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Gestão 2009 /2014 combina com Gestão 2017/2019 a entrega do Blog e logo do CMC Porto Alegre

Dia 02/07/2019, às 19:30 h em reunião do CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE realizada na Casa dos Conselhos, sito Av. João P...

14 de agosto de 2014

RS foi o terceiro Estado com mais cidades visitadas durante a Copa

VIA ZERO HORA DE 14/08/2014:

 

Pesquisa revelou que 52 municípios gaúchos foram visitados por estrangeiros durante o evento


RS foi o terceiro Estado com mais cidades visitadas durante a Copa Adriana Franciosi/Agencia RBS
 
Gramado (na foto) está entre as quatro cidades gaúchas mais visitadas no RS Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Além da cidade-sede Porto Alegre, outros 51 municípios gaúchos foram visitados por turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo, conforme pesquisa do Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com isso, o Rio Grande do Sul foi o terceiro Estado com maior número de cidades visitadas.

Os quatro destinos mais procurados pelos visitantes internacionais foram a Capital, Gramado, Torres e Novo Hamburgo. A pesquisa ouviu 10.513 pessoas em 12 aeroportos e 10 fronteiras terrestres brasileiras (cinco delas no RS).

Pesquisa: estrangeiros no RS durante a Copa

1º porta de entradadosestrangeirosqueviajaramaoBrasilporviaterrestrefoioRS,assimcomooParaná,comcercade15,4%dosvisitantes.52,9% utilizaram carrocarrocomomeiodetransporte,outros24,2%usaramaslinhasdeônibusregulare10,3%ônibusurbanosregulares.8ª cidade mais visitada PortoAlegreficouaoitavacidademaisvisitadapelosturistasinternacionaiscom11,1%.ORiodeJaneiroficouemprimeirolugarcom70,7%eSãoPaulo,emsegundo,com43,3%.49% escolheram hotelflatsoupousadascomomeiodehospedagem,seguidopelacasadeamigoseparentes(15,1%)eimóveisalugados(11,9%).90% aprovaram infraestruturadacidadeemsetorescomosegurançapública,serviçodetáxi,limpezaetransporte. 92% hospitalidadediversãonoturna,gastronomiaerestaurantes.95% dos estrangeiros disseramquetemintençãoderetornaraoBrasil

Sobre os turistas nacionais 

59,2% dos que vieram a POAeradopróprioRioGrandedoSul.Outros12,7%vieramdeSantaCatarina,9,6%deSãoPauloe6,6%doRiodeJaneiro.34,2% usaram o carrocomomeiodetransportee28,1%viajaramdeavião.Ainda32%usaramlinhasregularesdeônibus.61% se hospedou na casa de amigos96,6% aprovaram o estádioseguidopeloatendimentoereceptividade(94,3%).Ainfraestruturageraldoaeroporto,asopçõesdehospedagemeoacessoaosestádiostambémreceberamavaliaçõespositivasacimade92%.
FONTE: MINISTÉRIO DO TURISMO

13 de agosto de 2014

Mercado Público poderá ter restaurante típico do povo negro



Foto: Divulgação/PMPA
Secretária recebeu proposta de restaurante típico africano no Mercado
Secretária recebeu proposta de restaurante típico africano no Mercado
A secretária-adjunta do Povo Negro recebeu em seu gabinete a permissionária do Mercado Público, Iara Rufino, que teve seu comércio queimado no incêndio que abalou o patrimônio histórico da Capital, para auxiliar na ampliação de sua banca. A intenção é abrir espaço para a inserção de comidas tradicionais de matriz africana no local. Além de Iara, o coordenador do Ceabra (Coletivo de Empresários Afro-brasileiros), Juarez Ribeiro, também particpou da reunião.

A secretária se dispôs a intermediar este processo com as demais secretarias do município, em uma ação de transversalidade entre as mesmas, que podem auxiliar na viabilização desta demanda.

O novo espaço deve servir moqueca, acarajé, entre outros pratos que são característicos da cultura do povo negro.  Para isso, Iara necessita da alteração da permissão de uso que hoje possui, que é de comércio de sorvetes artesanais.



/mercado /povo_negro
Texto de: Lucas Braz
Edição de: Manuel Petrik
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

BNDES divulga projetos selecionados para patrocínio


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definiu os 21 projetos culturais a serem patrocinados pela instituição no período de setembro de 2014 a fevereiro de 2015. Os selecionados estão distribuídos pelas quatro categorias da seleção: oito de cinema, sete de música, cinco de literatura e um de dança.
Na área de cinema, destacam-se alguns dos principais e mais tradicionais festivais do país — como a Mostra de Cinema de São Paulo (38ª edição), o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (47º edição) e o Festival do Rio (desde 1999) —, além de iniciativas de foco mais regional, como o 7º Cine-fest Brasil-Canudos, que leva cinema à cidade do interior baiano, e o Fest Cine Amazônia, realizado há mais de 10 anos em Porto Velho (RO).
No segmento de música, os projetos contemplados envolvem as linguagens clássica e instrumental, alguns deles associando música a patrimônio histórico. É o caso do Festival de Música Antiga de Diamantina, na cidade histórica mineira; do Virtuosi 2014, realizado em Olinda (PE), Recife (PE) e João Pessoa (PB); e da Mostra Internacional de Música das Missões, que aproveita o cenário das missões jesuíticas, declaradas patrimônio cultural da humanidade.
A literatura brasileira está representada nas diferentes feiras e festas literárias que contarão com o apoio do BNDES. O Banco patrocina pela primeira vez dois eventos do segmento: a IX Bienal do Livro do Ceará e a 60ª Feira do Livro de Porto Alegre. Receberão ainda o apoio o Fórum das Letras de Ouro Preto (MG), a FLUPP – Festa Literária das Periferias, no Rio de Janeiro, e a Primavera dos Livros, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador.
Na categoria dança, o BNDES apoiará, também pela primeira vez, o projeto de itinerância do Balé Teatro Guaíra, que completa 45 anos em 2014 com a proposta de realizar uma série de espetáculos convidando cinco companhias de dança nacionais e percorrendo 6 cidades (Curitiba, Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Niterói e São Paulo).
Clique aqui para ver a relação completa dos projetos selecionados.

