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23 de maio de 2016

Noite dos Museus leva milhares de pessoas aos acervos municipais

Foto: Letícia Bauer/Divulgação PMPA
Evento é inspirado na Lange Nacht der Museen que acontece em Berlim desde 1977.
Evento é inspirado na Lange Nacht der Museen que acontece em Berlim desde 1977.
Oito dos principais espaços culturais de Porto Alegre ficaram abertos das 9h a meia noite durante a Noite dos Museus no sábado, 21. Dois museus da prefeitura participaram: a Pinacoteca Rubem Berta e o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo. Foram mais de 30 apresentações musicais gratuitas. O evento é inspirado na Lange Nacht der Museen (a longa noite dos museus) que acontece em Berlim, Alemanha, desde 1977. 
 
Mais de 800 pessoas circularam na Pinacoteca Rubem Berta . "Foi emocionante, a grande maioria das pessoas não conheciam a Pinacoteca, o que prova que boas programações bem divulgadas atraem o público", afirmou a Coordenadora das Artes Plásticas Lou Borghetti. "Uma ação que partiu de iniciativa privada com respaldo da Lei de Incentivo à Cultura do Estado, com apoio de equipamentos estaduais e municipais, reflete a sintonia existente entre os poderes e a comunidade cultural que contribui de forma criativa para o fortalecimento de nossa cultura", completou.

"A Noite dos Museus fechou da melhor maneira possível toda a programação que desenvolvemos ao longo da Semana de Museus. Muitas pessoas não conheciam o Museu de Porto Alegre e com essa iniciativa tiveram oportunidade de conhecer melhor parte da história da cidade", explicou a diretora do Museu de Porto Alegre, Letícia Bauer. Cerca de 2 mil pessoas compareceram às atividades no espaço cultural localizado na Cidade baixa. 
 
"Foi uma surpresa ver a presença de tantas pessoas em um convívio harmonioso e envolvidas com o que tem de melhor na cidade", disse o historiador e arqueólogo Francisco Marshall, curador do evento, que já prevê público ainda maior para a próxima edição da Noite dos Museus, em maio de 2017.


/cultura /museus
Texto de: Luciano Medina Martins
Edição de: Gilmar Martins
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

22 de maio de 2016

Nem satânica nem comunista: 8 fatos da Lei Rouanet para você saber




  • O presidente interino Michel Temer, o ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, e o novo secretário nacional de Cultura, Marcelo Calero, anunciado nesta quarta-feira (18)
    O presidente interino Michel Temer, o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o novo Ministro de Cultura, Marcelo Calero.

Anunciado nesta quarta-feira (18), o novo secretário nacional de cultura, Marcelo Calero e agora Ministro da Cultura destacou a importância da Rouanet como principal mecanismo de fomento a atividades culturais do país e disse que a lei é vítima de uma "satanização" por parte de setores da sociedade.
Críticos dos governos de Dilma e Lula –período em que os valores totais de projetos aprovados por ano pela Lei Rouanet saltaram de R$ 2 bilhões a R$ 5 bilhões–, defendem que o mecanismo é mais uma maneira de artistas "de esquerda mamarem nas tetas do governo".
Concordando-se ou não com a lei –que inclusive estava para ser reformada no Senado, após uma década de debates conduzidos pelo ex-ministro Juca Ferreira–, é inegável que há uma boa dose de desinformação circulando nessas discussões.
O UOL esclarece abaixo algumas das principais dúvidas, imprecisões e mitos em relação à Lei Rouanet:

1) O que é a Lei Rouanet?

Lei Rouanet é o nome pelo qual é mais conhecida a Lei Federal de Incentivo à Cultura, de nº 8.313, criada em 1991, durante o governo de Fernando Collor de Mello. O nome é uma homenagem ao então secretário Nacional de Cultura, o diplomata e filósofo Sérgio Paulo Rouanet, que propôs a lei. Entre outras políticas culturais, a Lei Rouanet estabelece que empresas e cidadãos do Brasil possam doar parte de seu imposto de renda - 4% para pessoas jurídicas, 6% para pessoas físicas - para apoiar projetos culturais. Quando dizemos que um projeto foi aprovado pela Lei Rouanet, isso significa que o governo autorizou a pessoa que propôs aquele projeto a captar patrocínio privado para viabilizar seu trabalho. O governo não dá dinheiro diretamente ao projeto. Se não houver patrocinador interessado, o projeto não é viabilizado - ao menos não com a verba de renúncia fiscal.

