Postagem em destaque

Gestão 2009 /2014 combina com Gestão 2017/2019 a entrega do Blog e logo do CMC Porto Alegre

Dia 02/07/2019, às 19:30 h em reunião do CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE realizada na Casa dos Conselhos, sito Av. João P...

6 de março de 2017

Escolas empolgam na primeira Descida da Borges


06/03/2017 10:44:46

Foto: Joel Vargas/PMPA
Desfile é apresentado às novas gerações Desfile é apresentado às novas gerações
Foto: Joel Vargas/PMPA
Uma das novidades é um telão gigante Uma das novidades é um telão gigante
A primeira edição da Descida da Borges foi nessa sexta-feira, 3, e recebeu uma avaliação positiva, tanto de parte dos integrantes das escolas que desfilaram, quanto da Coordenação das Manifestações Populares da Secretaria da Cultura. Para o coordenador, Érico Leoti, o evento, que reuniu um grande público, não registrou nenhum incidente. Entre as novidades desta edição está um telão gigante, por onde o público pode acompanhar a performance das escolas. 
 
Desfilaram a Império do Sol, Império da Zona Norte, Estado Maior da Restinga, Imperadores do Samba e Acadêmicos do Gravataí. A chuva amenizou o calor dos espectadores que se dirigiram ao Centro Histórico para a primeira Descida da Borges, que este ano é organizada pela Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa).
 
A corte do Carnaval 2017, integrada pelo Rei Momo Maurício Melo, a rainha Raquel Sampaio, a primeira princesa Tayná Vieira e a segunda princesa Ilana Xavier, recepcionou as escolas e acompanhou os desfiles durante todo o trajeto, entre a Esquina Democrática e o Paço dos Açorianos. A segunda Descida ocorre nesta sexta-feira, 10, com o desfile de uma agremiação convidada e as escolas Unidos da Vila Mapa, Bambas da Orgia, União da Vila do IAPI e Imperatriz Dona Leopoldina.

Descida da Borges - Tem o objetivo de reviver as tradições do Carnaval na década de 1960, quando os desfiles eram realizados na avenida Borges de Medeiros. Além do resgate histórico dos antigos carnavais, a Descida da Borges apresenta para a comunidade os sambas-enredo, o grupo show de cada escola, bateria, passistas, porta-estandarte e porta-bandeira, além de parte das alas, funcionando como um ensaio, sem os rigores técnicos da Muamba Oficial.
 


/carnaval


Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

5 de março de 2017

POR QUE NÃO UM QUARTO PODER PARA UNIR A CULTURA DOS POVOS ?



- Dilmar Paixão –
(professor, escritor e poeta)

               Casualmente, este sítio (ou site “para os mais chiques”, como pronuncia o povo da minha terra,) tem o sobrenome de “Pampeano”. Ora, o Jornal Virtual Chasque Pampeano, inteligente iniciativa do Paulo Guimarães, ao surgir ainda em dezembro de 2006, veio com a missão de ser um informativo cultural e jornalisticamente atualizado, opinativo e coerente com a realidade, além de expressar a preocupação de tantos com a preservação dos valores sociocomunitários contemporâneos e tradicionais.
O pampa, ou a pampa para os mais fronteiristas, de há muito não respeita fronteiras com países vizinhos. A música é o mecanismo mais natural de transposição desses limites geopolíticos. E foi por acaso, porque os anúncios são raros dos produtos de qualidade - lamentavelmente, que, após o Galpão Crioulo, mudei o canal para o Galpão Nativo neste domingo. Em uma marca televisiva, o Neto Fagundes e a Shana Muller; no outro, o Elton Saldanha recebendo o Luis Carlos Borges. Esses amigos e companheiros de esforços são alguns dos nomes do trabalho elaborado do regionalismo gaúcho voltado à expansão universal sem depender da ajuda das instituições que a isso deveriam se dedicar. É preciso mais do que boa vontade dos dirigentes. Competência é um fator escasso?
Como declarei em outras oportunidades, o Borges é um dos principais nomes a merecer o reconhecimento pela luta inegável em prol da integração artística com os povos latino americanos. No programa, ele comentou que foi a partir de 1960, ainda muito jovem, que percebeu gaiteiros representativos dos missioneiros, como o Tio Bilia, sem executar melodias como o chamamé. Isso o motivou a se aproximar do ritmo que tem a sua moradia mais tradicional em Corrientes na Argentina. Com os costados do Borges, grandes artísticas chamameceiros participaram do programa coordenado pelo Elton. Enquanto a TVE – Educativa, como se denomina – puder resistir à incoerência do governo Sartori e políticos contraditórios que pretende extingui-la, esse programa pode ser revisto e é uma recomendação que faço para quem gosta de ouvir arte com qualidade.
O destaque deste texto reflexivo no Chasque Pampeano tem o propósito de sublinhar e tornar maiúscula a observação feita pelo Antonio Tarragó Ros durante a sua participação no Programa Galpão Nativo. Em meio à conversação, Tarragó comentou que os governos dos povos têm, geralmente, uma estrutura organizada para o Estado com três poderes: poder executivo, poder legislativo e poder judiciário. O que ele argumenta é que, no interesse da valorização dos povos em suas regionalidades territoriais, seja estabelecido um quarto poder. Para ele, o poder cultural será o único capaz de acrescentar essas garantias, praticamente espontâneas, porque nascem das manifestações populares e tradicionais das gentes de cada localidade.
De há muito, para nós gaúchos e brasileiros, comenta-se a existência desse quarto poder, admitido, mas não institucionalizado, no poder da imprensa e, em si, dos veículos de comunicação. Os monopólios dessa área são riscos evidentes. Portanto, seja como quarto ou quinto poder, quero sublinhar essa visão que, ainda bem, começa a crescer com focos em muitos lugares do mundo das Américas. Por que não um poder cultural entre os povos?
Boaventura de Sousa Santos tem percorrido os meios acadêmicos combatendo a inconsciente defesa e o incentivo aos interesses serem voltados ao norte, notadamente, o norte americanismo. Sobram exemplos, como a metodologia científica universitária, ao exigir nos projetos e trabalhos que se exponha uma questão “norteadora”. A isso, Boaventura menciona o “sulear”, ou seja, a ecologia dos saberes direcionadas também aos valores do sul, como a autovalorização e a consciência sulamericana.
Freire, tão associado às intenções e práxis do construtivismo, defende o diálogo interativo em moldes de rodas de cultura. Assim, denomina o que, muitas vezes, se tem praticado como rodas de conversa nos encontros científicos ou ações interdisciplinares e com as comunidades.
Neste instante, quero aproveitar a oportunidade lembrada pelo Tarragó para incentivar mais dedicações e denúncias por esses valores. Também, os tradicionalistas sabem do valor da cultura. Está na própria Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista. No entanto, entre a letra fria dos regulamentos e publicações textuais com a prática do cotidiano dos tradicionalistas, há vales quase instransponíveis, porque o Barbosa Lessa segue muito atual na certeza de que “embora seja um Movimento de massa, o Tradicionalismo – sempre – será compreendido por uma minoria intelectual”. Aos seus dirigentes não compete tão somente ceder espaços e, sim, impulsioná-los fisiológica e epistemologicamente. Aí, continua residindo o principal obstáculo: poucos têm o interesse em que essas distâncias e óbices sejam reduzidos. O discurso não é a prática, com certeza. Inúmeras ações gestoras podem comprovar com facilidade essa situação de descaso e de privilégios individualizados.
O que a cultura pode acrescentar às pessoas são conjuntos de compreensões e iniciativas emancipatórias. Pessoas livres não são manobradas com a mesma domesticação. Se estiverem atentas e conscientes, então, não há argumentos capazes de demovê-las do direcionamento que escolherem. Os dirigentes e os governos – indistintamente, todos – sabem e se aproveitam disso. Se dependermos dessas intenções, os passos serão mínimos. Ninguém tenha dúvida.
Unir a cultura dos povos será, sim, um poder incomensurável! Não há medidas capazes de saber e dimensionar a força desses sentimentos e sedimentos que reúnam os povos por seus fatores culturais. Além disso, se cada local valorizar a sua cultura, mais raízes serão aprofundadas. Com a lateralidade do universalismo cultural se garantirão outras forças de resistências às tentativas do escravismo e da exploração.
Quando se têm notícias de cortes de verbas, de encerramento de espaços de divulgação dos assuntos comunitários como a TVE e do imperialismo ou neoliberalismo que transforma em número e quantidades todas as coisas, o lucro de uns será a perda de muitos. Entendo as necessidades revisionais dos intuitos gestores e dos programas governamentais, como percebo a importância de que os poderes formais do executivo, legislativo e judiciário precisam análises, avaliações e atualização de suas propostas e mecanismos, inclusive, nos espaços intra e interinstitucionais.
Contanto, a responsabilidade que tem sido assumida pelos artistas, leiam-se poetas, musicistas, cantores e intérpretes em geral da arte e da cultura dos povos – e de longa data como venho referindo – carece de posicionamentos mais definidos, mais evidentes, mais comprometidos e mais coerentes por parte daquelas pessoas que acessam a cargos, a maioria bem remunerada, e fazem belíssimos discursos sem torná-los efetivos e eficazes como atos de gestão.
Uma ressalva que se desgarra, por derradeiro, serve a essa defesa pela construção de poderes culturais de aproximação e interatividade entre os povos: às vésperas do reinício das aulas, como os governos fizeram muito pouco para preparar os prédios PÚBLICOS das escolas, lá estão pais, mães, alunos, alunas, professores, professoras, demais trabalhadores e trabalhadoras da educação e pessoas da comunidade a pintar e reformar os locais. Percebi que essas iniciativas, elogiadas pelo poder da imprensa, raramente, contaram com cobranças mais fortes e verdadeiramente duras contra a inoperância e insuficiência das ações de quem se propôs e assumiu os encargos públicos.
Sejamos, portanto, mais eloquentes e decididos nas escolhas. Saibamos nos reunir aos interesses leais à cidadania, à cultura e ao bem viver em sociedade. A cultura, um poder forte a nascer da unidade dos povos!