Relatório reunião CECE-CONSELHO DE CULTURA em 12/08/2014

Prezados
Ontem, tivemos uma excelente reunião na CECE, Comissão de Educação e Cultura e Juventude da Câmara de Vereadores, onde apesar da lamentável, mas esperada ausência dos representantes da SMC, contou com a presença de inúmeras pessoas e da representante da Regional Sul, onde todos por unanimidade criticaram veementemente a SMC por ter encaminhado um projeto de lei (PLE 25/2014) sem a participação do Conselho de Cultura e muito diferente do texto original aprovado por duas ocasiões no conselho e motivo de audiências públicas, consulta popular e ter passado pelo crivo detalhado de vários comissões na 9ª Conferência de Cultura de Porto Alegre.
Foram tirados os seguintes encaminhamentos:
A- Encaminhamento de uma representação ao Ministério Público conjunto entre Câmara e conselho.
Todos estão convidados para comparecer nessa entrega.
B - Criação de um GT conjunto Câmara, conselho, sociedade civil, e posteriormente representantes do gestor para estudarem o projeto e as emendas a serem feitas bem como o
C - seminário para publicizar o plano promovido pela Câmara e Conselho e sociedade civil.
D - Caminhada pela cultura a ser feita após o término do Seminário.
E - componentes do GT já escolhidos:
1 - Guimarães - Pres. conselho
2 - Lauro Rossler -Vice-Pres. conselho
3 - Adriana Xaplin - AEERGS
4 - Junia  Biblioteca do Cristal e segmento literatura
5 - Roberto do segmento Hip hop
6 - lisete Bertotto - sociedade civil e região leste
7 -Alexandre Boer e Fabiane Pavani - coordenadores administrativos do GT pela Câmara.
Já está marcado para 3ª feira, dia 19 a primeira reunião em horário a ser marcado na Câmara de vereadores
Guimarães Presidente  Conselho Municipal de Cultura
F: 3026.6777 / 9987.5880
T

12 de agosto de 2014

CMC contesta projeto do Executivo para Plano de Cultura




A Vereadora Sofia Cavedon (PT/PoA) presidiu nesta terça-feira, 12 de agosto a reunião da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude da Câmara de Vereadores de Porto Alegre para discutir o projeto de Lei do Executivo que institui o Plano Municipal de Cultura de Porto Alegre.

O presidente do Conselho Municipal de Cultura - CMC, Paulo Renato Guimarães, pediu, à Câmara que não emita parecer, nem vote o projeto de lei do Executivo que cria o Plano Municipal de Cultura, antes de ouvir as sugestões do CMC. Outros integrantes do Conselho e de entidades ligadas à cultura criticaram a proposta enviada pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC) à Câmara de Vereadores, pois desrespeitou o que havia sido discutido e aprovado na 9ª Conferência Municipal de Cultura..

Conforme Guimarães, o texto do Executivo, que começou a tramitar em junho e está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi elaborado de forma autoritária. “Este projeto não é o nosso”, disse. Segundo ele, a prefeitura desconsiderou a proposta aprovada pelo CMC, criada a partir de sugestões da comunidade surgidas na Conferência Municipal de Cultura. De acordo com Guimarães, o CMC levou dois anos para finalizar seu projeto para o Plano, mas o Executivo preferiu criar outro sem a participação da sociedade.

Na avaliação do presidente do CMC, além de desrespeitar a proposta construída coletivamente, o projeto da SMC não serve para as necessidades e expectativas da cultura. Guimarães disse que a CCJ, que será a primeira comissão a avaliar o projeto, deveria ouvir o CMC antes de emitir seu parecer. Ele ainda reivindicou a criação de um Grupo de Trabalho para analisar o texto e fazer sugestões. “A Câmara deveria antes perguntar: o Conselho foi ouvido?”, aconselhou.

Representação

Lauro Rossler, integrante do CMC, informou que o Conselho já entrou com uma representação contra o projeto do Executivo no Juizado Especial da Fazenda do Fórum da Tristeza. Segundo ele, a CCJ “precisa saber disso” antes de emitir um parecer sobre o texto enviado pelo governo municipal. Rossler ainda lamentou o fato de o Executivo não ter lançado edital para novas eleições do CMC, que foi considerado “em vacância” a partir de publicação de ofício no Diário Oficial de Porto Alegre em 28 de julho.

Lisete Bertotto, do Conselho Estadual de Cultura, considerou grave a interferência da administração municipal em um órgão da sociedade, como o CMC. “A Câmara precisa se pronunciar”, disse. “A SMC diz que esse Conselho não tem mais legitimidade, mas o Plano tem que ser pensado pelo CMC, que representa a sociedade, e não por um petit comite indicado pela prefeitura.”

Decisões

Como encaminhamentos, a vice-presidente da Cece, Sofia Cavedon (PT), promoveu a criação de um GT formado por presentes à reunião. O GT irá analisar o texto do Executivo e propor sugestões com base nas propostas do projeto do CMC. Também anunciou que pedirá ao Ministério Público a construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Executivo municipal e o CMC. O objetivo, segundo ela, é definir prazos e procedimentos para restituir a “gestão democrática” da Cultura e promover eleições para o CMC.

Sofia afirmou que ainda há a possibilidade de apresentar um substitutivo ao projeto do Executivo com base no Plano validado pelo CMC. Lembrou que depois da CCJ e antes de ser votado o projeto passará pela Cefor, Cuthab, Cece e Cedecondh.

A SMC não enviou representante à reunião. Também participaram da mesa de discussões a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL); o secretário-adjunto da Juventude, Arthur Luís da Veiga, que colocou a secretaria à disposição para reuniões do CMC; Robert Ross, do Movimento Hip Hop; Eleonora Spinato, da regional do Ministério da Cultura (MinC); Hans Baumann, do Clube de Cultura; Maria Madalena Rossler, do Clube de Mães do Cristal; Hélio Bueno da Silveira, do Grêmio Esportivo Ferrinho; Júnia Vieira, da Biblioteca Comunitária do Cristal; Marisa Guimarães e Carlos Ferreira.

Com informações de Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)
e Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)
Fotografia: Alexandrte Böer (reg. prof. 7927)
— com Madalena Superti Rossler, Júnia Vieira, Eleonora Spinato, Renato De Mattos Motta, Sofia Cavedon III e Paulo Roberto Rossal Guimarães.