2) Lei Rouanet é "coisa do PT"?

Não. A Lei Rouanet tem perfil neoliberal e foi criada durante o governo Collor, que era do PRN. Também foi amplamente utilizada durante os anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em 1992, primeiro ano de vigor da lei, apenas 11 projetos foram aprovados para captar recursos. Em 2015 foram 5,4 mil.

Arte UOL
Evolução do número de projetos (esq.) e os valores de captação aprovados, em R$, desde a criação da Lei Rouanet (Fonte: MinC)

3) Como e quem decide quais projetos serão apoiados ou não?

Um projeto enviado para a Lei Rouanet passa por quatro etapas. A primeira é a de admissibilidade, na qual verifica-se se o projeto tem realmente características culturais. A segunda é técnica, feita por uma unidade vinculada ao MinC (Iphan, Funarte, Ibram), e que também pode se apoiar em um parecer externo (há um banco de pareceristas do Brasil inteiro que ajuda na escolha). Se o projeto estiver em conformidade com a lei e com as práticas do mercado, ele segue para análise da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, metade formada por representantes de todas as áreas e membros de associações do Brasil todo, metade por técnicos do sistema MinC. A CNIC recomenda, do ponto de vista legal, a aprovação, a não-aprovação ou a aprovação com cortes do projeto. A decisão final é do ministério –a praxe é que o que a CNIC recomenda, o MinC segue.

4) Artista famoso pode pleitear recursos da Lei Rouanet?

Pode. Não existe nenhum impedimento no texto da lei. A "fama" não é critério de análise, por prever um juízo subjetivo, e nem garantia de financiamento. Muitos atores de destaque em novelas da Rede Globo, por exemplo, têm dificuldade para captar recursos para projetos de teatro. O senso comum diz que é fácil para quem é famoso, mas não há garantias. Se, na análise do projeto, a proposta for considerada de viabilidade comercial, o artista famoso pode ter o projeto recusado, mas a fama não é uma condição prévia para a negativa.

5) Projeto aprovado pela Lei Rouanet pode dar lucro?

Pode. Quando a lei foi criada, já previa que os projetos podiam dar lucro, por isso possui dois mecanismos nos quais o lucro é possível. Um terceiro mecanismo, o Fundo Nacional de Cultura, serviria para estimular aquelas atividades das quais o mercado não dava conta, e a possibilidade de atrair investimento privado na forma de patrocínio. Em fevereiro deste ano, porém, o Tribunal de Contas da União proibiu que eventos culturais com "potencial lucrativo" ou que "possam atrair investimento privado" sejam passíveis de receber recursos da Lei Rouanet. A decisão teve como base a renúncia fiscal dada pelo governo federal em 2011 para o festival de música Rock in Rio, que recebeu incentivos de R$ 34 milhões. O entendimento é que está vetado o lucro exorbitante.

6) A Lei Rouanet só beneficia os "amigos" do governo?

Não. Entre os maiores utilizadores da lei, estão os bancos Itaú e Bradesco e a Fundação Roberto Marinho (da Rede Globo). Na verdade, boa parte das grandes empresas usa o sistema de renúncia fiscal para financiar atividades em seus institutos e instituições culturais, e artistas hostis às últimas gestões (como o produtor Claudio Botelho, por exemplo) nunca tiveram problemas para financiar seus espetáculos com o sistema. Não há registro de artista que tenha se queixado publicamente de perseguição por motivos políticos na triagem de seus projetos.

7) A Lei Rouanet tira dinheiro da Saúde e da Educação?

Indiretamente, sim. É preciso observar, contudo, que há um teto de incentivo definido pelo Orçamento da União, que arbitra de quanto se vai abrir mão de arrecadação todo ano para cada setor, seja o cultural, seja para a indústria automobilística, esporte ou programas da criança e adolescente. A renúncia fiscal para a cultura, cabe observar, é um dos menores volumes de recursos do orçamento.

8) Com as recentes mudanças no governo de Temer, como fica a Lei Rounet?