Proseamos mais de outra feita, tomara mais conscientes, participativos e reivindicadores dos nossos direitos!


Partenon, Porto Alegre, 05 de março de 2017. 

O Tango Cultura sem fronteiras



O TANGO

O Tango nasceu nos fins do século XIX derivado das misturas entre as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhóis, dos crioulos descendentes dos conquistadores espanhóis que já habitavam os pampas e de um tipo de batuque dos negros chamado "Candombe". Há indícios de influência da "Habanera" cubana e do "Tango Andaluz". O Tango nasceu como expressão folclórica das populações pobres, oriundas de todas aquelas origens, que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos Aires.

Numa fase inicial era puramente dançante. O povo se encarregava de improvisar letras picantes e bem humoradas para as músicas mais conhecidas, mas não eram, por assim dizer, letras oficiais, feitas especificamente para as músicas nem associadas definitivamente a elas.

Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar. Mais tarde, o tango se tornou uma dança tipicamente praticada nos bordéis, principalmente depois que a industrialização transformou as áreas dos subúrbios em fábricas transferindo a miséria e os bordéis para o centro da cidade. Nessa fase haviam letras com temática voltada para esses ambientes. São letras francamente obscenas e violentas.

Por volta de 1910 o Tango foi levado para Paris. Existem várias versões de como isso aconteceu. A sociedade parisiense da época em que as artes viviam o modernismo ansiava por novidades e exotismos. O tango virou uma febre em Paris e, como Paris era o carro chefe cultural de todo o mundo civilizado, logo o tango se espalhou pelo resto do mundo. A parcelas moralistas da sociedade condenavam o tango, assim como já haviam se colocado contra a valsa antes, por o considerarem uma dança imoral. A própria alta sociedade Argentina desprezava o tango, que só passou a ser aceito nos salões de alta classe pela influência indireta de Paris. 

Sistema Pró-cultura RS LIC abre período de inscrições para projetos em 2017



Foi publicado na quarta-feira (01) a Instrução Normativa 01/2017, que ajusta a IN 01/2016, reabrindo o período de inscrições de projetos na Lei de Incentivo à Cultura do Estado (LIC). São seis linhas de financiamento que permanecem abertas até o dia primeiro de dezembro.
As linhas de financiamento abertas são: a) Projeto cultural continuado, direcionada para ações que já foram financiadas ao menos três vezes pela LIC; b) novo projeto cultural é a linha relacionada para a criação de novos bens, serviços culturais e circulação de atividades artístico-culturais; c)parte artístico-cultural de eventos contempla os projetos com realização de ações artístico-culturais em eventos e datas comemorativas (Semana Farroupilha, Páscoa e Natal, por exemplo); d) grupo artístico diz respeito a iniciativas voltadas à manutenção, qualificação e/ou intercâmbio desses grupos; e) patrimônio cultural é a linha de financiamento direcionada para projetos de preservação ou restauração de bens móveis e imóveis integrantes do patrimônio cultural tombado e protegido por lei; e f) espaço cultural é voltado para a construção ou preservação de centros culturais, bibliotecas, arquivos, salas de cinema e outros espaços culturais de interesse público.
Os valores do financiamento variam entre R$ 100 mil e R$ 1.5 milhões de reais, de acordo com a linha de financiamento, que também possuem regulamentação específica cada uma. As inscrições são feitas de forma totalmente eletrônica pelo site do Pró-Cultura RS.
Após fechar dois anos consecutivos aplicando R$ 35 milhões por ano, a Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sedactel), por meio do Sistema Pró-cultura RS, abriu 2017 aprovando projetos prioritários das coletivas de janeiro e fevereiro e garantindo o financiamento aos projetos culturais.

Prefeitura e entidades firmam termo de ajustamento para Carnaval de Rua



Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Ajustamento de conduta determina encerramento dos desfiles às 21h
Ajustamento de conduta determina encerramento dos desfiles às 21h
Para garantir a organização e a infraestrutura adequadas à realização do Carnaval de Rua de Porto Alegre, a prefeitura buscou a formalização de termos de ajustamento de conduta (TAC) com as entidades responsáveis pelos eventos - a Liga dos Blocos Descentralizados e a Liga de Entidades Burlescas da Cidade Baixa. Os documentos foram assinados nesta sexta-feira, 3. 
 
Às duas Ligas caberá a responsabilidade de contratação de banheiros químicos em número suficiente para atender à festa. A mesma providência deve ser tomada em relação à contratação de seguranças e orientadores. Também ficou acertado que elas irão contribuir com uma taxa de limpeza para o DMLU e caminhão pipa. 
Com relação aos horários, os blocos terão de iniciar os desfiles até às 18h e finalizar até às 21h, conforme exigência do Ministério Público do Rio Grande do Sul. 
 
Outro ponto acordado nos TACs é a obrigação das Ligas em coibir a utilização de aparelhos e instrumentos sonoros, bem como a comercialização ambulante de alimentos e bebidas logo após a dispersão dos desfiles.
A prefeitura e as Ligas ajustaram, ainda, a alteração na dispersão nos blocos da Cidade Baixa que, a partir deste sábado, 4, deverão ocorrer no Largo Zumbi dos Palmares e na Praça Isabel de Espanha. O objetivo é diminuir os transtornos no trânsito do bairro.
 
O descumprimento de qualquer um dos itens terá como consequência a proibição de realização de eventos similares em 2018, além de multa no valor de R$ 10 mil. 
 