Pesquisa identificou estado da acessibilidade nos espaços da SMC


 
Dando continuidade à difusão de pesquisas e dados internos à Secretaria Municipal de Cultura, reproduzimos o resumo elaborado pela colega Arquiteta Flávia Boni Licht, de sua pesquisa sobre o tema da acessibilidade:

Durante os anos de 2011 e 2012, realizou-se pesquisa dirigida à identificação da acessibilidade nos espaços, programas, atividades e serviços das instituições culturais públicas municipais de Porto Alegre.
Foram organizados e testados, previamente, dois instrumentos para o recolhimento de dados: um questionário direcionado aos gestores das instituições, com questões referentes à participação pública (acesso/entendimento/uso) nos espaços, e também sobre programas, atividades e serviços oferecidos; e um roteiro para guiar a avaliação técnica das características físicas das edificações e do entorno imediato.
Rebaixamento de 136 pontos em calçadas iniciou esta semana em Porto Alegre
A pesquisa foi desenvolvida com entrevistas e visitas, anotações e fotografias nos seguintes equipamentos culturais: Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho, Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães/Ramal 1-Restinga, Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues, Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Pinacoteca Aldo Locatelli, Solar da Travessa Paraíso e Centro Cultural Usina do Gasômetro. Foram também entrevistadas as direções da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC) e do Projeto Monumenta.
Algumas conclusões:
· O resultado desse trabalho confirma o desconhecimento do significado do termo ‘acessibilidade’ pela maioria, mesmo quando esse tema é discutido, como no caso, com profissionais qualificados, reconhecidos e com larga experiência nas suas respectivas áreas de atuação.
· O entendimento que acessibilidade resume-se à questão física do prédio e a existência de uma rampa ou de um elevador conduz à afirmação, na quase totalidade das vezes, de que toda a instituição é acessível.
· Os entrevistados não citaram a necessidade das atividades desenvolvidas – uma peça de teatro, por exemplo – serem pensadas para todos; não foram lembrados o Braile, a Libras ou a audiodescrição, só para ficar em alguns exemplos.
· Na maioria dos casos, o que se constata não é uma disposição desfavorável, e sim puro desconhecimento. Algumas respostas recebidas comprovam esse fato:
Pensava que essas exigências eram apenas para ônibus e para calçadas. Nunca imaginei que um espaço cultural precisasse atendê-las.
O arquiteto evitou desfigurar a fachada principal do prédio e colocou a rampa na entrada lateral, vinda do estacionamento. Afinal, todo cadeirante chega aqui de automóvel...
Aqui, tratamos de Cultura! Nosso foco não é o atendimento a pessoas com deficiência.
· Assim, observa-se a necessidade de ampliar a divulgação dos conceitos da acessibilidade, dos direitos das pessoas com deficiência e da necessidade dos projetos terem como foco a diversidade humana.
· No que diz respeito à acessibilidade física nas edificações, é possível afirmar que, mesmo nos casos onde há elevador ou rampa, as demais exigências – como o piso podotátil, por exemplo – não são contempladas.
Considerando que as instituições culturais, especialmente as públicas, têm o compromisso de abrir seus espaços, acervos e atividades a todos, faz-se necessário que sejam adequadas as sedes dessas instituições municipais de acordo com a legislação vigente (especialmente a NBR 9050) e que sejam desenvolvidos programas e projetos para possibilitar o acesso indiscriminado da população ao patrimônio cultural de Porto Alegre.

11 de agosto de 2014

Proposta regulamenta atividades da cultura hip hop

 

Via Cultura e Mercado:

 

A proposta define como profissionais da cultura hip hop os disc-jockeys (DJs) ou operadores de disco; os mestres de cerimônia (MCs); os rappers; os beat box (percussionistas vocais); os artistas de break dance ou dança de rua; e os grafiteiros.

Pelo texto, esses profissionais terão jornada de trabalho máxima de seis horas e carga horária não superior a 30 horas semanais, estarão resguardados quanto aos seus direitos autorais de criação e não serão obrigados a participar de projetos que julguem oferecer risco à sua integridade física ou moral.

Eles deverão registrar-se na Superintendência Regional do Trabalho de sua região e, para isso, precisarão comprovar aprovação e conclusão em cursos técnicos de capacitação profissional, em instituições credenciadas e reconhecidas pelo Ministério da Educação, ou o exercício da profissão, de forma ininterrupta, no ano anterior à publicação da lei de regulamentação a ser originada do projeto.

Menores de 18 anos não poderão exercer essas profissões, a não ser na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, ou de estagiário, nos termos da Lei 11.788/08, a partir dos 16 anos.

O projeto causa polêmica e já gerou protesto em uma rede social, envolvendo mais de mil pessoas, que veem a regulamentação como uma forma de limitar o alcance do trabalho realizado pelo artista.

O cantor de rapper e ativista cultural GOG disse que a categoria está dividida, mas reconhece o avanço que houve na discussão do tema. "A profissão de DJ até hoje não é regulamentada da forma como deveria. Isso tudo afeta a nossa economia. Três décadas depois, vários grupos pararam. Nesse ponto, muita gente é a favor da regulamentação das profissões", afirmou.

O projeto tramita em caráter conclusivo, apensado ao Projeto de Lei 3/11, do ex-deputado Maurício Rands, que declara o hip hop como manifestação de cultura popular de caráter nacional. As duas propostas serão analisadas pelas comissões de Cultura; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

*Com informações do site da Câmara dos Deputados

Pesquisa destaca pontos positivos e negativos do Centro Municipal de Cultura


 
Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues
Em junho passado, foi realizada, por iniciativa da Coordenação de Artes Cênicas, pesquisa interna no Centro Municipal de Cultura, tendo como público-alvo os trabalhadores do local, que classificaram os diversos ambientes do local como "ruim", "bom" ou "ótimo", em aspectos como conforto, iluminação, segurança, acessibilidade, atendimento, limpeza, etc.
As respostas destacaram, entre as principais melhorias desejadas: conforto do saguão, segurança do estacionamento, atendimento no Bar do Lupi e climatização da Biblioteca Pública. Nos dois teatros e no Atelier Livre, destacou-se principalmente a falta de climatização e manutenção, dois pontos que foram também os que mais receberam sugestões de melhorias, pelo conjunto dos servidores.
No lado positivo da balança, foram apontados com maior ênfase a acessibilidade do saguão e o atendimento da Biblioteca, entre outros.
Em reunião no dia 9 de julho, a equipe decidiu formar um Grupo de Trabalho "para decidir ações concretas para solucionar os problemas indicados nesta pesquisa".
Além disso, a Coordenação de Artes Cênicas planeja estender a pesquisa ao público externo, em breve, buscando conhecer, além da percepção sobre o espaço físico, também o perfil dos usuários. A iniciativa conta desde já com a colaboração do Observatório da Cultura.