A Lei Rouanet não sofreu qualquer mudança. O problema maior é que sua sistematização e funcionamento exigiam o envolvimento do maior número de servidores do MinC, além de alta qualificação. Esses servidores estão afastados, assim como a sistemática de aprovação de projetos está parada. Retomar isso pode demorar dias, se houver acordo entre a gestão que saiu e a atual, ou levar meses, se houver resistência. A reativação do sistema vai depender do volume de recursos que a estrutura terá.

21 de maio de 2016

Temer decide recriar Ministério da Cultura; ministro assume na terça

VIA O GLOBO:

Para reduzir ministérios, ele incorporou setor à Educação. Artistas protestaram.
Ministro será Marcelo Calero, que tinha sido anunciado como secretário.

Do G1, em Brasília
Marcelo Calero (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews) 
 
O novo ministro da Cultura, Marcelo Calero, durante entrevista no último dia 18, quando tinha sido anunciado como secretário nacional de Cultura (Foto: Reprodução GloboNews)
 
O ministro da Educação, Mendonça Filho, informou neste sábado (21) que o presidente em exercício Michel Temer decidiu recriar o Ministério da Cultura (Minc).
O novo ministro será Marcelo Calero, anunciado na última quarta (18) como secretário nacional de Cultura.
Com a decisão, a Cultura deixa de ser uma secretaria e não ficará mais subordinada ao Ministério da Educação.
Mendonça Filho explicou, em sua conta no microblog Twitter, que a recriação do Ministério da Cultura será feita por meio de Medida Provisória e que a posse do novo ministro será na terça-feira (25).
 
A decisão de fundir as pastas de Educação e Cultura foi tomada com base no princípio adotado por Michel Temer ao assumir de reduzir o número de ministérios.
Diante dos protestos de parte dos artistas e de servidores do Ministério da Cultura, Temer já havia anunciado que, mesmo como secretaria, a estrutura da pasta seria mantida.
Nesta sexta-feira (20), edição extra do "Diário Oficial da União" publicou medida que dava status de "natureza especial" ao cargo de secretário da Cultura.
Agora, depois de ouvir artistas e representantes do setor, o presidente em exercício decidiu reverter a decisão e devolver à Cultura o status de ministério.
No último dia 12, ao assumir como presidente em exercício, Michel Temer editou uma medida provisória (726/2016) na qual determinou mudanças na composição do governo.
Entre essas mudanças, a pasta da Cultura foi incorporada pelo Ministério da Educação, que voltou a ser o Ministério da Educação e Cultura, nomenclatura que manteve até 1985, quando o então presidente José Sarney criou o Ministério da Cultura.
Antes de indicação de Calero, a intenção do presidente em exercício era nomear uma mulher para a comandar a área e assim responder às críticas por um ministério exclusivamente de homens.
Marcelo Calero
O novo ministro da Cultura, o carioca Marcelo Calero, 33 anos, é diplomata, estudou no Colégio Santo Inácio e se formou em direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Tem passagens pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Petrobras. Em 2007, passou a atuar como diplomata e chegou a trabalhar na embaixada do Brasil no México.
Calero trabalhou na assessoria internacional da Prefeitura do Rio e chegou a acumular a Secretaria Municipal de Cultura e a presidência do Comitê Rio450, órgão criado para organizar a celebração do aniversário da cidade.

20 de maio de 2016

Lançado edital do FAC específico para os Museus



Os recursos são do Fundo de Apoio à Cultura no valor de R$250 mil e os interessados podem se inscrever de 23 de  maio até 07 de julho.
Apresentação Museus


Na tarde desta sexta-feira (20), o secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo, assinou o edital FAC dos Museus. O evento foi realizado no auditório do Museu de Artes do Rio Grande do Sul, dentro das comemorações da Semana Nacional dos Museus.
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As regras foram definidas de forma dialogada entre a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Sistema Estadual de Museus (SEM RS) e o Colegiado Setorial dos Museus.   A publicação estará no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (23).
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O setor definiu a divisão do prêmio para 12 projetos. Cinco de R$ 15 mil para pessoas físicas e sete de R$ 25 mil para pessoas jurídicas.
No dia 13 de junho, no auditório do MARGS, será realizada uma capacitação para os interessados em inscreverem projetos neste edital.
Todas as informações estarão disponíveis na página do Sistema Pró-Cultura RS: www.procultura.rs.gov.br  – a partir das 10h de segunda-feira (23).

