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Gestão 2009 /2014 combina com Gestão 2017/2019 a entrega do Blog e logo do CMC Porto Alegre

Dia 02/07/2019, às 19:30 h em reunião do CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE realizada na Casa dos Conselhos, sito Av. João P...

5 de abril de 2017

Marchezan: "O Orçamento Participativo não vai acabar"


 
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, sustenta que não tem planos de extinguir o Orçamento Participativo — criado durante a gestão de Olívio Dutra e uma das marcas pelas quais a Capital é reconhecida dentro e fora do Brasil — apesar da anunciada suspensão da coleta das demandas populares
Marchezan afirma que a interrupção no registro dessas demandas, tradicionalmente feitas em assembleias, é fruto da crise financeira do município e uma maneira de não iludir a população com falsas expectativas. Confira trechos da entrevista concedida a ZH:

O que o senhor acha do OP? Pode acabar ou é importante para a cidade?Não foi suspensa nenhuma reunião do OP. Todas as reuniões serão mantidas, mas não mentimos para as pessoas. Não estamos enrolando os delegados do conselho do OP. Estamos falando a verdade. Ao longo dos anos, as pessoas foram enroladas, foram tiradas de casa para ir votar em algo que todos sabiam que não iria acontecer.
O senhor se refere às demandas não executadas? Qual o valor delas?São R$ 1,5 bilhão em demandas não atendidas. São 2,5 mil demandas não executadas.
Pelo que foi anunciado, as reuniões com conselheiros e delegados serão mantidas, mas as assembleias...(Interrompendo) As reuniões serão mantidas, mas não vamos cadastrar novas demandas porque a verdade e a realidade é o seguinte: neste ano e no ano que vem, provavelmente, não teremos recurso para pagar despesas que foram feitas em governos anteriores.
As assembleias ocorrerão?Depende do que tu estás falando de assembleias.
Das assembleias que contam com a participação popular, não das reuniões apenas de representantes do OP.Podem acontecer, é até saudável que aconteçam, mas para discutir o orçamento como um todo. Para que os porto-alegrenses possam entender onde estão os R$ 6 bilhões de orçamento e onde está faltado recurso, e por que está faltando, para que realmente se possa discutir o dinheiro público da cidade. Onde ele foi comprometido. Não tem problema em acontecer. O que não podemos fazer é mentir, como se tem mentido ao longo dos anos, de que aquelas pessoas que saírem de casa e votarem vão ter aquela demanda de investimento atendida. Porque isso não acontece há anos. Isso é um fato, não é posição política, partidária, ideológica. A gente precisa falar a verdade para as pessoas. Não teve dinheiro nos últimos anos, e não vai ter esse ano.
O valor de R$ 1,5 bilhão em demandas represadas vem se acumulando desde quando?O maior passivo acumulado é dos últimos 12 anos, mas há demandas até de 1992.
Uma vez reorganizadas as finanças da cidade, em quanto tempo as demandas reprimidas do OP poderiam ser atendidas?A demanda reprimida terá de ser reanalisada. Uma demanda que está há 25 anos sem ser resolvida talvez até já tenha se resolvido e não seja mais uma demanda.
O senhor garante que o Orçamento Participativo será mantido?A estrutura de diálogo com as pessoas, sim. A estrutura de debate do orçamento será ampliada. Mas não vai haver a possibilidade de executar as obras este ano. O OP não vai acabar. Só estou falando a verdade que não foi falada nos últimos anos. O fato é que não teve recursos para as obras nos últimos anos.
Como o debate será ampliado?Como já fizemos no conselho do OP, que foi mostrar, durante uma hora e meia, o fluxo de caixa da prefeitura. Como foi o orçamento do ano passado, como é o orçamento deste ano. Por que falta, onde falta (recurso).
Essas reuniões de discussão do orçamento são abertas à população?Sim, isso é aberto.
Quando houver recurso disponível novamente, a prefeitura de Porto Alegre voltará a coletar demandas por meio das assembleias?Sim. O Orçamento Participativo é isso. Talvez a gente qualifique a demanda, talvez amplie a participação. Talvez trabalhe mais no planejamento da região. Talvez as demandas prioritárias daqui a um, dois anos sejam demandas padrões da prefeitura e nem precisem mais entrar no Orçamento Participativo, e o OP possa discutir questões mais estruturantes da cidade. Vai ser uma grande oportunidade de conversar sobre o OP.
Que mudanças podem ocorrer?A primeira mudança é colocar o dinheiro na base. É reorganizar as finanças da prefeitura. Esse é o primeiro passo para tudo.
O que é colocar o dinheiro na base?É colocar o dinheiro na vida real das pessoas. Hoje, temos receita de R$ 6 bilhões, mas que fica no meio. Não chega no fim. Não chega na vida real, na saúde, na infraestrutura.
Se a prefeitura está deixando de coletar demandas do OP porque falta dinheiro, como o senhor pretende investir na base? De onde deve vir esse dinheiro?As tuas perguntas estão meio desconexas, entendeu? A prefeitura de Porto Alegre não paga o orçamento há muitos anos. Estamos dizendo a verdade, não estamos enrolando para chegar no final do ano e dizer que não tem dinheiro. Estamos dizendo a verdade. As finanças estão abaladas, temos de reorganizar. Não é o que tu faz na tua casa? Não entendo a tua dificuldade de entender isso.
O senhor poderia dar alguns exemplos de investimentos que serão feitos na base?As demandas do OP são bons exemplos. Creches, educação infantil, segurança. Na própria infraestrutura, temos várias obras paradas.