Edição de: Flávia Lima Moreira
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

2 de março de 2017

Descida da Borges reúne cinco escolas nesta sexta



Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Sambistas passam pela mesma pista onde desfilavam até o ano de 1969
Sambistas passam pela mesma pista onde desfilavam até o ano de 1969
A primeira Descida da Borges do ano ocorre nesta sexta-feira, 3, e antecipa as expectativas para o Carnaval 2017. Cinco escolas desfilam com destaques e baterias a partir das 19h, revivendo os antigos carnavais de Porto Alegre. Na sexta-feira, 10, ocorre a segunda Descida, com a participação de cinco escolas. Os grupos passam pela mesma pista onde desfilavam até o ano de 1969.
 
A Descida da Borges foi reeditada pela Prefeitura de Porto Alegre para relembrar os desfiles de Carnaval no Centro de Porto Alegre da década de 1960. Para o coordenador das Manifestações Populares da Secretaria da Cultura, Érico Leoti, a Descida da Borges revive e renova o espírito do Carnaval no Centro Histórico, principalmente neste ano em que a festa está experimentando novidades e despertando expectativas. "É um evento que consolida a participação popular neste segmento, com a presença de um público considerável. Para as escolas, é a oportunidade de testar, minimamente, o que foi planejado para o desfile oficial", salienta o coordenador.
 
Nesta segunda-feira, 6, deve ser entregue a nova planta do Complexo Cultural Porto Seco. O novo projeto vai determinar o número geral de lugares, arquibancadas, frisas e camarotes. A partir dessa definição, serão anunciados locais, datas e valores para a venda de ingressos, frisas e camarotes. Também serão anunciados, a partir da próxima semana, os procedimentos para o credenciamento de imprensa para a cobertura do evento. 
Sexta-feira, 3 de março
-Império do Sol
-Império da Zona Norte
-Estado Maior da Restinga
-Imperadores do Samba
-Acadêmicos de Gravataí
 
Sexta-feira, 10 de março
-Escola Convidada
-Unidos da Vila Mapa
-Bambas da Orgia
-União da Vila do IAPI
-Imperatriz Dona Leopoldina
 
 


/carnaval


Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

Está iniciando um novo tempo. Você vem?


O atual momento que estamos passando é de profundas transformações e um período de transição entre os 50 anos de história de nossa entidade e a preparação para o próximo cinquentenário. Digo isto baseado em inúmeras observações que tenho feito nesta caminhada pelo Rio Grande. Sinto no olhar de cada tradicionalista a esperança de que algo de novo possa acontecer, renovando a esperança e promovendo o resgaste dos verdadeiros ideais dos jovens de 1947.
Tenho certeza de que em algum momento desta caminhada nos perdemos dos propósitos iniciais do Movimento. Falamos em simplicidade, tradicionalidade, mas o que efetivamente estamos fazendo, que posições tomamos neste momento? Vários movimentos colocam na mesa novos posicionamentos e temos que optar entre continuar fazendo do mesmo jeito ou optar pelos avanços necessários.
Tudo tem seu preço, não nos enganemos. As mudanças cobram posicionamentos sérios, com responsabilidade, deixando de lado “compadriamentos” e “amizades” completamente permeados de “interesses”. Talvez o nosso grande desafio seja justamente quebrar estes paradigmas e muitos serão convidados a saírem de suas zonas de conforto. Eu não acredito que tantas manifestações, depoimentos emocionantes realizados por dirigentes de CTGs, que são contrários ao atual modelo (nos aspectos em que deixa de lado a essência e a naturalidade do movimento organizado) não seja capaz de inspirar e fazer acontecer um novo tempo.
A distorção de conceitos e modelos que ocorrem especialmente nas redes sociais é incrível. Pequenos grupos defendem com grande habilidade interesse pessoais, interesses de manterem-se no comando ditando regras e sistemas que levam à descrença de nosso movimento e que beira a falência em algumas entidades. Isso tudo gera uma ilusão de que podemos chegar a um novo que nunca alcançaremos.
Por isto digo que vivemos, nesta transição, um período extremamente importante. Devemos olhar para o passado, olhar para aqueles que construíram esta caminhada, e também olhar para aqueles que vão conduzir o movimento ao seu futuro. Mas para isso devemos ter a humildade e a grandeza de realinharmos nossa trajetória.
A juventude deve ser efetivamente preparada para conduzir as mudanças. Os jovens devem fazer e estabelecer estes questionamentos, construir juntos novas alternativas, oportunizar às entidades filiadas e à sociedade um novo modelo, mais contemplativo, abrangente e coletivamente mais solidário.
Acredito e tenho plena convicção de que as lideranças do movimento (dirigentes do MTG e das mais de 1700 entidades), estão recuperando esta consciência de que devemos e podemos fazer avanços. Não temos outra escolha. Ou seguimos no modelo atual e continuamos estagnados, imóveis, sem capacidade de reação, ou com coragem estabelecemos em novo conjunto, em perfeita harmonia e unidade, abrindo uma nova estrada que permita uma caminhada igual e segura a todos.
O tradicionalismo gaúcho é cada um de nós e nesse sentido convido cada um dos tradicionalistas a fazerem uma reflexão sincera e profunda. Lembre-se de quando conheceu o tradicionalismo, o momento exato em que se encantou com a vida que pulsa em um CTG. Lembre-se dos primeiros envolvimentos, sentindo que realmente fazia parte de algo especial. Esses sentimentos ainda vivem em você? Mais: fazem você vibrar, se emocionar e querer agir, a contribuir, não importa se faz tempo feio ou tempo bom, se é longe ou perto? Se sim, é de você que nosso movimento precisa. Vamos juntos multiplicar e consolidar este momento, que é de transição, sim, mas que é também de plantio. Este é o momento da escolha das sementes que queremos que frutifiquem num futuro não tão distante. Estas mudanças são esperadas e bem no íntimo aguardadas por todos gaúchos e tradicionalistas de coração, que acreditam, que acalentam um ideal, aqueles que quando pisam num CTG sentem que estão em casa.
Os próximos 50 anos pedem esses tradicionalistas. Aqueles que não concordarem, que saiam, ou se manifestem, para que possamos construir com diálogo, interação.
Vamos avante. “Desta jornada ou se volta com Honra ou não se volta”. (General Flores da Cunha – 1930).
Nairo Callegaro​
Presidente do MTG

1 de março de 2017

Carnaval de rua reúne 50 mil pessoas por dia em Porto Alegre


Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Nessa terça, foliões se aglomeraram entre a rua da República e a Lima e Silva Nessa terça, foliões se aglomeraram entre a rua da República e a Lima e Silva
Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Na orla, entre 15 mil e 20 mil pessoas sambaram no entorno do Marinha
Na orla, entre 15 mil e 20 mil pessoas sambaram no entorno do Marinha
As duas principais atrações carnavalescas da Capital, no bairro Cidade Baixa e na orla do Guaíba, chegaram a reunir juntas cerca de 50 mil pessoas por dia durante o final de semana, 25 e 26, nessa segunda-feira, 27, e terça-feira, 28. O colorido e a maior parte dos confetes e serpentinas se aglomeraram entre a rua da República e a avenida Lima e Silva nessa terça. A diversidade de público, a manutenção da limpeza no entorno, a segurança local e o controle do tráfego foram as marcas do evento, de acordo com Cláudio Favero, organizador da festa pela Liga das Entidades Burlescas da Cidade Baixa.
 
“Entre 20 mil e 30 mil pessoas passaram pela região, incluindo jovens, adultos e crianças. Foi uma festa bem diversificada. Essa união de pessoas de diferentes idades se divertido juntas tem sido a característica dos principais eventos do gênero nas grandes cidades que promovem o Carnaval de rua”, avalia Favero. O organizador também ressalta que, ao encurtar a festa em uma hora, iniciando a dispersão às 21h, em vez de 22h, como nos anos anteriores, melhorou o relacionamento da festa com a vizinhança. “Em anos anteriores, a reclamação sobre o barulho foi maior. Também não foi registrado nenhum problema de segurança mais grave. Acho que chegamos a um equilíbrio”, opina.
 