8 de agosto de 2014

10 anos das OSs de Cultura

Há 10 anos as Organizações Sociais (OSs) de Cultura atuam no Estado de São Paulo. Estão sob sua administração mais de 400 polos do Projeto Guri, 18 museus, seis salas de espetáculo, 10 Fábricas de Cultura, 21 Oficinas Culturais, duas escolas profissionalizantes de música e a Biblioteca de São Paulo. Além disso, cinco corpos estáveis profissionais são gerenciados por meio de contratos de gestão, incluindo a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), considerada a mais importante do país.
No âmbito federal, as OSs foram criadas por meio da Medida Provisória nº 1.591, de 9 de outubro de 1997, que posteriormente foi regulamentada na forma da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998. A partir desse modelo, São Paulo implantou, por meio da Lei Complementar 846/98, sua versão local.
Nos anos seguintes, foram estabelecidas regras sobre a qualificação das organizações e as exigências básicas legais para que as entidades pudessem atuar. “O modelo é uma parceria entre poder público e sociedade civil. Na forma de ONG, executa atividades de interesse não exclusivo do Estado”, explica Fausto Augusto Marcucci Arruda, Superintendente Geral da Fundação Osesp.
Para ele, em áreas que requerem grandes planejamentos e com muita antecedência, como é o caso da cultura, é importante ter um modelo de gestão mais ágil e planejado. “No caso de orquestras, nós fechamos com artistas e programação de dois anos pra frente. Dentro da administração direta e da organização do Estado, é difícil firmar compromissos para além do ano corrente”, aponta.
Por isso, uma das vantagens da administração via OS, segundo ele, é a capacidade de um planejamento maior, com menos burocracia, mais eficiência e transparência. “Tem vantagem da união do que você tem de melhor na esfera pública com o melhor da esfera privada. Se você tem uma OS bem gerida, pode ter transparência e publicidade acompanhada de profissionalismo.”
Algumas pessoas entendem esse modelo como a privatização de atividades que deveriam ser do Estado. “Houve um momento que esse modelo pareceu uma forma de privatizar aquilo que o setor privado não tinha interesse em gerir e o setor público não tinha competência e interesse em administrar”, conta Vitor Ortiz, especialista em gestão cultural, ex-secretário executivo do Ministério da Cultura e ex-secretário de Cultura de Porto Alegre (RS).
Hoje ele entende que surgiram experiências ruins, mas boas também. “Não sou totalmente contra, mas para que o modelo funcione é preciso haver transparência plena e uma fórmula que assegure representatividade e participação da sociedade”, defende.
Proporcionar a participação da sociedade civil na gestão dos equipamentos públicos é, segundo o secretário estadual de Cultura de São Paulo, Marcelo Mattos Araújo, a base do modelo de gestão via OS. Por isso, ele acredita que falar em privatização é distorcer o que o modelo significa em sua origem. “A definição da política pública cultural continua sendo uma atividade indelegável do Estado. A diferença é que, por meio das OS, nós decidimos conjuntamente qual a melhor forma de executar essa política. Trata-se de uma parceria verdadeira, que está muito distante da relação de contratante-fornecedor”, diz.
Com ingressos a preços baixos – gratuitos aos sábados, no caso dos museus – e programas de formação cultural gratuitos, Araújo defende que o foco é a diversificação do público e a ampliação do acesso à vivência cultural num alto patamar de qualidade. “Não há possibilidade de paralelo com privatização.”
Contratação e fiscalização - A contratação de uma OS de Cultura passa por uma seleção prévia. A Secretaria de Estado da Cultura abre convocação pública para chamar as entidades já qualificadas como Organizações Sociais na área para concorrer a contratos de gestão novos ou em vias de renovação. Elas precisam ter serviços comprovados em áreas específicas por no mínimo três anos.
Os critérios para seleção preveem análise da documentação completa, vigente e em conformidade com a legislação; do currículo e portfólio de realizações da entidade; da proposta técnica apresentada (qualitativa); e da proposta orçamentária.
“Os contratos de gestão assinados entre a Secretaria e cada Organização Social de Cultura estabelecem o cumprimento de metas, às quais está condicionada a liberação dos recursos. Diferente dos equipamentos culturais administrados diretamente pelo poder público, em que o orçamento é gasto havendo ou não benefícios para a população, no modelo por Organizações Sociais o orçamento é vinculado a resultados”, explica o secretário.
Os equipamentos têm metas de público, de programação, de circulação pelo interior e litoral, de manutenção predial, de regularidade documental, de preservação de acervos, de comunicação, entre outras. Internamente, cada organização deve ter o seu próprio conselho de administração e, anualmente, passar por auditorias externas independentes. Há ainda a auditoria da Secretaria da Fazenda, que analisa as contas e observa a regularidade dos procedimentos adotados, e a análise financeira e contábil por parte do Tribunal de Contas do Estado.
Araújo conta que uma novidade surgida em 2013 foi a implantação da Unidade de Monitoramento, com o objetivo de padronizar procedimentos e estabelecer parâmetros comuns de avaliação. “Isso envolve a realização de visitas técnicas, reuniões individuais e ampliadas com as organizações e a emissão de pareceres de monitoramento e avaliação das prestações de contas.”
Segundo ele, o trabalho da Unidade de Monitoramento não visa só à prestação de contas. “O que queremos é avançar no estabelecimento dos indicadores culturais – tema que é um desafio em nível internacional –, para que tenhamos uma base sólida de avaliação dos resultados das políticas públicas.”
Balanço - Um dos pontos obrigatórios dos contratos com as OSs é o estímulo à captação de recursos externos. Atualmente, a Osesp, por exemplo, tem 64% de seu orçamento anual de R$ 87 milhões oriundos do Governo do Estado. Os 36% restantes vêm de fora. “Temos os recursos das bilheterias, da administração da Sala São Paulo, locação de espaços, recebimento de royalties, licenciamento de imagens e leis de incentivo fiscal”, conta Arruda.
Segundo ele, o balanço entre recursos do Estado e captados pela própria instituição vem ficando cada vez mais igual. “No início, o Estado contribuía com grande parte dos recursos. Hoje em dia a gente vem aumentando as nossas receitas e conseguimos quase meio a meio, que achamos que é um bom balanço.”
A forma de contratação dos profissionais é outro ponto que Arruda coloca como positivo. “Os músicos e muitos dos funcionários eram contratados por meio de contratos precários com a secretaria ou com outras instituições em base com a Osesp. Depois da assunção da gestão, eles se tornaram funcionários diretos”, explica.
O secretário Marcelo Araújo afirma que o aniversário de 10 anos de implantação do modelo de OS na Cultura está sendo um momento de ampla reflexão. “O modelo vem sendo aprimorado continuamente, claro, mas esse marco temporal nos dá condições de analisar os resultados da implantação das organizações sociais no longo prazo.”
Observando esses 10 anos em perspectiva, diz ele, é possível identificar quais os acertos e o que precisa ser corrigido, não mais sob a pressão do imediato, mas com olhar crítico. “Esse trabalho tem sido feito pela Unidade de Monitoramento. Além disso, estamos no momento de elaboração do Plano Estadual de Cultura, um processo altamente participativo e que nos traz a visão e as propostas da sociedade civil para uma série de temas – inclusive sobre as Organizações Sociais.”
Para Vitor Ortiz, isenção, legitimidade e transparência são palavras fundamentais para que alguns equipamentos e serviços possam ser ampliados e melhorados e esse modelo de gestão seja positivo. “Em geral, isso não tem sido suficientemente transparente”, declara.
Além disso, diz, é preciso haver um programa público e um conjunto de diretrizes muito claras para que o órgão a ser gerido possa manter sua função, finalidade e seu caráter públicos. “As OSs são justas e legítimas apenas quando contribuem com o papel do Estado e com o interesse social amplo. Elas devem ser transparentes, democráticas e comprometidas com interesses efetivamente públicos.”