Concurso Poemas no Ônibus e no Trem



Até 20 de Maio
Concurso Poemas no Ônibus e no Trem
Horário: De segundas a sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 18h
Local: Coordenação do Livro e Literatura (subsolo da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães) – Centro Municipal de Cultura
Endereço: Av. Érico Veríssimo, 307 – Bairro Menino Deus
Edital do concurso disponível em www.portoalegre.rs.gov.br/secretarias/cultura.



Inscrições Gratuitas

18 de maio de 2016

Prefeitura e entidades querem potencializar o uso Porto Seco

18/05/2016 12:40:13

Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Proposta é que atividades e eventos sejam realizados durante todo o ano
Proposta é que atividades e eventos sejam realizados durante todo o ano
Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Representantes de secretarias e entidades farão vistoria na quarta, 25
Representantes de secretarias e entidades farão vistoria na quarta, 25
Com a presença dos representantes das escolas de samba de Porto Alegre, dos empresários do Porto Seco, Fiergs e órgãos e secretarias da prefeitura, o vice-prefeito Sebastião Melo realizou na manhã desta quarta-feira, 18, no Auditório da EPTC, uma reunião para receber proposta de utilização da estrutura complexo de Carnaval do Porto Seco, com atividades e eventos durante todo o ano.
 
Durante o encontro os participantes apresentaram em suas manifestações alternativas para utilização da área como cursos de artesanato; produção de esculturas de Carnaval, atividades esportivas e culturais. "Existem diversos projetos que podem ser desenvolvidos no Porto Seco. Um deles é a utilização do espaço para aeromodelismo, mas precisamos achar uma solução em conjunto com uso responsável e com parcerias bem estabelecidas", disse o conselheiro do Orçamento Participativo Carlos Paixão.
 
A assessora do Gabinete do Prefeito Ana Fagundes reforçou aos presentes a necessidade de buscar uma gestão compartilhada com base numa pesquisa de mercado. O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa), Juarez Gutierres de Souza, fez um relato das atividades de treinamento das equipes da Estratégia de Saúde da Família, Polícia Federal e outros órgãos que já utilizam o local, mas salientou a necessidade criar uma agenda para potencialização do uso da área com reponsabilidade.
 
No final do encontro o titular do Gabninete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (Gades), Edmar Tutikian, esclareceu os presentes sobre uma forma de modelagem futura com base em Parceria Público Privada. O vice-prefeito convocou as secretarias e entidades envolvidas para uma vistoria ao local para próxima quarta-feira, 25, às 9h, com o objetivo avaliar a atual situação do complexo carnavalesco da cidade. "Precisamos encontrar uma alternativa de operação consorciada do Porto Seco", ressaltou Sebastião Melo.


/porto_seco
Texto de: Ocimar Pereira
Edição de: Manuel Petrik
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

SEDAC homologa mais 43 Pontos de Cultura



Rede RS Pontos de Cultura.cdr

21 novos municípios passam a integrar a Rede RS de Pontos de Cultura.
Na tarde dessa terça-feira (17) o secretário de Estado da Cultura assinou a homologação
dos 43 projetos para Pontos de Cultura, selecionados no edital Sedac 5/2014. A próxima etapa é os selecionados enviarem  a documentação para a assinatura do Termo de Compromisso Cultural.
 A partir de agora, Barão, Montenegro, Santa Clara do Sul, Tupandi, Caçapava do Sul, Barra do Quaraí, Espumoso, Campo Bom, Bom Princípio, Bento Gonçalves, Tucunduva, Jóia, Progresso, Quevedos, Estrela, Santo Antônio da Patrulha, Santana do Livramento, Gramado, Teutônia, Lagoa Vermelha, Mostardas, possuem entidades aptas a se tornarem Pontos de Cultura.
O Projeto Rede RS de Pontos de Cultura, integra o Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, por meio de convênio entre o Rio Grande do Sul e o MinC.
Confira a lista homologada:


Os Pontos de Cultura funcionam como instrumento de pulsão e articulação de ações e projetos já existentes em comunidades gaúchas, desenvolvendo ações continuadas em pelo menos uma das áreas de Culturas Populares, Grupos Étnico-Culturais, Patrimônio Material e Imaterial, Audiovisual e Radiodifusão, Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural, Pensamento e Memória, Expressões Artísticas, e/ou Ações Transversais.