“Na orla do Guaíba, onde entre 15 mil e 20 mil pessoas sambaram no entorno do Parque Marinha do Brasil, o balanço da festa também é positivo em frequência de público, organização, segurança e limpeza”, diz Otávio da Luz Pereira, presidente da Liga dos Blocos Descentralizados. “Sempre tem o que melhorar, mas essa experiência de fazer na orla do Marinha do Brasil deu muito certo, sempre com bom movimento e diversificado”, observou Otávio.
 
As festas de rua seguem com programação até maio. 
Programação

Março
Sábado, 4
Bloco Areal do Futuro (Liga da Cidade Baixa) - 15h às 21h   
Trajeto: João Alfredo, 689 / Largo Zumbi dos Palmares 

Domingo, 5
Quatro Blocos da Liga Descentralizados - 11h às 22h   
Trajeto: avenida Macedônia / Restinga       

Sábado, 11
Bloco Isopor (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Aureliano de Figueiredo 767 / Borges de Medeiros / Praça Isabel

Domingo, 12
Bloco Floresta Aurora (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Travessa do Carmo, 84 / João Alfredo, 651           

Bloco Tem Tudo Pra Dar Errado (Liga Cidade Baixa) - 10h às 20h
Trajeto: Edvaldo Pereira Paiva / pista de skate até o Beira-Rio               

Quatro Blocos  (Liga Descentralizados) - 11h às 21h   
Local: Centro de Eventos Vila Nova           

Domingo, 19
Bloco Turucutá (Liga Cidade Baixa) - 7h às 15h   
Trajeto: Rótula das Cuias / Augusto de Carvalho / Término Augusto de Carvalho   

Abril
Domingo, 16    
Quatro Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Av dos Industriários

Sexta-feira, 21 (feriado)
Quatro Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Viaduto São Jorge           

Maio

Domingo, 7
Sete Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Gasômetro / Orla (arena fechada)
 


/carnaval

Texto de: Thiago Copetti
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

A Arte da Declamação





José Estivalet

De uma forma poética poderíamos dizer que a declamação é a transpiração da poesia. É um ato onde a pessoa que declama externa os sentimentos retidos nos transcritos, levando os ouvintes a vivenciarem o que o poeta quis dizer em seus versos.

Segundo algumas orientações do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o declamador deve ter uma postura cênica sóbria e sem exageros, inclusive na indumentária. No palco, segundo o poeta Colmar Duarte, o declamador deve portar-se “como quem nada teme, porém a ninguém afronta”.

Os gestos devem ser os mais naturais possíveis, como quem conta uma história. A mímica é um recurso auxiliar, não podendo se sobrepor a interpretação vocal.

O tom de voz deve ser o tom natural do declamador, pois ao impostar a voz de forma inadequada pode ocorrer como quem canta fora do tom, ou seja, desafinar ou não alcançar determinada inflexão.

A dramaticidade é diretamente proporcional ao texto, mas sem “encarnar” o personagem como o ator de teatro. O declamador é apenas o portador da mensagem que o autor traz para os ouvintes. A mensagem deve ser transmitida com a maior sinceridade e convicção possíveis, para que as emoções sejam sentidas por quem assiste. Para isso, não é preciso levar para o palco adagas, borrachões, bandeiras, etc...

A diferença entre interpretação teatral e declamação é, portanto, esta: o ator finge ser um personagem, vestindo-se, pensando e agindo como tal. O declamador “conta” a história fazendo o possível para convencer as pessoas de que acredita no que está dizendo.

Portanto, não é aconselhável chorar, gritar, exagerar nos gestos ou adereços que não façam parte da indumentária. Segundo José Severo Marques, em declamação todo excesso é pecado.

Os julgadores de declamação observam muito os seguintes quesitos: a) Fundamentos da voz (dicção, impostação e inflexão). b) Expressão (facial e gestual). c) Fidelidade ao texto d) Transmissão da mensagem poética.

A declamação é uma arte quase que obrigatória nos diversos eventos artísticos do Rio Grande. Em nenhum outro Estado nota-se tamanha dedicação pela declamação. Existem milhares, isto mesmo, milhares de declamadores espalhados aos sete ventos desta velha província de São Pedro. É de praxe, nos Centros de Tradições Gaúchas, nos galpões de fazendas, as pessoas receberem seus convidados com belos retrechos de poemas. As prendinhas, os piazitos, desde cedo, vão se embrenhando nestes meandros e, cada qual com seu estilo, retratam histórias, aventuras, ficções, bravuras do povo riograndense, arrancando as mais entusiásticas admirações por serem transmissores do pensamento poético. Em suma, o declamador é a garganta do vate.


Fonte: blog do Léo Ribeiro

O QUE É QUE A BAHIA TEM ?



Tenho obrigação, como técnica, como artista e como gente, de dar meu testemunho e opinar sobre por que é que a Bahia é tudo isso e muito mais.