4 de abril de 2017

Aula inaugural do Atelier Livre será nesta quarta-feira


Foto: Ivo Gonçalves / PMPA

Espaço destinado ao ensino das artes oferece cursos regulares e temporários
Espaço destinado ao ensino das artes oferece cursos regulares e temporários
A aula inaugural do Atelier Livre Xico Stockinger em 2017 será nesta quarta-feira, 5, às 17h. Participam o jornalista e professor da PUCRS Antonio Hohfeldt  e a professora e pesquisadora da UFRGS Branca Brites. O encontro será no auditório do Atelier, no Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues, na avenida Érico Veríssimo, 307.

O Atelier Livre foi criado em abril de 1961 e está completando 56 anos em 2017. O espaço oferece cursos regulares e temporários (com artistas convidados) em desenho, pintura, escultura, cerâmica, gravura, história da arte, curadoria e organização profissional do artista plástico.

História - Foi criado em abril de 1961, a partir da experiência vivenciada quando o pintor Iberê Camargo ministrou um curso aberto de pintura na então Galeria Municipal de Arte de Porto Alegre. Esse curso demonstrou o potencial de criação na cidade de um ateliê aberto e livre, em oposição ao ensino acadêmico. O Atelier começou com o trabalho conjunto do crítico de arte Carlos Scarinci e do escultor Francisco Stockinger. O denominado Atelier Livre começou a funcionar no local da Galeria Municipal de Arte, nos altos da estação dos bondes da Praça XV de Novembro. O seu primeiro diretor e funcionário foi o próprio Francisco Stockinger.

Em pouco tempo, com o aumento dos cursos oferecidos como história da arte, gravura e desenho, o Atelier Livre foi transferido para duas salas no segundo piso do Mercado Público. No final da década de 1960, transferiu-se para uma casa localizada na rua Lobo da Costa. Em 1978,  instalou-se no recém-inaugurado Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues, na avenida Erico Verissimo, 307.

O Atelier Livre foi o responsável por diversos eventos culturais que marcaram época na cidade, como o 1º Festival de Desenho (1981) e o 1º Festival de Arte da Cidade de Porto Alegre (1986), este existente até hoje. Entre seus professores ilustres estão Francisco Stockinger, Danúbio Gonçalves, Armando Almeida, Carlos Carrion de Britto Velho e Paulo Porcella.

Outras informações
Telefone - 3289-8057
alivre@smc.prefpoa.com.br
atelierlivre.wordpress.com




/artes_plasticas /cultura

Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

Ele é o cara! Thomas Machado venceu o The Voice Kids, da Rede Globo



Deixei para escrever bem depois. Podia ter escrito no domingo, mas preferi ler um pouco o que a “sábia internet” podia dizer do assunto. A segunda temporada do “The Voice Kids” revelou algo que nem os mais otimistas esperavam: Thomas Machado, de Estancia Velha, é o campeão! 


O gauchinho disputou a final do reality com mais duas grandes vozes: Juan Carlos e Valentina Francisco, que cantaram muito. Ao seu modo. E no domingo 2 de abril, Thomas foi eleito por 52,48% da preferencia do público. Ivete Sangalo, sua técnica, correu até o palco para encher Thomas de carinho.

Nas redes sociais as mais diversas opiniões dos entendidos. Até o MTG, que não se manifestou, mas, ao longe admirava o trabalho do pequeno Thomas, era criticado. Que mania.

Pilcha: Ele foi fiel à sua criação e à sua cultura. Não tirou em nenhum momento sua marca registrada: O amor pelo seu estado externado em sua indumentária. Não que os demais que cantaram foram menos gaúchos que ele. Mas, ele mexeu com o sentimento do povo. Isso foi diferente de qualquer outra oportunidade já vista. Thomas uniu um sentimento gaúcho pelo Brasil. Não se tem duvidas disso. Se as outras crianças não usaram pilcha, não tem problema, respeitemos e lembremos que elas foram criadas dentro de CTGs e se orgulham disso. Respeito, essa é a palavra.

As músicas: Os “entendidos” queriam que ele cantasse musica regional. Não funciona assim. Uma lista de músicas que a produção entrega para escolher qual será cantada. O que tornou a vitória dele maior ainda. Mas o Thomas é iluminado. No fantástico cantou o que? Querência Amada, de Vitor Mateus Teixeira.

O MTG: Claro que o MTG acompanhou as apresentações, por que o Movimento somos nós. Nós, que o fizemos. Nós, que falamos. Nós, que agimos. Se estava certa ou errada a pilcha... Vamos deixar para os entendidos das redes sociais analisarem, culparem, executarem.

O importante é que o Thomas e sua família honraram o nosso estado e, mais: Inauguraram um novo momento na representação da imagem do gaúcho. Não temer um programa nacional, em uma grande rede, deu uma lição igual a que o catarinense, Pedro Raymundo deu ao Brasil: Ousou usar a roupa característica do sul do país e deu aula para, nada mais nada menos, que Luiz Gonzaga, que passou usar a roupa de vaqueiro nordestino.

A Lição: Para aqueles que tiraram a pilcha para que sua música ganhasse o país... e voltaram pra casa para usa-la novamente a lição do pequeno Thomas: Sejas verdadeiro. Sejas tu mesmo. Foi assim que ele ganhou o Brasil.

Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os Deuses e o Universo” – na entrada do Oraculo de Delphos está a lição.