Porto Alegre há cem anos: na vanguarda da indústria musical

via OBSERVATÓRIO DA CULTURA DE PORTO ALEGRE

Remanescente do prédio, na Rua Sergipe 220, tombado em 1997 pelo Município
Há cem anos, no dia 2 de agosto de 1914, o jornal Correio do Povo noticiava a inauguração da fábrica de discos "Gaúcho" para gramofones, onde hoje é o Bairro Teresópolis, então um arrabalde. Era a segunda do gênero no país. Na ocasião, foi feita uma demonstração do funcionamento da fábrica aos presentes, com a gravação de vários discos, "com discursos pronunciados por um dos presentes e com números de música executados por um quinteto da Brigada Militar". Pertencente aos irmãos italianos Savério e Emílio Leonetti, era um desdobramento da "Casa A Electrica", estabelecimento aberto anos antes, na Rua dos Andradas, onde comercializavam, entre outras coisas, produtos de tecnologia de ponta (à época): lâmpadas elétricas e gramofones. E logo, discos, primeiro importados, depois gravados e fabricados aqui mesmo, com participação de músicos não apenas locais, mas até de Montevidéu e Buenos Aires. A empresa faliu em 1923.

(Créditos ao Dirceu Chirivino, que reproduz a matéria no Correio de hoje, em sua coluna "Há um século", p.19; e ao Arthur de Faria, que conta esta história com detalhes em sua série A Música de Porto Alegre, começando por aqui.)

Cultura RS comemora edital de incentivo à produção audiovisual gaúcha



O período de inscrições vai até 18 de setembro de 2014
A produção cinematográfica do Rio Grande do Sul comemora o edital RS Polo Audiovisual para Produção em longa metragem que vai financiar 10 novas produções gaúchas. O edital é inédito no estado e foi viabilizado por uma parceria entre o Fundo Setorial do Audiovisual, gerido pela Ancine e operado pelo  BRDE, e o Fundo de Apoio à Cultura do RS  integrante do Sistema Pró-cultura RS.
O valor dos recursos para este Edital é de  R$ 5 milhões, sendo R$ 2 milhões do Fundo de Apoio à Cultura – FAC -da Secretaria de Estado da Cultura – e R$ 3 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA.
Segundo o diretor presidente da Ancine, Manoel Rangel, a agência encontrou no BRDE o parceiro ideal para realizar as ações do setor audiovisual. Rangel elogiou os produtores e realizadores do estado.  “O Rio Grande do Sul  é um grande centro produtor e propagador de conteúdos audiovisuais, e o Brasil precisa do talento e da experiência do Rio Grande do Sul para atingirmos nosso objetivo de tornar o país um dos cinco maiores do mercado de cinema e audiovisual do mundo”, afirmou.
O diretor presidente da Ancine anunciou que, ainda no segundo semestre de 2014  será anunciada um investimento de R$ 60 milhões para a produção de conteúdo para as TVs públicas brasileiras, e a TVE RS está entre as parceiras do projeto.
 Inscrições
O período de inscrições estará aberto de 31 de julho de 2014 e 18 de setembro de 2014. Os projetos devem ser de obra cinematográfica brasileira de longa-metragem, de produção independente. Deverão ter destinação e exibição inicial no mercado de salas de exibição cinematográfica, com duração superior a 70 (setenta) minutos.
As vagas estão divididas em três finalidades, em diferentes gêneros sendo: duas com valor de projeto de R$ 1 milhão cada; quatro, com valor de projeto R$ 500 mil cada; e quatro com valor de projeto R$ 250 mil cada.
As pessoas jurídicas de direito privado, para participarem, deverão estar regularmente habilitadas no Cadastro Estadual de Produtor Cultural (CEPC), junto à Secretaria de Estado da Cultura – SEDAC, até o dia 17 de setembro de 2014. Ainda devem estar registradas na ANCINE, com situação regular, como Empresa Brasileira de Produção Independente ou com registro provisório. Também deverão estar registradas na Junta Comercial, com Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, sob o n.º 59.11-1/99 (atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão não especificadas anteriormente) ou sob o n.º 59.11-1/01 (estúdios cinematográficos).
Informações no site www.procultura.rs.gov.br.