As pessoas acham que o sol e o céu de lá tem mais azul e dourado do que aqui, que os artistas e as pessoas são mais alegres, que a música ajuda, a tradição, a religião, a história, pois a Bahia é abençoada por Deus. Claro que é, e que o Criador cada vez mais abençoe o Brasil com talentos baianos. Com certeza! Só que há um investimento e um direcionamento turístico e técnico de eventos e de valorização da música e artistas locais, com o cuidado de exportar estes valores. Lembram dos apartamentos do governo baiano no RJ trazendo e levando artistas para a capital nacional da cultura e da música, para serem nacionalmente conhecidos, apoiados por ACM , Daniela Mercury é um exemplo desta aposta nacional. Claro! E vão dizer: 'Mas a Bahia tem Baby do Brasil, Pepeu, Caetano, Gil e Gal além de Bethânia. Tem sim. Tem Ivete Sangalo e Margareth Menezes, claro que tem. Mas tem o investimento, a valorização e o incentivo para música, sem o que nada vinga. Tanto que nossos talentos aqui do Sul, tem de sair da terra pois temos pouco e cada vez menos incentivo, e não se acredita ainda em algo que a Bahia e RJ já descobriram há horas. As divisas que vem associadas aos eventos, à valorização da música e dos talentos da cultura, folclore e arte locais. E aqui um parêntese. Por que será que já temos 3 kids classificados no The Voice Kids, Por que os CTG’s, e aí eu ‘bato cabeça para o Movimento Tradicionalista Gaúcho’ que eu tantas vezes critiquei como machista e sei lá o que mais, trabalham a  cultura, a música e o canto desde cedo nas suas diversas atividades. Praticamente todos os valores que estão explodindo no TV Kids tem a ver com Enart e CTGs. Então, está provada a tese que me fez escrever hoje: Incentivo dá retorno sim! Voltando a Salvador, fiz um projeto com eles em 98, pelo SICOMRS, o ‘RS Música na Bahia’. Viajei para lá com Pimentel, meu mestre e companheiro, e propusemos o intercâmbio com a Bahiatursa, que tinha o gaúcho Zart no comando, para levar daqui 10 artistas e mais uma produtora para ‘intercambiar’ cultura na festa Nacional da Música daquele ano, em Salvador. Eles aprovaram na hora! O governo de lá deu estadia e alimentação e deslocamentos e apoio em tudo, durante mais de 15 dias. O governo daqui, graças à força do Gilmar Eitelvein, na época coordenador de música da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre deu as passagens de ida e volta dos artistas. Levamos, além de Airton Pimentel e eu, Gilberto Monteiro, Jorge Guedes, Cláudio Levitan, Galileu Arruda e Antônio Villeroy, além da produtora Ana Lombardi. Experiência incrível e lições de: amor, cuidado com visitantes, apoio e cultura em todos os contatos. Tínhamos atividades todos os dias e os produtores nos disputavam para nos levar para todos os eventos e lugares de cultura, com apoio total do governo do estado da Bahia e de Salvador e da já citada e amada Bahiatursa. Outra coisa que corrobora o que eu estou afirmando, Cheguei no hotel 4 estrelas, com piscina, destinado aos gaúchos no projeto (Gilberto Monteiro ‘assaltava’ o restaurante de madrugada para comer o delicioso cuscuz de tapioca com coco (manjar dos deuses) e o pessoal assimilava e ria) . Pois cheguei em Salvador, com os artistas e tive um quarto destinado para mim e, ao literalmente me jogar na deliciosa cama grande do hotel, exausta, depois de acomodar todos os outros. Liguei a rádio Cultura de Salvador, que era a rádio FM do hotel, e o que estava tocando? O quê mesmo? Banda ‘Barato pra Cachorro’, de Porto Alegre, cantando Noel Rosa. Comecei a chorar ao ouvir a voz da saudosa e grande cantora Adriana Marques e a banda, cantando em pleno Salvador. Então, a Bahia dá certo porque investe e respira cultura e música local e valoriza talentos brasileiros também, tive a certeza. Embora o vanerão, ritmo gaúcho, nunca tenha estado tão em alta, em toda nossa história, vide Teló, as moças do sertanejo, Mendonças e Maiaras e todas as duplas, que hoje faturam em cima do ritmo, qual é a força e incentivo que o governo imprime para isso fazer a gente ser o que é geograficamente mas não é culturalmente, o ‘coração cultural do Brasil e do Mercosul e um dos mercados mais fortes de música do Brasil (o 4º, pois antes vem Rio, SP e Minas),  Pouco ou nada fazem; Ou melhor, fazem sim. Fazem 'gol contra', promovendo a extinção da Secretaria Estadual da Cultura e trabalham para extinguir a TVE, FM Cultura, Fundação Zoobotânica, CORAG, CIENTEC e outros organismos importantíssimos. O Nordestino, o baiano, com pouco ou nada fazem todo esse mercado se movimentar e ser autossuficiente com sua cultura musical e turística, exportando isso para o mundo, inteligentemente. E nós, com tudo que temos, embora estejamos na moda, com nosso ritmo vanerão, nacionalmente estourado, estamos ‘dormindo’ literalmente, pois a música gaúcha, como produto, nunca esteve tão em baixa. Jogo um ‘banho de cheiro’ baiano para nos tirar da letargia e acordar, neste carnaval, enquanto é tempo, pois nada é por acaso. Tem muito investimento, dedicação, planejamento e trabalho técnico direcionado para acontecer. Esta é a lição que a Bahia nos passou e passa todos os dias. (Izabel L'Aryan)

28 de fevereiro de 2017

Prefeitura anuncia infraestrutura para o Carnaval do Porto Seco


24/02/2017 16:29:44

Foto: Ricardo Giustii/PMPA
Desfiles oficiais no Porto Seco serão realizados em março Desfiles oficiais no Porto Seco serão realizados em março

A empresa Impacto vai garantir gratuitamente toda a infraestrutura de arquibancadas, camarotes, frisas e também a operação de som e luz para os desfiles do Carnaval de Porto Alegre no Complexo Cultural do Porto Seco. O anúncio foi feito pela força-tarefa comandada pela Secretaria Municipal da Cultura para os desfiles, nesta sexta-feira, 24.

Porto Seco - Os desfiles oficiais do Carnaval de 2017 no Complexo Cultural do Porto Seco serão realizados durante a 58ª Semana de Porto Alegre, em comemoração aos 245 anos de Porto Alegre. No dia 23 de março, quinta-feira, desfilam as Escolas da Série Bronze. Na sexta-feira, 24, apresentam-se as agremiações da Série Prata. No sábado, 25, será a vez das escolas que integram a Série Ouro. A apuração será no domingo, 26, a partir das 14h, no complexo Cultural do Porto Seco. A festa de premiação será no Auditório Araújo Vianna, com show da escola vice-campeã, entrega das premiações e o encerramento com show da Escola Campeã do Carnaval 2017.

Descida da Borges - Neste ano, estão programadas duas edições da Descida da Borges. A primeira ocorrerá na sexta-feira, 3 de março. Na sexta-feira seguinte, dia 10, os foliões realizarão nova descida. 


/carnaval /cultura

Texto de: Catia Tedesco
Edição de: Manuel Petrik
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

22 de fevereiro de 2017

Aberto oficialmente o Carnaval de Porto Alegre 2017


Foto: Joel Vargas/PMPA

Abertura oficial do Carnaval de Porto Alegre 2017, com a entrega da chave da cidade ao Rei Momo
Abertura oficial do Carnaval de Porto Alegre 2017, com a entrega da chave da cidade ao Rei Momo
Foto: Joel Vargas/PMPA
Abertura oficial do Carnaval de Porto Alegre 2017, com a entrega da chave da cidade ao Rei Momo
Abertura oficial do Carnaval de Porto Alegre 2017, com a entrega da chave da cidade ao Rei Momo
A abertura oficial do Carnaval de Porto Alegre 2017 aconteceu no início da noite desta terça-feira, 21, na entrada do Paço Municipal. Com a presença da Corte do Carnaval e de carnavalescos de várias escolas de samba, o prefeito Nelson Marchezan Júnior fez a entrega da Chave da Cidade ao Rei Momo Maurício Mello, que esteve acompanhado da Rainha do Carnaval, Raquel Sampaio (Tribo de Guaianazes); Tainá Vieira (Acadêmicos de Gravataí), 1ª Princesa e Ilana Xavier (Restinga), 2ª Princesa.

O prefeito saudou  e agradeceu a todos os carnavalescos, muitos dos quais “fazem da festividade uma razão de vida”. Marchezan garantiu a realização dos desfiles no Complexo do Porto Seco em homenagem aos 245 anos da cidade e destacou que o formato adotado com recursos privados é decorrente da crise nas finanças que afeta o Brasil, o Estado e também Porto Alegre. “É na crise que as pessoas crescem e se superam”, concluiu. 
O secretário municipal da Cultura, Luciano Alabarse, disse que o carnaval deste ano fora de época e em meio às dificuldades financeiras está inaugurando um novo modelo de desfile, que ”está exigindo um trabalho gigantesco da força-tarefa formada pela Prefeitura e a iniciativa privada, mas que resultará em um grande espetáculo”, explicou.

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre, Juarez Gutierrez de Souza, ressaltou que apesar da adoção de um novo modelo é importante que seja mantido o carnaval e sua tradicional premiação.

O presidente do Legislativo Municipal, vereador Cássio Trogildo (PTB), afirmou que o carnaval precisou ser adaptado devido à situação econômica, mas “todo o esforço dos carnavalescos irá garantir uma grande festa popular”.
A cerimônia contou com a apresentação do grupo Show do Carnaval, integrado por componentes de bateria de várias escolas, harmonia com diversos intérpretes, além da presença de estandartes e casais de Mestre Sala e Porta Bandeira.

No encerramento da cerimônia, o Rei Momo agradeceu aos carnavalescos e às lideranças comunitárias e declarou abertas as festividades carnavalescas.

Os desfiles oficiais do Carnaval de 2017 no Complexo Cultural do Porto Seco serão realizados durante a 58ª Semana de Porto Alegre, em comemoração aos 245 anos da cidade. No dia 23 de março, quinta-feira, desfilam as Escolas da Série Bronze. Na sexta-feira, 24, apresentam-se as agremiações da Série Prata. No sábado, 25, será a vez das escolas que integram a Série Ouro. A apuração será no domingo, 26, a partir das 14h, no complexo Cultural do Porto Seco. A festa de premiação será no Auditório Araújo Vianna, com show da escola vice-campeã, entrega das premiações e o encerramento com show da Escola Campeã do Carnaval 2017. 