E o Jadirzinho, como sempre, definiu tudo e muito bem em seus versos:

VERSOS PRA THOMAS MACHADO
Jadir Oliveira Filho
As vezes fico pensando
Onde se acerta ou se erra
Tão fazendo um pé de guerra
Por causa de um piá cantando
Já vi gente se xingando
E com isso até me comovo
Thomas é um talento novo
Daqueles que igual não tem
E se canta mal ou bem
Quem decidiu foi o povo!

Quando se escolhe cantar
Seja povoeiro ou gaudério
Jamais esqueça o critério
Da aclamação popular
Todos podem opinar
Todos tem esse direito
Só uma coisa eu não aceito
Porque não tem fundamento
É trocarem o argumento
Pela falta de respeito

E eu respeito as divergências
Cada um tem sua opinião
Cada qual tem sua razão
Através de sua vivência
Mas um pouco de paciência
Pra escutar o que o outro diz
Sustenta a nossa raiz
E nos acalma o coração
Larguem dessa dessa discussão
E deixem o piá ser feliz

No mais, eu achei bagual
Um guri de alma campeira
Abraçado na bandeira
Em plena rede nacional
Confundem e levam a mal
O "bairrismo" exagerado
É só um povo emocionado
Que se vestiu de esperança
Através de uma criança
Chamada THOMAS MACHADO!

3 de abril de 2017

Cia Municipal de Dança promove espetáculo beneficente


Foto: Brayan Martins/ PMPA
Serão recebidas doações de leite longa vida para a Casa do Artista Riograndense
Serão recebidas doações de leite longa vida para a Casa do Artista Riograndense

A Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre promove nesta quinta-feira, 6 de abril, às 20h, o espetáculo Humano Vazio. A apresentação no Teatro Renascença é em apoio à Casa do Artista Riograndense. O evento busca auxiliar a manutenção da Casa e irá recolher doações de leite longa vida no dia do espetáculo. Nessa parceria, a Companhia Municipal de Dança fará também uma apresentação aberta ao público no Sarau da Casa do Artista que acontecerá no dia 6 de maio.

Humano Vazio é a nova coreografia da Cia Municipal dirigida pelo bailarino e coreógrafo Mariano Neto, ex-integrante da Cia Municipal. No programa da noite, a Companhia apresentará também Scanner, que integra o espetáculo Adágio, com direção de Airton Tomazzoni e criação coreográfica coletiva com o elenco. Na obra, os bailarinos fazem uma constante e hipnótica varredura do palco, como nos aparelhos de digitalização de imagens: os scanners. Danças, movimentos, sequências coreográficas e referências da cultura contemporânea vão sendo incorporados às atitudes e ações que vão se transformando a cada vez que essa linha humana vai cruzando o palco.

A Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre foi formalizada por Lei pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior, em 13 de janeiro deste ano, atendendo uma reivindicação antiga da classe artística da dança que vinha lutando por esse projeto, desde 1995, nas Conferências Municipais de Cultura. A Cia Municipal funcionou desde 2014 em Porto Alegre como projeto piloto, numa parceria da entre as Secretaria Municipais da Cultura (SMC) e da Educação (Smed) da Prefeitura de Porto Alegre.

A Cia é composta por bailarinos profissionais selecionados através de audição em edital público e atua em conjunto com o Programa das Escolas Preparatórias de Dança (EPDs) e a Companhia Jovem de Dança. Teve sua estreia em 2014 e, em seus dois anos de existência, realizou 21 apresentações e somou mais de 20 mil espectadores, chegando ao final de 2016 com um repertório significativo de oito obras coreográficas. As EPDs atendem crianças e adolescentes, oportunizando o acesso gratuito a um programa intensivo e complementar de formação em várias linguagens de dança. Esse projeto conta com 35 professores e atualmente possui cinco sedes nas escolas Senador Alberto Pasqualini, José Loureiro da Silva, Deputado Victor Issler,  Pepita de Leão e  Liberato Salzano Vieira da Cunha, atendendo mais de 500 alunos que utilizam o fazer artístico como alavanca na formação pessoal e possível formação profissional.

Em 2016, ano em que comemorou o seu segundo aniversário, a Companhia Municipal recebeu patrocínio do O Boticário na Dança para se apresentar em quatro cidades brasileiras, reconhecendo a excelência do trabalho já desenvolvido e ampliando a difusão da arte da dança produzida em nossa cidade. Encerrando o ano de 2016, a Companhia participou da montagem do concerto especial de final de ano com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), com a ópera Carmina Burana que teve a casa lotada nos dois dias de apresentação no Auditório Araújo Vianna.

Espetáculo da Cia Municipal de Dança de Porto Alegre – “Vazio Humano” e “Scanner”
Quinta-feira, 6 de abril
Teatro Renascença,  20h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (Idosos, estudantes, classe artística, servidores municipais e doadores de leite longa vida)
Venda na bilheteria do Teatro uma hora antes do espetáculo
Doação de um litro de leite longa vida na entrada do Teatro Renascença. As doações serão encaminhadas a Casa do Artista Riograndense.