17 de maio de 2016

Senado convocará ministro para explicar extinção do MinC




Mendonça Filho será questionado sobre as razões para a tomada da decisão
 Edilson Dantas / Agência O Globo / 1-5-2016

BRASÍLIA — A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou nesta terça-feira um requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), convocando o ministro da Educação e Cultura (MEC), Mendonça Filho, para explicar a extinção do Ministério da Cultura (MinC) e a migração de suas atribuições para o MEC. Em seu depoimento o ministro será questionado sobre as razões para a tomada da decisão de extinção do MinC, além de seus planos para o fortalecimento da área cultural.
Diante da pressão da classe artística e cultural, o governo do presidente interino Michel Temer discutiu a possibilidade de criação de uma Secretaria com poderes ampliados ligada a Presidência, mas a área técnica concluiu que isso iria onerar em cerca de 50% a mais nos salários do novo órgão, levando a decisão de manter a Secretaria de Cultura sob o guarda-chuva do MEC.
Na justificativa para a convocação de Mendonça Filho, o senador Randolfe Rodrigues argumentou que a mudança vem causando muita preocupação no meio artístico. "São inúmeras as manifestações contrárias a decisão do governo federal: produtores, atores, diretores, artistas plásticos, músicos, todos os setores ligados à área cultural já se manifestaram contrariamente a essa decisão."
A data do depoimento do ministro na Comissão do Senado ainda não foi definida. A definição sobre os rumos do ex-Minc e quem irá comandar a nova secretaria deve ser anunciada de terça para quarta-feira.
"Há uma grande preocupação na sociedade com o retrocesso que pode representar a extinção do Ministério da Cultura, criado ainda no governo do Presidente José Sarney, em 1985. Foram, portanto, 31 anos de construção de uma política direcionada à valorização de um dos maiores patrimônios do Brasil, a cultura brasileira, ao mesmo tempo essência e resultado da nossa identidade nacional”, diz o requerimento de Randolfe

SEDAC lança dia 21 o FAC dos Museus



Dentro das comemorações da Semana Nacional dos Museus, a Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Sistema Estadual de Museus (SEM), lança na próxima sexta-feira (20) mais um edital, desta vez o FAC dos Museus. A solenidade será às 14h, no auditório do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs).
O recurso é de R$ 250 mil e o edital foi definido de forma compartilhada com os integrantes do Colegiado Setorial dos Museus.
O evento prossegue com uma palestra sobre acessibilidade nos museus com Márcia Mamberg, especialista em Acessibilidade nos Museus, e Amanda Mensch Eltz, especialista em Educação Especial e Gestão de Processos Inclusivos.
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail semrsmuseus@gmail.com ou no local.


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IAB abre 4 exposições na quarta

 


 
O Ponto de Cultura Solar do IAB convida para a abertura de 4 exposições selecionadas em edital, que integram o primeiro ciclo de artes visuais da galeria Espaço IAB em 2016. O coquetel será realizado dia 18 de maio, a partir das 19:30, permanecendo com visitação até o dia 24 de junho de 2016, das 13 às 18h, de segunda à sexta. 

 

Para saber mais sobre as exposições e o histórico da galeria acesse http://galeriaespacoiab.blogspot.com.br/


Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/978188828883153/?active_tab=posts

 

NA SALA NEGRA

CRUZAMENTOS CROMÁTICOS  ANGELA ZAFFARI

ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 13 às 18h.

Experiências e reflexões sobre a pintura e a cor são apresentadas através de trabalhos com fitas de cetim de Angela Zaffari, e alguns trabalhos ainda permanecem no suporte tradicional da tela, mas apontando para o rompimento de algumas amarras no que diz respeito a autonomia da matéria, embora mantendo o foco na sua produção, na repetição sem perder de vista a poética do seu fazer artístico. O conceito mais tradicional e genérico de pintura refere-se à técnica que aplica pigmento em forma líquida a uma superfície a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas. Mas devido à variedade de experiências entre diferentes meios e o uso da tecnologia digital o conceito de pintura é ampliado para uma representação visual através das cores em suportes variados, levantando a discussão sobre o próprio conceito de pintura. O trabalho de Angela Zaffari reflete sobre uma série de ações do seu fazer artístico. Incansável na produção de suas tramas e cruzamentos cromáticos, antes produzidas apenas em acrílica sobre tela, busca novas experiências pictóricas, mas desta vez sem tinta. Resignifica a fita de cetim, parte da sua memória de infância quando sua mãe lhe prendia o cabelo e arrematava com um laço de fita, trazendo para o campo da arte um elemento do cotidiano.