Edição de: Flávia Lima Moreira
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

20 de fevereiro de 2017

Estão abertas as inscrições para as Oficinas de Criação Literária com o escritor Alcy Cheuiche

As aulas serão ministradas de março a novembro

 

 

Estão abertas inscrições para três oficinas de criação literária com o escritor Alcy Cheuiche. As aulas serão realizadas semanalmente nos seguintes locais: Oficina Contos Contemporâneos na sede do Contemporâneo Instituto de Psicanálise e Transdisciplinaridade;  A Arte da Palavra será ministrada em conjunto com o professor Paulo Flávio Ledur no Centro de Estudos AGE e  a Oficina do  SindBancários, nesta edição, abordará o tema A Cultura como Agente Transformador.  

 

As aulas iniciam em março e se estendem até novembro com os lançamentos dos respectivos livros de contos de cada turma durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Maiores informações no serviço:

 

7ª edição da Oficina de Criação Literária Contos Contemporâneos

Ministrante: Alcy Cheuiche

Período: De março até novembro, sempre às segundas-feiras, das 9h às 12h

Local: Contemporâneo Instituto de Psicanálise e Transdisciplinaridade (Rua Casemiro de Abreu, 651)

Oficina com ênfase em contos. Visa desenvolver a arte da escrita através de técnicas que estimulam o processo criativo.

Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3019-5341 ou email biblioteca@contemporaneo.org.br.

 

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA A ARTE DA PALAVRA 2017
Ministrantes: Alcy Cheuiche e Paulo Flávio Ledur
Início: 10 de março. Aulas às quintas-feiras, das 9h às 12h. 
Local: Centro de Estudos AGE (Rua Valparaíso, 285)

O curso tem o objetivo de desenvolver nos participantes as condições da escrita criativa, valorizando a estética literária e a potencialização do significado.
Tire dúvidas e garanta a sua inscrição pelo e-mail centrodeestudos@editoraage.com.br ou pelo telefone (51) 3223-9385.

 

Oficina Literária com o escritor Alcy Cheuiche/SindBancários – contos – 2017

Aulas às segundas-feiras, das 18h às 21h

Início: 06 de março

O SindBancários e a Oficina de Criação Literária Alcy Cheuiche no ano de 2017 comemoram a sua 10ª Edição. Neste período foram lançados 9 livros, sendo 4 bilíngues português/espanhol e 1 trilíngue português/espanhol/guarani. Os lançamentos ocorreram na Feira do Livro de Porto Alegre, e nos países Argentina, Uruguai, Paraguai, Cuba e Chile. Para comemorar o 10º livro é como tema A Cultura como Agente Transformador.

Informações: fone (51) 997038175

 

MTG realizará terceira edição do #vempromate




 
Clique na foto para ampliar
O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, confirmou nesta semana a realização do #vempromate em 2017. A iniciativa, anual, iniciou em 2015 em comemoração ao Dia do Chimarrão, comemorado em 24 de abril. 
Com apoio de diversas entidades tradicionalistas, o evento é realizado online e offline. Nas mídias sociais, os internautas são convidados a postarem fotografias e/ou vídeos mateando. Nas edições anteriores, as mídias preferidas foram Facebook, Twitter e Instagran. Offline as pessoas se encontram, no dia 24 de abril, para comemorar a data, seja num parque, em casa e no próprio CTG.
Um dos diferenciais do evento, segundo o presidente da entidade, é a forte mobilização de todo público gaúcho, de coração ou de nascimento, e não apenas tradicionalista, frequentador de CTG. “O chimarrão é patrimônio de todos nós, símbolo da amizade, da hospitalidade, e o #vempromate a cada ano se fortalece no calendário oficial de eventos do MTG”, afirma.
Mais novidades sobre a edição deste ano serão divulgadas em breve.

Foto: Marcus Tatsch / Imagens Gaúchas

CTG Chimangos iniciará Xirú estilo Paixão

No  dia 14/02/17 em reunião de planejamento de atividades no CTG Chimangos , sito rua Pitoresca, 611 no Bairro Partenon foi definido o início dos ensaios da nova invernada no dia 03/03/17 às 21horas
O grupo de danças será criado com o objetivo de cultuar a tradição, preservar os costumes antigos e transmitir para as novas gerações dentro de um espírito de camaradagem, voluntariado em que todos participam, fazem novas amizades, respeitando as condições físicas de cada membro.
A invernada ensaiará todas as sextas feiras das 21 h às 23 horas e inicialmente para o seu desenvolvimento está contando com a ajuda prestigiosa da Invernada Xirú – estilo Paixão do CTG Gildo de Freitas de Porto Alegre.
Membros do grupo também participaram do curso de Danças- estilo Paixão Côrtes, que será  ministrado por José Moacir Gomes dos Santos e Rinaldo Souto de Olivera promovido no CTG Gildo de Freitas nos dias 01 e 02 de abril de 2017.

Interessados em participar dessa invernada do CTG Chimangos entrar em contato com Guimarães pelo face, Messenger ou whatsapp- 99987.5880.

19 de fevereiro de 2017

30 mil pessoas participam do primeiro dia do Carnaval de Rua



Foto: Luciano Lanes / PMPA
Foliões movimentaram as vias do bairro Cidade Baixa animados pelo Bloco Galo do Porto
Foliões movimentaram as vias do bairro Cidade Baixa animados pelo Bloco Galo do Porto
Foto: Luciano Lanes / PMPA
Bloco Maria do Bairro levou famílias inteiras para as ruas para curtir a abertura do Carnaval
Bloco Maria do Bairro levou famílias inteiras para as ruas para curtir a abertura do Carnaval
Nem o calor intenso afastou os foliões da largada do Carnaval de Blocos de Rua de Porto Alegre. A maratona de festas começou neste sábado, 18, com agitação e muita cantoria. Porto-alegrenses e turistas movimentaram as vias do bairro Cidade Baixa principalmente a partir do final da tarde.

No início da noite, quando o calor deu uma trégua, o público reforçou a festa, acompanhou o deslocamento dos carros de som e promoveu a união dos integrantes dos blocos Galo do Porto e Do Jeito Que Tá Vai, na rua General Lima e Silva. Outra via que se transformou em uma passarela do samba à moda antiga foi a Sofia Veloso, onde o Bloco Maria do Bairro animou o público. Foi o preferido por quem levou os filhos para curtir a abertura do Carnaval de Rua de Porto Alegre. De acordo com a estimava da Brigada Militar, 30 mil pessoas mil pessoas passaram pelo bairro Cidade Baixa no primeiro dia da festa.

Além do eixo Cidade Baixa-Centro, neste domingo, 19, a festa também movimentou a Zona Sul. A avenida Tronco se rendeu aos pés e à ginga de foliões de diferentes blocos.

O Carnaval de Rua de Porto Alegre vai até o dia 7 de maio. Junto com a Secretaria da Cultura, participam da organização dos desfiles a Liga Cidade Baixa e a Liga Descentralizados. Veja no quadro abaixo a programação do Carnaval de Rua.