Ficha Técnica
Bailarinos:
Bianca Weber
Fernanda Santos
Fernando Queiroz
Juliana Coutinho
Kleo D’Santys
Maurício Miranda
Pamela Agostini
Stephanie Cardoso
Victoria Bemfica

Técnico de Luz: Karrá
Técnico de Som: Airton Tomazzoni

“Humano Vazio”
Coreografia: Mariano Neto
Figurinos: Mova Brasil
Vídeo: Moov.art – Fernando Muniz
Fotografia: Cintia Bracht

“Scanner”
Direção: Airton Tomazzoni
Coreografia: criação coletiva
Figurinos: Antonio Rabadan


/cultura /danca

Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

2 de abril de 2017

A MÚSICA NÃO SE RESTRINGE A FRONTEIRAS



- Dilmar Paixão –
(professor, escritor e poeta)

               Acabou de ser entregue o troféu The Voice Kids ao novíssimo encanto bombachístico denominado Thomas Machado. Poucas vezes, nestas quase seis décadas da minha existência, assisti à unidade rio-grandense numa única torcida de chimangos e maragatos, gremistas e colorados, enfim, desprovida desses dualismos que, historicamente, dividem as cores e espaços no Rio Grande do Sul.
Lembrei-me, quando sentava para ver e ouvir a consagração do nosso menino gauchinho, do jogo da seleção brasileira contra toda a pátria ultrajada do jogador Everaldo, esquecido da convocação por Zagalo após o êxito futebolístico da Copa do Mundo de 1970. Naquela ocasião, o único tricampeão não chamado para o selecionado. Thomas Machado conseguiu esse feito. Talvez, tenha-o superado.
As inúmeras particularidades que construíram a sólida vitória do cantor de Estância Velha permanecerão vigentes por longa data. Desde o seu jeito meigo da criança com vivência artística às respostas improvisadas e naturais de quem tinha a decisão certa do que estava fazendo na disputa e para a qual havia se preparado com afinco.
O fato de estar trajado com roupa de gaúcho, ao estilo típico do cotidiano urbanizado de quem possui ligações campesinas e tradicionalistas impactou, pois todos conhecem esse traje oficializado como a representação típica do Rio Grande do Sul. Sua treinadora, a cantora Ivete Sangalo, fez o destaque ao seu modo de vestir na primeira apresentação, fazendo saudação à figuração estilística. Porém, não foi pelo traje, pois não há situação mais traiçoeira do que alguém sem o hábito de andar pilchado querer fazê-lo apenas para chamar a atenção. Nele, era um vestir e se postar natural.
O desafio foi além. Em momento algum, Thomas pode interpretar canções do seu repertório habitual; pelo contrário, fizeram-no entoar canções em todos os ritmos como “A Banda”, o “Menino da Porteira”, o “Rancho Fundo” ou a tradicional “Asa Branca”.  Esta, tradicional sim, mas na tradicionalidade do repertório nordestino ou do artístico sertanejo e não um preferência de escolha no Rio Grande do Sul.
Thomas nesse aspecto superou longe seus concorrentes. E continuou pilchado. Sua pilcha era a vestimenta e o portar de quem, após o primeiro dia, perdeu uma escora importante, quase muleta, que era a sua gaita, o acordeon e a parceria do irmão mais velho. Ele foi superando cada um dos obstáculos. Derrubou as barreiras uma a uma e sempre encantou os telespectadores.
Não querendo criticar os demais, mesmo gaúchos ou de outros locais com representatividade folclórica e cultural, pode-se presenciar jovens intérpretes cantando em inglês, espanhol, francês e em ritmos diferentes, inclinados para angariar simpatias e votos populares. Nossos cantores e cantoras que subiram aos palcos pelas primeiras vezes nos festivais nativistas também seguiram o molde tendencioso do repertório escolhido pela produção do programa. Se nosso estilo musical do regionalismo gaúcho não figurou entre as opções musicais para os candidatos, poderiam ter oportunizado cantigas livres em algum momento, mesmo que no instante final ou pós-vitória. Thomas estaria muito mais à vontade. Certeza absoluta.
Vale destacar, além da sua competente consagração, que o gauchinho, mesmo pilchadito, não se encabulou em cantar ritmos diferentes e cantigas nem tão suas, quanto das outras crianças. Muitas, nem estão listadas como cantigas universais como quiseram fazer parecer. Importante, sim, salientarmos que o nosso cantor vitorioso demonstrou como a arte pode ser praticada sem, necessariamente, ser exclusiva do seu meio específico de convivência social e artística.
Por diversas vezes, pude presenciar intérpretes e musicistas da nossa terra executando manifestações artísticas de outras regiões do Brasil e do planeta. Aproveito para sublinhar dois alertas interrogativos: o primeiro, se nossos artistas entoam ritmos e cantares de outros povos quem fará a representatividade da nossa cultura musical?  A segunda pergunta é: o que continua faltando para que nossas canções do regionalismo gaúcho possam ultrapassar as fronteiras que, no caso, nos limitam mesmo com os povos vizinhos?
O intuito deste comentário não é aprofundar análises mais densas, porque a oportunidade é de comemorações merecidas e de aplausos ao Thomas e seus familiares que acreditaram na chance e agora recebem o apoio midiático e empresarial para desenvolvimento da sua novel carreira artística globalizante.
Se ele merece – e mereceu mesmo – celebremos a sua conquista e faço votos que não desapareçam os estímulos que uniram tanta gente e de aldeias diferentes. Como afirmei no início, foi mais uma das raras manifestações da unidade rio-grandense. Tudo de bom, para a época em que sofremos e sobrevivemos com amarguras de problemas crescentes no nosso Estado e com tanta desumanização nos relacionamentos entre as pessoas.
Muitas lições, inclusive, a da humildade de quem se portou convicto e confiante, contudo, respeitoso antes os demais participantes do programa. De parabéns, portanto, o Thomas, seu pai, sua mãe e o irmão. Como ele mesmo disse, todas pessoas que torceram por ele, de alguma maneira, vitoriaram-se com o Thomas.
Já que a canção nordestina, universalizada “Asa Branca” do Luiz Gonzaga, foi a cantiga da última etapa da competição, tem um refrão forte que serve para parodiarmos em cumprimentos ao nosso gauchinho campeão, tenha certeza tchê que “nem foi tamanha, assim, a judiação”!  A alegria de aplaudi-lo foi recompensada. Se a nossa música gaúcha mais representativa não pode receber o espaço que o faria mais tranquilo e destacado ainda pelo seu hábito artístico cotidiano, pelo menos, alguém que sempre esteve de bombacha serviu de exemplo. E do alto dos seus nove anos de idade. Um novo Everaldo, com certeza. Mais: pilchadito de bombacha e abraçado, com orgulho, na bandeira do Rio Grande do Sul.