5 de agosto de 2014

Audiência na CECE- 12/8 : Sobre o PL 25/2014 - Plano Municipal de Cultura de Porto Alegre

Encaminho para todos o convite:

Câmara Municipal de Porto Alegre
Comissão de educação, Cultura, Esporte e Juventude



Conforme solicitado estamos marcando a próxima reunião da CECE (12/8-09:00
h) para discutir as demandas do Conselho Municipal de Cultura.

Pauta: O Projeto PLE 25/2014 - Processo: 01633/2014 que institui o Plano
Municipal de Cultura (PMC) no município de Porto Alegre e dá outras
providências.

Convidados:
* Secretaria Municipal de Cultura - SMC;
* Conselho Municipal de Cultura - CMC;e OUTROS TANTOS

Será enviado e-mail para todos(as) que registraram presença na reunião
anterior (22/4/2014).


Att,
Fabiane Pavani
Assessora Parlamentar Especial - CECE

Banco do Brasil abre seleção pública de projetos

Via Cultura e Mercado:

O Banco do Brasil abriu nesta terça-feira (5/8) seu processo de seleção pública para receber propostas de patrocínios. Pela primeira vez, serão recebidos simultaneamente projetos ambientais, sociais, culturais, negociais e para programação dos seus Centros Culturais.

As propostas para os Centros Culturais podem ser inscritas para as unidades de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 19 de setembro.

Estão disponíveis o "Edital de Patrocínio do Banco do Brasil", para projetos a serem realizados em todo território nacional, o "Edital de Patrocínio e Cessão de Espaço" para projetos que serão realizados nos Centros Culturais e o "Regulamento do Prêmio CCBB Contemporâneo".

Na modalidade patrocínio as propostas selecionadas terão apoio financeiro do Banco do Brasil. Na modalidade cessão de espaço os projetos já devem possuir os recursos necessários para sua realização, pois contam com patrocínio ou apoio de outras empresas, desde que não sejam concorrentes do Banco do Brasil.

A novidade é o Prêmio CCBB Contemporâneo, que tem por objetivo reconhecer, estimular e difundir trabalhos inéditos de artistas brasileiros. Serão premiados até 10 trabalhos inéditos que poderão compor a programação 2015-2016 do CCBB Rio de Janeiro. Os artistas selecionados terão a possibilidade, a critério do Banco do Brasil, de circular suas obras pelos demais Centros Culturais (BH, DF e SP), entre abril de 2015 e dezembro de 2016.

Os projetos serão analisados por comissão formada por funcionários do Banco do Brasil e, no caso das propostas para o Prêmio CCBB Contemporâneo, representantes da sociedade civil com notório conhecimento em diversas disciplinas da arte também integrarão a comissão avaliadora. Na análise, será valorizada a nova produção e a memória cultural brasileira, a possibilidade de ações multidisciplinares, o ineditismo, a relevância conceitual e temática, além da contribuição ao fortalecimento da diversidade cultural brasileira.

Clique aqui para acessar o edital, regulamento do prêmio e ficha de inscrição.

4 de agosto de 2014

Autorizado início da obra da Terreira da Tribo

Foto: Michele Raimann/Divulgação PMPA
Maquete virtual da sede do novo Centro Cultural
Maquete virtual da sede do novo Centro Cultural
As obras do Centro Cultural Terreira da Tribo devem iniciar ainda nesta segunda-feira, 4. A construção do espaço na rua João Alfredo, 709, bairro Cidade Baixa, foi definida pela Temática de Cultura do Orçamento Participativo.  O valor do investimento é de R$ 1.339.129,38 e o prazo estimado para conclusão é de 12 meses.

O novo prédio irá funcionar como centro de experimentação e pesquisa cênica e abrigará uma escola de teatro popular. O prédio terá três andares e 1,7 mil metros quadrados de área, com espaço para pesquisa teatral do grupo, salas de aula, biblioteca, centro de referência do teatro popular, sala de exposição, sala de projeção e local para o acervo da Terreira da Tribo.

A empresa vencedora da licitação pública para a construção foi a 5S Arquitetura e Design. O projeto do prédio é de autoria dos arquitetos Michele Raimann, Genoveva Ost Scherer e Roberto Passos Nehme.

Histórico - Em março de 2008 a Prefeitura ofereceu ao grupo, em regime de comodato, o terreno na rua João Alfredo para construção de sua sede definitiva. O Centro Cultural Terreira da Tribo se unirá assim a uma tradição nacional de espaços públicos mantidos por grupos cênicos internacionalmente reconhecidos, como é o caso do Teatro Oficina em São Paulo, do Grupo Galpão em Belo Horizonte e do Olodum em Salvador.



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Texto de: Caco Belmointe
Edição de: Jandira Davila Feijó
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

2 de agosto de 2014

Nominata Conselho Estadual RS-2014/2015

 
Câmaras Técnicas - Biênio 2014-2015
CÂMARA DIRETIVA
Presidente – Neidmar Roger Charão Alves
Vice-Presidente – Vinícius Vieira
Secretária-Geral – Susana Fröhlich
Assessoria Especial: Leandro Artur Anton

CÂMARA TÉCNICA DE LEGISLAÇÃO E NORMAS
Hamilton Dias Braga - Coordenador
Adriana Donato dos Reis - Secretária
André Kryszczun
Daniela Carvalhal Israel

CÂMARA TÉCNICA DE CIÊNCIAS E HUMANIDADES
Leoveral Golzer Soares - Coordenador
Franklin Cunha - Secretário
Élvio Pereira Vargas

CÂMARA TÉCNICA DE ARTES E LETRAS
Walter Galvani da Silveira - Coordenador
Maria Eunice Azambuja de Araújo - Secretário
Lisete Bertotto Côrrea
Aldo Gonçalves Cardoso Júnior

CÂMARA TÉCNICA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
Demétrio de Freitas Xavier - Coordenador
Luiz Carlos Sadowski da Silva- Secretária
Fabricio de Albuquerque Sortica