Programação do Carnaval de Rua 2017
FEVEREIRO:

Sábado, 25 
Banda DK  (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Rua da República, 575 / José do Patrocínio / Aureliano / João Alfredo / República,  575

Sete Blocos da Liga Descentralizados - 11h às 20h
Local: Parque Marinha - pista de skate / Orla (arena fechada)       

Domingo, 26, segunda-feira, 27, e terça-feira, 28
Blocos da Liga Descentralizados - 11h às 20h
Local: Parque Marinha - pista de skate / Orla (arena fechada)   

Terça-feira, 28    
Blocos da Liga da Cidade Baixa - 9h às 21h
Local: República / Rua do Perdão

Bloco Deixa Falar (Liga da Cidade Baixa) - 16 às 21 hs
Trajeto: Rua da República / Lima e Silva
   
MARÇO:

Sábado, 4 de março
Bloco Areal do Futuro (Liga da Cidade Baixa) - 15h às 21h   
Trajeto: João Alfredo, 689 / Largo Zumbi dos Palmares 

Domingo, 5 de março
Quatro Blocos da Liga Descentralizados - 11h às 22h   
Trajeto: Avenida Macedônia / Restinga       

Sábado, 11 de março
Bloco Isopor (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Aureliano de Figueiredo 767 / Borges de Medeiros / Praça Isabel

Domingo, 12 de março
Bloco Floresta Aurora (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Travessa do Carmo, 84 / João Alfredo, 651           

Bloco Tem Tudo Pra Dar Errado (Liga Cidade Baixa) - 10h às 20h
Trajeto: Edvaldo Pereira Paiva / pista de skate até o Beira Rio               

Quatro Blocos  (Liga Descentralizados) - 11h às 21h   
Local: Centro de Eventos Vila Nova           

Domingo, 19 de março
Bloco Turucutá (Liga Cidade Baixa) - 7h às 15h   
Trajeto: Rótula das Cuias / Augusto de Carvalho / Término Augusto de Carvalho   

ABRIL:

Domingo, 16 de abril      
Quatro Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Av dos Industriários

Sexta-feira, 21 de abril (feriado)
Quatro Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Viaduto São Jorge           

MAIO:

Domingo, 7 de maio
Sete Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Gasômetro / Orla (arena fechada)

Texto de: Cátia Tedesco
Edição de: Melina Fernandes
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

18 de fevereiro de 2017

Tu sabes como é feita uma música?



Pois bem, vou tentar explicar. Uma música, essa mesmo que queres baixar de graça, achando que está valorizando o artista, até ela chegar ai ela precisou:

- Poesia ou verso - alguém que escreva os versos - A pessoa que escreve versos chamamos de poeta ou compositor. Muitos gostariam de ser, mas talvez 1% da população consegue ser e para ser poeta tem-se que estudar muito, ler muito, comprar livros e tudo isso tem um custo, claro que ganha-se culturalmente.

- Um Músico - É quem vai fazer a melodia, o qual chamamos de músico, arranjador ou compositor. Esse músico, muitas vezes além de estudar muito, ele fica horas, dias de seu tempo, achando nuances, formas, escalas, notas, tons, para compor a música do poema que recebeu, talvez 2% da população seja músico.

- Arranjos - Depois ele junta-se com mais alguns outros músicos e faz os arranjos, ou seja, mais pessoas envolvidas, com tempo e trabalho.

- Gravações - Depois dos arranjos prontos, vão-se aos estúdios, que cobram em torno de 150 a 200 reais por música, lá junta-se de 6 a 10 pessoas para finalizar essa música, com instrumentos muitas vezes que valem de 3 a 4 mil reais para fora, tendo acordeons que valem 30 mil reais, além outros instrumentos...Então esses músicos tem que serem pagos para fazerem a gravação.

- Masterização - Após a gravação, tem a masterização, que é feito em outro Estúdio com equipamentos de ultima geração e com valores exorbitantes - normalmente são mais duas pessoas.

- Prensagem - Esse material depois de pronto vai para a prensagem, que certamente dá emprego para mais pessoas, além de despachos, motoristas, transportes, etec...

- Arte e capa - A parte da arte gráfica, feita obviamente, em uma gráfica, requer fotolitos, fotografias, criação e prensagem da arte, isso mais empregos para mais pessoas.

Depois de isso tudo pronto, além dos gastos que hoje não baixam de 30 mil reais para 1000 CDs, e emprego para mais de 30 pessoas, aqueles que se dizem fã ou amigos querem um CD de graça, além é claro, das Rádios, dos blogs, e não contente com isso as pessoas ainda querem que o CD esteja de graça na web para que o artista seja conhecido.

Se tu realmente é um apaixonado pela música e pela arte, tu tens que ser o primeiro a valorizar o que cada artista faz, comprando o seu produto final e não apenas buscando em páginas da web o resultado que um blog coloca de graça, porque na verdade tu não está ajudando o autor, tu és mais um que está afundando com ele e fazendo com que ele não seja valorizado, porque aquele que tem de graça a arte ou o trabalho de outro, onde está a valorização?

Pense, reflita e seja o primeiro a ajudar a mudar isso.


por Paulo Ricardo Costa
Fonte: blog Entre Mates e Guitarra

Começam indicações para o Desafio Farroupilha 2017





A quarta temporada do Desafio Farroupilha, o reality gauchesco da RBS TV, já começou. Para disputar uma das oito vagas, grupos de danças adultos e juvenis podem se inscrever para o Desafio, postando fotos, textos e vídeos nas redes sociais, com a hashtag #desafiofarroupilha2017, dizendo porque merece participar do programa. Para facilitar a identicação das postagens, também pode ser utilizada a hashtag com o nome do CTG. Por exemplo: #CTGTiarayu. Podem participar dançarinos dos estilos “Enart” e “Paixão Côrtes”. A produção lembra que vale tudo para chamar a atenção de César e Rogério, os apresentadores do especial. Depois, os 20 grupos que postarem as campanhas mais abrangentes e criativas serão submetidos a uma votação popular, via G1RS, que irá escolher os oito semi-finalistas.

A segunda etapa do reality apresentará aos selecionados um “desafio” relacionado à educação em escolas públicas. Esse desafio será divulgado aos participantes no mês de abril. Os dois finalistas serão escolhidos no mês de junho, durante apresentação dos concorrentes a um grupo de jurados, no Sarau de Artes Gaúchas do CTG M’ Bororé, em Campo Bom dia 9 de junho. A esses finalistas, será apresentado o segundo “desafio”. O grande vencedor do reality será revelado durante a Semana Farroupilha, em transmissão ao vivo. O reality será exibido em sete episódios, a partir de 12 de agosto, sempre aos sábados, no Jornal do Almoço.

- O reality conquistou espaço não apenas como programa de televisão, mas como uma contribuição e compromisso com o universo cultural de nosso estado”, observa o músico César Oliveira.

O “Desafio Farroupilha” teve início em 2014, quando o músico Cristiano Quevedo cumpriu a missão de aprender a laçar. Na segunda temporada, em 2015, César Oliveira e Rogério Melo foram desafiados a escolher o novo talento da música gaúcha: o cantor Fernando Saccol, de Santa Maria. Ano passado, o reality partiu para o segmento das danças tradicionais gaúchas, que, segundo cálculos do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), reúne 29 mil dançarinos em pelo menos 1,2 mil invernadas de danças. O grande campeão foi o CTG Tiarayu, de Porto Alegre, que venceu o desafio de transformar em dança uma carreira de cancha reta, tradição típica do interior do Rio Grande do Sul. O CTG Ronda Charrua, de Farroupilha, foi o segundo colocado. Já o Grupo de Artes Nativas Ivi Maraé, de São Leopoldo, foi escolhido o mais popular.


por Giovani Grizotti
Fonte: Repórter Farroupilha junto ao portal G1

2ª Virada Sustentável Porto Alegre recebe financiamento do Pró-cultura RS



Sedactel investe mais de R$ 400 mil por meio do Pró-cultura RS

Sedactel investe mais de R$ 400 mil por meio do Pró-cultura RS
O grupo que organiza a ação Virada Sustentável esteve hoje da Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sedactel) para apresentar a programação ao secretário Victor Hugo. O Estado financia dois projetos ligados à Virada por meio do Programa Pró-cultura, somando mais de R$ 400 mil em incentivos. Além do financiamento, em 2017 a Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ) e a Cinemateca Paulo Amorim sediarão atividades durante o evento.
A Virada Cultural Porto Alegre 2017 acontece entre os dias 30/03 e 02/04, durante a Semana de Porto Alegre. “Pela convergência da Virada com as políticas culturais da nossa gestão, estamos financiando o evento e também disponibilizando espaços em alguns equipamentos culturais da Secretaria”, disse Victor Hugo.
Junto com o secretário, participaram da reunião o coordenador do Programa Pró-cultura RS, Rafael Balle; o diretor da CCMQ, Jessé Oliveira; e a diretora da Cinemateca Paulo Amorim, Liege Nardi. Para apresentar o projeto, representaram a equipe do Virada Cultural Porto Alegre 2017 os produtores Vitor Ortiz, Pedro Longhi e Diogo Severo.