Proseamos mais de outra feita, tomara com mais alegrias incontestáveis!

Partenon, Porto Alegre, 02 de abril de 2017.


29 de março de 2017

Fumproarte promove seminário



Foto: Divulgação/PMPA
Encontro reúne artistas, gestores e produtores na Sala P.F. Gastal da Usina
Encontro reúne artistas, gestores e produtores na Sala P.F. Gastal da Usina
O Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte) promove nesta sexta-feira, 31, e sábado, 1º de abril, a partir das 14h, o Seminário Movendo Horizontes. Os encontros serão realizados na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (av. presidente João Goulart, 551 - terceiro andar). O seminário reúne artistas, gestores e produtores para um diálogo com o setor. A participação é gratuita. Interessados devem fazer a inscrição através do email: fumproarte@smc.prefpoa.com.br.
 
Na sexta-feira, a partir das 14h, convidados ministrarão palestras sobre histórico, funcionamento e nova gestão do Fumproarte. Também haverá a participação do coordenador do Procultura/RS, Rafael Balle, através de palestra sobre o Fundo de Apoio à Cultura do Rio Grande do Sul, e do professor Márcio Pizarro de Noronha, Ufrgs/UFG, através de bate-papo e lançamento do livro Gestão em Arte e Cultura, de sua organização.
 
Já no sábado, também a partir das 14h, haverá debate propositivo com os participantes, quando serão abordadas propostas de melhorias no Fumproarte. O objetivo é atender a reivindicações de agentes das artes e promover mudanças que dinamizem o Fundo.
 
Seminário Movendo Horizontes 
Fumproarte - Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre
Sexta-feira, 31, e sábado, 1º de abril, a partir das 14h
Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro
Avenida Presidente João Goulart, 551, 3° andar
    
Outras informações
Miguel Sisto Jr.
51 3289.8166
51 99273.2740
fumproarte@smc.prefpoa.com.br
 


/cultura

Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Fabiana Kloeckner
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

Contagem regressiva para mais um #vempromate


Quando o assunto é ‘chimarrão’, não existe qualquer distinção, seja de raça, crença, nível cultural, posição social ou financeira. A bebida do gaúcho é popular e democrática. Não importa se a cuia é simples ou decorada - bomba e térmica da mesma forma. O chimarrão agrada a todos (ou pelo menos a muitos).
Com esse espírito, o Movimento Tradicionalista Gaúcho mais uma vez faz a frente na realização do #vempromate. A iniciativa começou em 2015, com o objetivo de comemorar o Dia do Chimarrão e do Churrasco (24 de abril). O convite é para que, neste dia, todo apreciador publique uma fotografia sua mateando e, na medida do possível, também encontre amigos, familiares e colegas para celebrar presencialmente a data.
Quem digitar #vempromate nos sistemas de busca de mídias sociais, em especial Facebook, Instagran e Twitter, entenderá a razão pela qual o chimarrão é símbolo de amizade e hospitalidade. As fotos que aparecem no relatório da pesquisa, relativas à edição de 2015 e 2016, evidenciam o quanto o chimarrão é popular. Não tem lugar, nem hora do dia, quanto menos tempo ruim. Crianças apreciam, adultos, idosos, homens e mulheres... O mate é companhia no trabalho, na sala de aula, nos momentos de lazer, quando se está sozinho ou acompanhado, com pilcha e sem pilcha.

Segundo o presidente do MTG, Nairo Callegaro, o #vempromate está se consolidando no calendário de eventos da entidade. ‘Muitas vezes somos criticados porque realizamos com muito sucesso eventos competitivos, seja na área campeira, seja na área artística, e o #vempromate vem mostrar que, antes de competir, estamos disponíveis ao encontro, à união”, afirma.

Fonte: Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG

28 de março de 2017

Salão do Atelier Livre abre nesta quarta-feira



Foto: Reprodução/PMPA
Milena Teixeira é a artista premiada em 2017
Milena Teixeira é a artista premiada em 2017
O Atelier Livre da Prefeitura Xico Stockinger promove a partir desta quarta-feira, 29, a 22ª edição do Salão de Arte Atelier Livre da prefeitura. A abertura será às 19h. A exposição fica até 13 de abril no saguão do Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues (av. Erico Verissimo, 307). A artista premiada desta edição é Milena Teixeira.