NA SALA ANEXA
VULTO  ANDERSON LUIZ DE SOUZA, DIANE SBARDELOTTO, PAOLA ZORDAN, RAFAEL SOUZA E SIMONE FOGAZZI
ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 13 às 18h.

A exposição Vulto advém de pesquisas acadêmicas que envolvem estudos gráficos, pictóricos e performáticos em torno da figura. As obras são produções individuais de membros do grupo de pesquisa ARCOE, Arte, Corpo e enSigno (CNPq), coordenado pela professora Paola Zordan, numa ação do Movimento Apaixonado pela Liberação de Humores Artísticos, o M.A.L.H.A. São trabalhos que estendem temas desenvolvidos em dissertações e trabalhos de conclusão de curso à poéticas não circunscritas ao que a pesquisa textualiza. Vulto é a figura imprecisa, mas também a figura volitiva, em volição, movimento, onde gesto, linhas, massas de cor e volumes criam um corpo mais voluptuoso do que estruturado. O que se mostra são corpos e rostos indefinidos, em fases e localizações distintas, mas todos movimentam-se entre estender, circular, envolver, se contorcem em estágios de ser, deixar de ser para vir a ser outra coisa.  As cinco produções tratam dos problemas da representação, do gesto e da criação de faces, pensando anatomias, superfícies e abstrações. Poéticas visuais próprias, envolvidas numa só pesquisa filosófica sobre o corpo, apresentam inscrições figurativas fugidias, todas expressas pelo conceito de vulto, em desenvolvimento junto a estudos deleuzianos e esquizoanalíticos sobre a dobra e os estratos de subjetivação.






















NA SALA DO ARCO
ENTRELAÇADOS  MAGNA SPERB E DÉBORA LACROIX
ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 13 às 18h.

Os módulos RECORTES fazem parte da série ENTRELAÇADOS, criada pela artista Magna Sperb em parceria com a designer Débora Lacroix. Os ENTRELAÇADOS foram construídos a partir de um estudo sobre as tramas de tecidos, redes e telas, e transpostos para a linguagem plástica através de recortes eletrônicos sobre chapas de metal oxidado. Para esta exposição, 21 peças dos RECORTES compõem uma instalação no espaço, em que os módulos se espalham pelas paredes, construindo caminhos como desenhos num campo expandido. O diálogo entre as tramas e o espaço, se enredam num mix de arte, arquitetura e design.














NAS ÁREAS EXTERNAS
IABrasil/IABeabá  
2 St. Arte Urbana: LEONARDO PEREIRA E PAULO FUNARI
ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 13 às 18h.

A proposta de intervenção deste projeto criado pelo grupo 2 St. Arte Urbana trata-se de uma ocupação do espaço dos tapumes na fachada do Solar do IAB, através de uma pintura mural que será realizada em tinta acrílica sobre a madeira. Este trabalho é o resultado do esforço de pesquisa e interesse recente dos artistas pela pintura abstrata, cuja influência pode ser buscada principalmente nos pintores americanos das décadas de 40, 50 e 60 do século XX. A influência da Street Art, graffitis e pichações encontrados em espaços urbanos também é percebida na utilização de grafismos de letras, números e sinais – os cartazes e placas informativos feitos a mão e de origem popular que estão espalhados pela cidade também contribuíram na construção estética deste trabalho.  





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Galeria Espaço IAB 
Galeria de Arte do Instituto de Arquitetos do Brasil 
Ponto de Cultura Solar do IAB. Rua Gal. Canabarro, 363 
Centro Histórico. Porto Alegre, RS. Brasil 
51 3212 2552.  www.iabrs.org.br








16 de maio de 2016

Por que o Cais Mauá faz água



via zero hora:

Presidente de fundo sócio do empreendimento, Luiz Eduardo Abreu admite 'dificuldades' e avisa que não põe mais dinheiro sem licenciamento
Por: Marta Sfredo