Os projetos

2º – Porto Alegre Musical

Duas noites de shows gratuitos em palco montando no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico da Capital. Valor aprovado: R$ 312.374,00

1ª Mostra Infantil de Cinema e Sustentabilidade

Sessões de cinema de filmes de curta e média metragem com temática voltada à sustentabilidade, oficinas de flipbook e espaço de interação para o público infantil, durante três dias, de forma gratuita, na Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico, em Porto Alegre

16 de fevereiro de 2017

Carnaval de Rua 2017 tem início neste sábado


Foto: Joel Vargas/PMPA

Maioria dos desfiles acontece no bairro Cidade Baixa Maioria dos desfiles acontece no bairro Cidade Baixa
Os desfiles do Carnaval de Rua da Capital terão início neste sábado, 18, a partir das 15h, com o desfile dos blocos  Do Jeito Que Dá e Galo do Porto, além da apresentação do Bloco Maria do Bairro, na rua Sofia Veloso. Todas as agremiações pertencem a Liga Cidade Baixa. O calendário dos desfiles do Carnaval de Rua de 2017 prevê ainda desfiles e apresentações até o dia 7 de maio.

A maioria dos desfiles acontecem na Cidade Baixa, mas também tem festa programada nos bairros Vila Nova, Restinga e IAPI, além de uma apresentação no Viaduto São Jorge, na avenida Bento Gonçalves. Além da Secretaria da Cultura, participam da organização dos desfiles a Liga Cidade Baixa e a Liga Descentralizados.

Acompanhe na tabela abaixo os dias, horários e locais dos desfiles.


Carnaval de Rua 2017
Programação


Sábado, 18 de fevereiro
Bloco Do Jeito que Ta Vai (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Travessa do Carmo 84 / João Alfredo / República / Término Lima e Silva 

Bloco Galo do Porto (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Rua Joaquim Nabuco, 99 / Lima e Silva / Término Lima e Silva com Perimetral 

Bloco Maria do Bairro (Liga Cidade Baixa) -15h às 21h
Local: Rua Sofia Veloso           

Domingo, 19
Bloco Gonhas da Folia, Bloco da Tronco, Bloco das Virgens, Bloco do Campinho (Liga Descentralizados)  - 11h às 21h
Local: Avenida Tronco

Bloco Panela do Samba (Liga Cidade Baixa)  - 15h às 21h
Trajeto: Rua João Alfredo, 689 / Largo do Zumbi       

Sábado, 25 
Banda DK  (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Rua da República, 575 / José do Patrocínio / Aureliano / João Alfredo / República,  575

Sete Blocos da Liga Descentralizados - 11h às 20h
Local: Parque Marinha - pista de skate / Orla (arena fechada)       

Domingo, 26, segunda-feira, 27, e terça-feira, 28
Blocos da Liga Descentralizados - 11h às 20h
Local: Parque Marinha - pista de skate / Orla (arena fechada)   

Terça-feira, 28    
Blocos da Liga da Cidade Baixa - 9h às 21h
Local: República / Rua do Perdão

Bloco Deixa Falar (Liga da Cidade Baixa) - 16 às 21 hs
Trajeto: Rua da República / Lima e Silva
   
Sábado, 4 de março
Bloco Areal do Futuro (Liga da Cidade Baixa) - 15h às 21h   
Trajeto: João Alfredo, 689 / Largo Zumbi dos Palmares 

Domingo, 5 de março
Quatro Blocos da Liga Descentralizados - 11h às 22h   
Trajeto: Avenida Macedônia / Restinga       

Sábado, 11 de março
Bloco Isopor (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Aureliano de Figueiredo 767 / Borges de Medeiros / Praça Isabel

Domingo, 12 de março
Bloco Floresta Aurora (Liga Cidade Baixa) - 15h às 21h
Trajeto: Travessa do Carmo, 84 / João Alfredo, 651           

Bloco Tem Tudo Pra Dar Errado (Liga Cidade Baixa) - 10h às 20h
Trajeto: Edvaldo Pereira Paiva / pista de skate até o Beira Rio               

Quatro Blocos  (Liga Descentralizados) - 11h às 21h   
Local: Centro de Eventos Vila Nova           

Domingo, 19 de março
Bloco Turucutá (Liga Cidade Baixa) - 7h às 15h   
Trajeto: Rótula das Cuias / Augusto de Carvalho / Término Augusto de Carvalho   

Domingo, 16 de abril
      
Quatro Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Av dos Industriários

Sexta-feira, 21 de abril (feriado)
Quatro Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Viaduto São Jorge           

Domingo, 7 de maio
Sete Blocos (Liga Descentralizados) - 11h às 20h
Local: Gasômetro / Orla (arena fechada)



/carnaval


Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Jandira Davila Feijó
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

14 de fevereiro de 2017

Prefeito confirma Carnaval 2017 na semana de aniversário de Porto Alegre


Data foi escolhida para simbolizar um renascimento da Capital gaúcha
Prefeito Marchezan confirma Carnaval 2017 na semana de aniversário de Porto Alegre  | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP
Prefeito Marchezan confirma Carnaval 2017 na semana de aniversário de Porto Alegre | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP 





O prefeito Nelson Marchezan Júnior confirmou nesta terça-feira que os desfiles de Carnaval 2017 serão realizados durante a semana de aniversário de Porto Alegre. Segundo o prefeito, a data foi escolhida para simbolizar um renascimento da Capital gaúcha. "A cidade passa por um momento, que não é um dos mais belos da sua história, em termos de aparência e de qualidade de vida. Então nós teremos o Carnaval na semana de Porto Alegre para que seja um símbolo de uma espécie de renascimento, de reorganização, que seja uma virada", afirmou.
Marchezan também frisou que assim como o Carnaval, outros projetos que aconteçam na cidade devem ter continuidade durante o ano. "Tudo que acontecer na semana de aniversário de Porto Alegre, a gente espera continuar fazendo. Nós não queremos soluços, que é fazer uma coisa legal durante um dia e não ter uma sustentabilidade de continuidade, nem que seja durante um período. Pois ao invés de ficar um marco bom, de positivo, fica um sinal de frustração", disse. "A gente combinou uma coisa dentro do governo, que era fazer anúncios só de algo que tenha resultados. De tudo que a gente fizer, entregar pronto", acrescentou. 
Marchezan também confirmou que o Carnaval será feito sob recursos financeiros vindo de iniciativa privada. "O Carnaval será feito pela iniciativa privada e se tudo der certo, sob forma sustentável. A gente quer iniciativas que sejam doadoras, que as pessoas que trabalharão na semana de Carnaval, façam voluntariamente e gratuitamente", relatou. O prefeito acrescentou que espera que isto sirva de motivação para a participação de mais voluntários no Carnaval. "Eles terão a real dedicação, a real doação de que isto se torne um formato, um conceito de doação pra que outras pessoas possam vir. Não são apenas doações financeiras, mas de tempo de vida pra conseguir estes recursos, pra aplicar o seu conhecimento pra tornar Porto Alegre uma cidade melhor", concluiu.