Artistas selecionados
Ana Lúcia Vieira
Rachel Fontoura
Raul Saldanha
Ronaldo Mohr
Carmen Eunice da silva
Eliane Silva de Abreu
Elisa Tesseler
Liara Moraes Chamun
Maria Aglaé Toledo

Abertura: 29 de março, quinta-feira, às 19h.
Visitação: 29 de março a 13 de abril
Local: saguão do Centro Municipal de
Cultura Lupicínio Rodrigues
Av. Erico Verissimo, 307

alivre@smc.prefpoa.com.br | atelierlivre.wordpress.com


/artes

Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

25 de março de 2017

Prefeitura não é responsável por cancelamento do Carnaval, diz Alabarse


Secretário de Cultura afirmou que infraestrutura compete à Liga das Escolas de Samba
Secretário de Cultura afirmou que infraestrutura compete à Liga das Escolas de Samba | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP

Secretário de Cultura afirmou que infraestrutura compete à Liga das Escolas de Samba | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP 








A Prefeitura de Porto Alegre não tem responsabilidade quanto aos problemas de infraestrutura que provocaram a interdição do Complexo Cultural do Porto Seco e o consequente cancelamento do primeiro dia de desfiles do Carnaval fora de época. A afirmação é do secretário municipal de Cultura, Luciano Alabarse, que concedeu entrevista à Rádio Guaíba neste sábado.
“Desde janeiro ficou público e notório que a Prefeitura não iria aportar recursos públicos à festividade. Foi feita uma força-tarefa para auxiliar na captação de recursos e nós visitamos 39 empresas, sendo que apenas duas manifestaram interesse. Mesmo assim houve um acordo com o Ministério Público de que a responsabilidade do Carnaval deste ano era integralmente da liga dos carnavalescos. Eu não estou falando isso para fugir de nenhuma responsabilidade, mas apenas para esclarecer uma situação”, afirmou.
"Nós não participamos da venda de ingressos nem da organização, apesar de que todas as demandas que nos foram solicitadas em nível de parceria, como a fiação dos barracões, a iluminação pública do entorno, a colocação de câmeras, esses serviços públicos - que não demandam aporte de recursos - foram entregues", explicou. 
Segundo Alabarse, todos os esforços da Liga das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa) foram "coadjuvados" no que era possível ser parceiro dentro da orientação de não ter serviços públicos. O secretário esclareceu ainda que, quanto aos desfiles no Porto Seco, foi feito um convênio entre a liga e a empresa Impacto Vento Norte, que é uma das patrocinadoras e conhecida pela excelência de seus serviços. " E justamente porque a Prefeitura não tem ingerência este ano na realização do Carnaval, o pedido de PPCI (Plano de Proteção Contra Incêndios) foi encaminhado pela liga", destacou. 
O secretário informou ainda que o pedido foi feito assim como a vistoria. "Os bombeiros, pelas razões elencadas, optaram por não liberar porque faltavam alguns itens. "Hoje vai ser feita nova vistoria. Eu torço pessoalmente para que esta nova inspeção tenha um final feliz", enfatizou. 
Carnaval de Porto Alegre depende de nova vistoria
Os desfiles do Grupo Ouro do Carnaval de Porto Alegre, no Complexo Cultural do Porto Seco, dependem de nova vistoria do Corpo de Bombeiros, agendada para a tarde deste sábado. A apresentação do Grupo Prata foi cancelada após interdição do sambódromo pelos bombeiros nessa sexta.
Os bombeiros cobraram exigências previstas no Plano de Proteção Contra Incêndios (PPCI) e deram um prazo para serem apresentadas as modificações. Até as 21h50min dessa sexta, porém, elas não tinham sido atendidas. Além da Série Prata, as Tribos Guaianazes e Comanches também tiveram desfiles cancelados.

Desfiles da Série Prata do Carnaval de Porto Alegre são cancelados

Bombeiros interditaram Porto Seco e nova vistoria será feita para tentar liberar Grupo Especial no sábado

Bombeiros interditaram Porto Seco e nova vistoria será feita para tentar liberar Grupo Especial no sábado | Foto: Mauro Schaefer
Bombeiros interditaram Porto Seco e nova vistoria será feita para tentar liberar Grupo Especial no sábado | Foto: Mauro Schaefer
Com informações da repórter Mauren Xavier








Os desfiles do grupo Prata do Carnaval de Porto Alegre foram cancelados na noite desta sexta-feira. Após vistoria, o Corpo de Bombeiros interditou o Sambódromo do Porto Seco por não apresentar diversas exigências do Plano de Proteção Contra Incêndios (PPCI). A informação foi confirmada quando centenas de pessoas já estavam no local.
Após a primeira vistoria, foi estabelecido um prazo para serem apresentadas modificações, mas estas não foram atendidas até as 21h50min. Neste sábado, nova fiscalização será feita na tentativa de liberar os desfiles do grupo Especial.
O presidente da Liga das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa), Juarez Gutierres, lamentou a situação, citando a questão de contratos de transmissão, além de planejamento de viagens de jurados para o evento. “São programações já marcadas”, afirmou. "Houve uma interdição pelos equipamentos não se encontrarem no lugar que deviam estar, mas pela demanda de tempo curtíssima entedíamos que o bom senso seria usado, mas não foi", lamentou. "A gente não discute o rigor da lei, tentamos por uma liminar, um juiz foi para a pista conosco, mas ele avaliou que não é técnico para avaliar com condições."
A capitão Biane, do Corpo de Bombeiros, salientou que o Porto Seco estava interditado desde o dia 22. "Dia 21, a Liespa já devia estar com o alvará aqui", apontou. "Mas por se tratar de um evento cultural, que gera comoção pública, trabalhamos arduamente para que o PCCI estivesse liberado hoje", explicou.
Ela salientou que, apesar do PCCI ter a "parte de papel" aprovada, não conseguiu verificar os elementos exigidos na fiscalização. "Não tinha extintores, saídas de emergência identificadas, sistemas de iluminação e os geradores com isolamento de risco", citou.
Além da Série Prata, nesta sexta também ocorreria o desfiles das Tribos, Guaianazes e Comanches