Grupo empreendedor diz ter recursos para reforma dos armazéns, mas não para a construção de duas torres previstas Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
Sim, há uma crise no empreendimento do Cais Mauá, admite Luiz Eduardo Franco de Abreu, presidente da NSG Capital, fundo detentor de 39% das ações do consórcio que tenta avançar com a obra. Caso o projeto avance, o fundo deverá ficar com o controle do projeto, hoje dos espanhóis da GSS, que construíram no final dos anos 1980 o Port Vell de Barcelona.
– O projeto está enfrentando dificuldades, a situação do Brasil inviabiliza qualquer operação de crédito, mas vamos vencer essas dificuldades, o Rio Grande do Sul é um Estado formado por imigrantes que se habituou a enfrentar dificuldades – disse Abreu à coluna.
Atrasos nas obras
"A licitação para o projeto ocorreu em 2010 e, desde então, a empresa vem trabalhando. Para isso, tem de manter uma estrutura, com pessoas e despesas fixas. O desembolso começou em 2012, com o investimento do grupo espanhol (GSS) para o projeto conceitual. Assim que ganharam, começaram a gastar, depois pararam, porque a Antac (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) entrou na Justiça contra a licitação por entender que tinha de participar. Depois de dois anos, houve acordo, com um aditivo ao contrato em que a Antaq passou a figurar, representada pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Entramos no final de 2012, com um pequena participação (no consórcio), depois aumentamos. Fizemos uma série de investimentos para o licenciamento, entregue à prefeitura em 2014. Precisamos de 2013 inteiro para desenvolver o projeto, precisávamos ver como a estrutura se comporta nas quatro estações do ano. Terminamos o EIA/Rima em julho de 2015, quando foi entregue."
Pendências no mercado
"Em situação normal, há um orçamento que vai liberando dinheiro à medida que determinados marcos vão sendo alcançados. É o que a gente chama de físico/financeiro. O problema é que ficamos sem esses marcos, porque a liberação demora. Existe a situação em que a empresa recorre ao mercado financeiro, cobre com empréstimos de longo prazo. O problema é que, de um ano para cá, a situação financeira impede que se pegue dinheiro novo. Tenho dinheiro no orçamento, o problema é que não tenho marco para liberar e não se consegue dinheiro no mercado financeiro. Tem alguns protestos, algumas cobranças. Algumas empresas compreendem, outras não, e até nos avisam 'tenho de fazer alguma coisa'. É lamentável para o projeto. Mas a empresa que já gastou o que gastou, sem licença, já está há seis anos à espera. Não dá para ficar mais seis anos colocando dinheiro, não seria um projeto realista. Se nos derem a licença, a obra vai começar, sem licença, não posso colocar mais dinheiro."
Perspectivas
"O importante é que a gente está trabalhando para conseguir atender às exigências do EVU (Estudo de Viabilidade Urbana) ainda este mês. Se isso ocorrer, haverá liberação orçamentária. Neste momento, há uma preocupação genérica sobre o que vai ser do porto dentro de contexto de preocupação com a situação do Brasil. Temos conversado com fornecedores e estamos resolvendo algumas situações. Com o EVU liberado, resolveremos mais da metade das pendências. Somos investidores. Só vamos colocar dinheiro lá dentro quando tiver licença. É nosso compromisso. A partir daí, a empresa vai, com as pernas dela, buscar capital de giro de curto prazo que hoje não está conseguindo, justificadamente." 
Porto Alegre
"Nesta cidade em particular, há algumas características que não existem em outras. Nunca um jornalista me liga para saber como estão as finanças de uma empresa investida minha. Temos uma restrição de caixa temporária. Essa característica da cidade é triste, fica um clima de que o investimento foi ruim. Não foi, está demorando. A rentabilidade vai diminuir? Pode ser, mas também pode aumentar. Não temos dinheiro para construir as torres agora, os R$ 700 milhões, mas temos dinheiro no bolso para fazer a reforma dos armazéns. O problema de começar obras é simplesmente ter as licenças. Sabemos que a lei é complexa e que as autoridades não estão cobrando nada que não esteja na lei." 
Os donos do projeto
"O controle ainda é dos espanhóis, eles ainda têm 51%. À medida que for aumentando o capital, o plano é que o controle passe para o fundo. Para isso acontecer, vamos apresentar às autoridades, dar todo o conhecimento necessário. Trabalhamos com as maiores empresas do setor. Depois de seis anos, já incorporamos expertise do grupo que construiu o Port Vell em Barcelona.