CÂMARA TÉCNICA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTISTICO
Rafael Pavan dos Passos - Coordenador
Milton Flores da Cunha Mattos - Secretária
Jacqueline Custódio
Loma Berenice Gomes Pereira
Nominata Conselheiros - Biênio 2014/2015
Adriana Donato dos Reis
Aldo Gonçalves Cardoso Júnior
André Kryszczun
Daniela Carvalhal Israel
Demétrio de Freitas Xavier
Élvio Pereira Vargas
Fabricio de Albuquerque Sortica
Franklin Cunha
Hamilton Braga
Jacqueline Custódio
Leandro Artur Anton - Assessor-especial
Leoveral Golzer Soares
Lisete Bertotto Côrrea
Loma Berenice Gomes Pereira
Luiz Carlos Sadowski da Silva
Maria Eunice Azambuja de Araújo
Milton Flores da Cunha Mattos
Neidmar Roger Charao Alves - Presidente
Rafael Pavan dos Passos
Susana Frohlich - Secretária-geral
Vinicius Vieira de Souza- Vice-presidente
Walter Galvani da Silveira

Zona Leste é o ninho de funkeiros de Porto Alegre

via zero hora:

Saiba por que a região vem chamando a atenção do meio por revelar nomes de destaque, como Loos, Patê e Tchesko

Zona Leste é o ninho de funkeiros de Porto Alegre Lívia Stumpf/Agencia RBS
Da esquerda para a direita, MC Patê, MC Felipinho, MC Negão, MC Paty, MC Tchesko e MC Loos Foto: Lívia Stumpf / Agencia RBS
Encravado entre morros e vielas, com uma profusão de bailes e com um estilo que lembra algumas favelas cariocas, a Zona Leste da Capital tornou-se um nicho de revelação de funkeiros no cenário gaúcho. Seja pela geografia da região, ou pelo incentivo que é ver surgir, no seu bairro caras que viram sucesso pelo lado do bem e fogem do caminho do tráfico de drogas e da criminalidade, o fato é que a região vem chamando a atenção do meio por revelar nomes de destaque, como Loos, Patê, Tchesko, que nasceu no Bairro Teresópolis, mas surgiu nas ruas e  bailes da região, até nomes mais recentes, como Paty e o pequeno MC Negão, de apenas 10 anos. Conheça nomes que surgiram ali, os fatores que os levaram a fazer sucesso e a opinião de um dos maiores especialistas do gênero, que explica os fatores que leva a região a revelar fenômenos funkeiros.

Há mais de 30 anos no meio, o DJ Cassiá, da Rádio Cidade (92.1 FM), aponta alguns motivos para o surgimento de tantos talentos na Zona Leste. Primeiro, o investimento e atenção da produtora Tropa de DJs, que dá uma bela garimpada nas gravações dos jovens, preparando as canções e os funkeiros para o mercado:
– Eles passam por uma triagem, por uma preparação de gente que entende. E saem fortes – explica.
Depois, Cassiá lembra que a região se diferencia das demais da cidade por sua geografia:
– Dá uma aparência, um ar de Rio de Janeiro, a torna um pouco diferente das demais. Tem aquela coisa de ter muito som na rua, da galera com seus radinhos portáteis, ouvindo funk. Isso tem muito no Rio. Essa situação me lembra do início dos anos 1990, quando estouraram nomes como o Bonde do Tigrão, na Cidade de Deus. Eu ia ao Rio seguido e era radinho bombando, outros carros com o porta-malas levantado, coisa muito parecida com o que acontece por aqui – comenta Cassiá.
Exemplo de profissão bem sucedida