23 de março de 2017

Espetáculo inspirado no pampa tem apresentação neste sábado



Foto: Sabrina Canton Van Helden/Divulgação PMPA
Apresentação está marcada para as 17h e tem duração de 55 minutos
Apresentação está marcada para as 17h e tem duração de 55 minutos
A obra coreográfica Verde (in)tenso, da Geda Cia. de Dança Contemporânea, com mais de 35 anos de trajetória artística do Rio Grande do Sul, será apresentada neste domingo, 26, no Parque Farroupilha (Redenção), dentro das atrações da Semana de Porto Alegre. O espetáculo é baseado em pesquisa gestual do homem do pampa gaúcho. A apresentação ocorrerá próximo ao Espelho D’água, a partir das 17h, com duração aproximada de 55 minutos.
 
No palco, dançarinos fazem, por meio de seus movimentos, um recorte da personalidade pampeana sob o enfoque antropológico e territorial e relacionando o tema contemporaneidade. A concepção do trabalho contou com a participação da escritora e pesquisadora da história do Rio Grande do Sul, Elma Santana. Com música de James Correa, doutor em composição, a trilha contemporânea incorpora fandangos, milongas e polcas, sintonizada com a melancolia do gaúcho que se movimenta neste pampa de verdes intensos. 
 
Ficha Técnica
Coreografia e direção: Maria Waleska Van Helden / Elenco: Andrew Tassinari, Consuelo Vallandro, Fabiane Severo, Graziela Silveira, Miguel Sisto e Sahaj / Assessoria dramatúrgica: Camila Bauer / Trilha sonora: James Correa / Cenografia: Élcio Rossini / Assistente de Cenografia: Flavio Moreira  / Figurino: Daniel Lion / Direção de produção: Kapsula Produções e Lucida Desenvolvimento Cultural / Produção: Luka Ibarra e Ana Paula Reis / Iluminação: Maurício Rosa / Operação de som: Driko Oliveira / Ensaiadora: Fabiane Severo
Duração: 55min

Confira a programação completa no site aniversario.portoalegre.rs.gov.br.
 


/danca

Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

SOPAPO POÉTICO - EDIÇÃO DE MARÇO/2017-Carnaval





NA PRIMEIRA EDIÇÃO DE 2017, O SOPAPO POÉTICO CELEBRA A HISTÓRIA E A MEMÓRIA DO CARNAVAL DE PORTO ALEGRE

Iniciando seu ciclo de saraus do ano de 2017, o SOPAPO POÉTICO - Ponto Negro da Poesia tem a grande satisfação de receber a fotógrafa e pesquisadora IRENE SANTOS, com o lançamento do dvd "Outros Carnavais". A atividade acontece no próximo dia 28 de março, data em que o Sopapo Poético completa cinco anos de atividades ininterruptas, no Centro de Referência do Negro Nilo Feijó, Av. Ipiranga, 311.

O sarau SOPAPO POÉTICO é promovido pela ANdC (Associação Negra de Cultura) desde 2012. A exemplo de outros saraus afro-brasileiros, o encontro evoca o protagonismo negro, em uma roda de atuações, reflexões e de convivências afrocentradas.

IRENE SANTOS
Parceira e frequentadora do Sopapo Poético desde as suas primeiras edições, a fotógrafa e pesquisadora IRENE SANTOS, tem realizado um trabalho de extrema relevância à preservação da memória da comunidade negra em Porto Alegre. Licenciada em História pela UFRGS, foi "atrás das lentes" que Irene se realizou profissionalmente. Como fotógrafa de artistas da cidade, tornou-se conhecida no meio artístico, o que a levou à realização de várias exposições individuais de fotografia em lugares prestigiados como o MARGS, a Galeria do Theatro São Pedro e a Casa de Cultura Mario Quintana. Em 2005, com financiamento do Fumproarte, concebeu o projeto do livro NEGRO EM PRETO E BRANCO - História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre, o qual muito foi bem acolhido pela comunidade porto-alegrense, a ponto de receber o troféu Açorianos de Literatura Especial. Ainda com financiamento Fumproarte, publicou, em 2010, o livro COLONOS E QUILOMBOLAS e, em 2014, o site OUTROS CARNAVAIS, sobre o carnaval de rua de Porto Alegre.

OUTROS CARNAVAIS
O projeto OUTROS CARNAVAIS – Memória do Carnaval de Rua de Porto Alegre aborda a festa mais popular da cidade, pesquisando seus traços característicos e revelando a emoção que envolvia os seus mantenedores, no período de 1930 a 1969. O projeto visa dar uma contribuição à história do negro porto-alegrense, privilegiando a oralidade, trazendo à luz uma série de histórias de tempos nem tão remotos e enfatizando a importância que os próprios protagonistas lhes atribuem na sua luta pela afirmação de sua identidade negra. A pesquisa resultou em um site que ficou no ar de 2014 a 2016. Em 2017, todo o conteúdo pesquisado foi convertido em um formato acessível off line, possibilitando o uso em sala de aula sem necessidade de internet. É a maneira de contribuir para a implementação da lei 10.639/03, trabalhando o conhecimento e a valorização da identidade cultural da população negra de Porto Alegre. A partir do dia 28 de março de 2017, todos os vídeos e fotografias do site poderão ser acessados no canal do Youtube "Projeto Outros Carnavais".

