educação”.
“Inovação e experimentação para não darmos com os burros n’água, eu estou falando em níveis universais, existenciais, humanitários. Ou nós mudamos ou nós estamos fritos”, encerrou.
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