Cassiá analisa que o sucesso de funkeiros que cresceram na comunidade estimula pequenos MCs a seguirem o mesmo caminho, fugindo das tentações de entrar para o mundo do crime, por exemplo:
– Hoje, o funk virou uma profissão bem sucedida. Existem MCs daqui ganhando bons cachês, R$ 8, 10 mil. E esses caras são vizinhos, da própria comunidade, a gurizada vê o crescimento deles. E, com isso, o funkeiro consegue comprar uma bicicleta melhor, veste uma roupa legal. Isso faz com que outros tenham esse interesse de seguir no meio – explica Cassiá.
Quando pequeno, Fabricio Oliveira, 20 anos, adorava pichar a parede da casa, no Morro da Cruz. De tanto pichar, ganhou dos amigos e parentes o apelido, de brincadeira, de lost (perdido, em inglês). Em uma ocasião, para marcar o apelido, pretendia pintar um moletom com os dizeres. Mas faltou tinta e acabou ficando Loos. Para virar um apelido definitivo, foi um passo. Em 2009, começou a investir no funk.
– A gente procura passar realidade, não temos nenhum tipo de ostentação. É o que sou – afirma Loos.
Hoje, seu principal sucesso é Vai Vendo, com mais de 600 mil visualizações.
Nome de gringo, funk bem gaúcho
De cara e de nome, é difícil afirmar que ele é funkeiro. Franccesco Finizio, 26 anos, mas conhecido no meio do funk como MC Tchesko, é o grande expoente do gênero no Rio Grande do Sul. Agenda lotada, mais de 20 shows por mês números que superam impressionantes 17 milhões de acessos no youtube com o clipe É Bem Assim que a Gente Tá. O sobrenome "importado" é por conta do avô, que veio de Napoles, na Itália. A trajetória do MC vem de 2006, quando ele integrava o grupo Arrastão do Funk.
Em 2007, decidiu seguir carreira solo. De lá para cá, Tcheko começou a ganhar destaque no funk, chegando ao topo com É Bem Assim que a Gente Tá e hoje mora na Praia Grande, na Baixada Santista, em São Paulo. Mesmo assim, não esquece das origens:
– Me criei na Vila Erechim, mas meu começo foi na Zona Leste, meus primeiros bailes foram ali. É uma família para mim – comenta Tchesko.
Adepto do chamado funk consciente, com letras, que tem como destaque a canção Dias de Glória, Tchesko ainda se destaca por transitar muito bem em outros gêneros, bem distintos do funk. O funkeiro já gravou músicas com o grupos Eh Expresso, NovoExtima e Novament´s, por exemplo:
– Sempre ouvi vários estilos, isso ajudou a também gravar com grupos de outros estilos. Gosto muito de charm, quero misturá-lo com funk, fazer um clipe dançante – explica o MC.
Seu próximo passo é pra lá de ousado: pretende gravar um clipe no Exterior.
Com Patê, é funk preto no branco
Se falarmos em George Richard Oliveira Fernandes no Bairro Bom Jesus, fica difícil saber quem é. Agora, é só falar em MC Patê que a coisa muda de figura. O guri, 23 anos, que começou no funk no começo dos anos 2000, investe em um funk que fala do seu dia e fez seu primeiro show, acredite se quiser, em uma garagem:
– Tinha uma dupla, era MC Patê e MC Dedé, comecei na época dos bondes. E meu funk sempre foi "preto no branco". E me orgulho de fazer sucesso com as crianças. Eles sentem que a gente é um exemplo, é legal para elas ter caras como a gente em sua comunidade. Esses dias, veio uma menina de Gravataí bater aqui em casa para me entregar uma carta, pedir autógrafo – revela o funkeiro.
Atualmente, sua principal canção atende pelo curioso título de Brabo é Boi e vira bife, cuja música já passou de 159 mil visualizações no youtube.
– Eles estão se espelhando na gente, isso é legal. Dá para ver que a criançada quer um negócio legal para o seu futuro – comenta Patê.
A ousadia fica com ele
Representante de um funk mais ousado, Felipe Cavalheiro Cardozo, o MC Felipinho, 21 anos, nasceu para o mundo do funk no Morro da Cruz. Ele lançou um vídeo na internet que reapidamente se espalhou pela comunidade. Atualmente, seu grande hit é a sugestiva Baba Ele Todinho. Bem articulado, o funkeiro, além de shows em bailes tradicionais de funk da Capital, também começa a alcançar um mundo bem interessante para os músicos: o de eventos:
– Andam surgindo uns convites, é um público diferente, e muito legal_ comenta o funkeiro, dono de cerca de 590 mil acessos. O guri já mobiliza fãs fora da comunidade. Recentemente, ele lembra, uma fã veio de Gravataí para tirar fotos com ele, na sua casa.
– Foi demais! – recorda.
Inspirados nos ídolos, surgem novos nomes
No meio de gente grande, começam a surgir novos nomes. Depois de algum tempo andando com Felipinho, Loos e Tchesko, surgiu MC Paty. A guria, do Morro da Policia, se inspirou ao ver que os amigos começaram a fazer sucesso e também foi estimulada por eles:
– Eu sempre quis cantar funk, e faltava uma MC por aqui. Ter visto eles foi fundamental – relembra Paty.
Em uma geração mais nova ainda, está o MC Negão, 10 anos, que canta desde os oito. Na entrevista, é tímido. No palco, porém, ao cantar seu hi, Vai Chover Nota de 100, solta a voz:
– Já participei de eventos com ele. É uma "briga" para tirá-lo do palco, ele é super assediado – atesta Cassiá
– Sempre me inspirei neles todos, e no Guimê, claro – afirma o pequeno funkeiro.

Acampamento Farroupilha 2014 tem 364 entidades inscritas

Foto: Ricardo Stricher/PMPA
Montagem dos galpões inicia-se no dia 16 de agosto no Parque Harmonia
Montagem dos galpões inicia-se no dia 16 de agosto no Parque Harmonia
O Acampamento Farroupilha deste ano contou com a inscrição de 364 entidades. A 27ª edição do do tradicional evento da cultura gaúcha será aberta no dia 7 de setembro e o tema dos Festejos Farroupilhas de 2014 é "Eu sou do Sul". Os inscritos agora aguardam a entrega do alvará de localização do lote e o regulamento do Acampamento Farroupilha de 2014. Os requisitos de inscrição, encerrada nessa quinta-feira, 31, levaram em consideração o projeto cultural, o alvará de funcionamento do ano de 2013 e as atas de fundação e de patronagem atualizadas, e o certificado do Curso de Brigadista do Corpo de Bombeiros.

A montagem dos piquetes começa em 16 de agosto (sábado) às 8h da manhã, quando estará liberada a entrada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia) para as equipes de instalação dos galpões. A montagem será precedida da desocupação dos lotes adicionais que os galpões utilizaram durante o Acampamento Farroupilha Extraordinário – realizado durante a Copa 2014. O prazo limite para a desocupação dos lotes é dia 15 de agosto (sexta-feira).

Com o término do período de inscrições começa a ser elaborado o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCI) para o Acampamento Farroupilha 2014.


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Texto de: Luciano Medina Martins
Edição de: Jandira Davila Feijó
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

Lançado edital para produção de longas no RS

Via Cultura e Mercado:

O edital conta com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e do Fundo de Apoio à Cultura do Rio Grande do Sul, integrante do Sistema Pró-cultura RS. Serão disponibilizados R$ 5 milhões para financiar 10 novas produções gaúchas, sendo R$ 3 milhões procedentes do FSA, e R$ 2 milhões do orçamento do Fundo de Apoio à Cultura.

A ação faz parte do eixo de Suplementação Regional do programa Brasil de Todas as Telas, que busca estimular o desenvolvimento regional da produção audiovisual brasileira por meio de parcerias com governos municipais e estaduais.

Com inscrições abertas até o dia 18 de setembro, o edital aceita inscrições de projetos de longa-metragem de produção independente, com duração superior a 70 minutos. O regulamento divide em três categorias as oportunidades de apoio, e o proponente deve optar por enquadrar seu projeto em uma delas já no momento da inscrição.

Serão contemplados dois projetos de longa-metragem de ficção, documentário ou animação, com aportes de R$ 1 milhão cada; quatro projetos de longa-metragem de baixo orçamento (ficção ou animação), com R$ 500 mil reais cada; e quatro projetos de documentário, que farão jus a investimentos de R$ 250 mil.

Podem se inscrever empresas produtoras independentes com registro regular na Ancine e inscritas no Cadastro Estadual de Produtor Cultural (CEPC) da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac).

As inscrições devem ser processadas obrigatoriamente pela página do Pró-Cultura RS na internet. Clique aqui para acessar.

*Com informações do site da Ancine