Olegário, um marido obcecado, cria uma verdadeira rede de espionagem para controlar sua mulher Lídia. Ele a idealiza, a deseja pura – puríssima. Tal é sua obsessão que simula estar paraplégico. Sempre em casa, em uma cadeira de rodas, vigia todos os passos da esposa, além de chantagea-la emocionalmente. Num canto da sala, eternamente enrolando um paninho, está a mãe do protagonista, que é alimentada pela criada. Mas Olegário não percebe que o mal está mais próximo do que poderia imaginar. O chofer completa esta trinca, apimentada pela presença delicada do irmão de criação de sua esposa, Mauricio. E Joel, empregado de Dr. Olegário, revela informações sobre o passado da mulher do patrão.
A tecelã
A Tecelã conta a história de uma mulher dotada de um transformador poder capaz de converter em realidade tudo o que tece com seus fios. O espetáculo trata, de forma poética, da solidão feminina, das dificuldades de relacionamento e do poder criativo como possibilidade de transformação. Mesclando diferentes linguagens, tais como teatro de bonecos, vídeo e ilusionismo, a dramaturgia visual é conduzida por uma trilha musical que induz o espectador a experimentar um clima onírico.
Um psicopata que decide parar de matar; Uma prostituta frustrada com sua imortalidade; uma “bonequinha” sem mão em busca de vingança; um detetive durão que não passa de um ex-ator aprisionado em seu personagem; uma diretora fetichista e dominadora à procura do seu próximo roteiro; uma diva pornô excêntrica, egoísta e radicalmente egocêntrica; um transexual dividido pela culpa; uma revelação mística trazida por Leatherface; um pôster do James Dean; um papel de parede de pintura rupestre; um vestido da Marilyn Monroe. Garotões que amam suas Magnum 44, corações partidos, sexo e sangue... muito sangue. Onde? No hotel fuck, baby.
Mapa_
- A CARTOGRAFIA DO MAPA
Um único trajeto, dois pontos de vistas diferentes sobre ele. A sensação angustiante de incompletude, tão comum nos seres humanos e tema principal do livro O Céu Que Nos Protege, de Paul Bowles, é metaforizada aqui pelo deslocamento do público por dois caminhos (o Caminho dos Espelhos e o Caminho do Tempo) que percorrem os mesmos espaços, porém em ordem diversa. O movimento das cenas obedece a lógica do omitir-revelar: se ao seguirmos por um caminho obtemos determinadas informações a respeito dos personagens, no outro descobrimos detalhes novos sobre os mesmos, o que possibilita expandirmos nossa compreensão a respeito dos eventos que se sucedem. No fim, os dois lados da mesma história poderão finalmente se unir e assim dar-nos – ao menos em termos narrativos – uma visão global de quem são essas pessoas e quais são as suas motivações. Algo que, infelizmente, é impossível no ritmo incessante da vida que ruge lá fora, como um leão perdido no deserto.
Bem vindos ao circo-teatro sem lona da Cia Rústica. Acompanhado por maravilhosas atrações de todas as partes do mundo... Um espetáculo que celebra a arte popular brasileira, o universo vertiginoso da memória e o circo-teatro nosso de cada dia. No picadeiro da memória, Heinz Limaverde se equilibra na corda-bamba que conecta arte e vida. O mágico, a mulher-barbada, o cantor, o palhaço, o saltimbanco, o arlequim, o bufão e o vagabundo: todos os personagens do imaginário circense ganham vida na pele do ator.
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