SOPAPINHO
Com a proposta de desenvolver o interesse pela cultura e pela poesia nos pequenos, o Sopapinho é um momento de fortalecimento da identidade étnica e da autoestima das crianças negras. As atividades do Sopapinho, paralelas ao sarau, envolvem brincadeiras, artes visuais, canto, contação de histórias e a participação na roda de poesia. Solicitamos aos pais que tragam lanches para serem compartilhados no Sopapinho.

FEIRA AFRO
A diversidade de produtos e estilos é característica da Feira Afro, formada por expositores que acompanham e apoiam o sarau. Artesanato, alimentação, literatura, estética cultural, vestuário, cosméticos naturais, música - e muito mais - são opções da feira para o eclético público sopapeiro.

CINE KAFUNÉ
Antecedendo o sarau, o Cine Kafuné projeta no telão vídeos clipes e documentários afrocentrados.

SOPAPO POÉTICO - Ponto Negro da Poesia
Edição de março de 2017
Convidada: IRENE SANTOS (lançando o dvd "Outros Carnavais")
Quando: terça-feira, 28 de março, às 19h30min
Onde: Centro de Referência do Negro Nilo Feijó
Av. Ipiranga, 311, Menino Deus - Porto Alegre/RS
CONTRIBUIÇÃO ESPONTÂNEA

Contatos:
sopapo.poetico@gmail.com
9365-3315 - 9117-4559 - 9317-6497 - 9218-5449

Realização:
ANdC - Associação Negra de Cultura

Apoios:
Centro de Referência do Negro Nilo Feijó
Cine Kafuné
Negrestyle
SINDIPETRO - Sindicato dos Petroleiros
Boteko do CANINHA (Areal da Baronesa)
Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria de Desenvolvimento Social




22 de março de 2017

Carnaval 2017 abre nesta quinta-feira com os ensaios técnicos



Foto: Betina Carcuchinski/PMPA
Campeã do Carnaval 2017 será conhecida no domingo
Campeã do Carnaval 2017 será conhecida no domingo
Porto Alegre vivencia a partir desta semana o primeiro carnaval fora de época. Nesta quinta-feira, a partir das 19h, os ensaios técnicos (Muamba) têm início no Complexo Cultural do Porto Seco. A primeira atividade é a cerimônia de lavagem da avenida, por babalorixás e yalorixás. Os ingressos para a Muamba custam R$ 5. Os desfiles oficiais acontecem na sexta-feira, 24 com a Série Prata e as Tribos, Guaianazes e Comanches. No sábado, 25, desfilam as agremiações da Série Ouro. Confira no quadro abaixo a ordem dos desfiles.

Ingressos - 
A venda de ingressos, frisas e camarotes estão disponíveis na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liespa) no Complexo Cultural do Porto Seco das 15h às 20h. Os ingressos também poderão ser adquiridos até quinta-feira, 23, na rede de farmácias Mais Econômica, em horário comercial. Nos dias dos desfiles a venda de ingressos também acontecerá nas bilheterias do Porto Seco.

Os ingressos de arquibancas custam R$ 10 para a Série Prata que desfila na sexta-feira, 24, e R$ 20, para a Série Ouro no sábado, 25. As frisas custam R$ 1 mil e os camarotes entre R$ 2,5 mil e R$ 4,5 mil. O tradicional ensaio técnico ocorre na quinta-feira, 23, com ingressos a R$ 5 que serão vendidos na hora do evento. Os portões abrem as 19h.

A apuração das notas dos jurados será realizada no domingo, 26 de março, a partir das 17h no Complexo Cultural do Porto Seco. A última colocada da Série Ouro desce para Série Prata e a campeã da Prata sobe para a Série Ouro em 2018.
Os desfiles
 
Muamba quinta-feira, 23, 
19h30  - com a lavagem da avenida. 
20h55 - Imperadores do Samba -  
21h45 - Embaixadores do Ritmo  
22h35 - Estado Maior da restinga 
23h25 - União da Vila da IAPI
00h15 - Acadêmicos de Gravataí 
1h05 - Imperatriz Dona Leopoldina 
1h55 - Império da Zona Norte, com término previsto para 2h30
 
Desfile Oficial Série Prata - Sexta-feira, 24
20h30 - Tribo Os Guaianazes
21h20 - Os comanches,  com término previsto para as 22h10
22h - Unidos de Vila Isabel, 
23h20 - Copacabana 
00h20 - Academia de Samba Puro 
1h20 - Imperio do Sol 
22h20 - Academia de Samba Praiana  
3h20 - Realeza 
4h20 - Unidos da Vila Mapa
 
Série Ouro - Sábado, 25
21h30 - Escola Convidada  
22h35 - Embaixadores do Ritmo 
23h40 - Bambas da Orgia
0h45 - União da Vila do IAPI 
1h50 - Estado Maior da Restinga, 
2h55 - Imperadores do Samba, 
4h - Imperatriz Dona Leopoldina, 
5h05 - Acadêmicos de Gravataí 
6h10 - Império da Zona Norte  com término previsto para 7h

Confira a programação completa no site aniversario.portoalegre.rs.gov.br.




/carnaval /semana_de_porto_alegre


Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

Ministério da Cultura anuncia mudanças na Lei Rouanet

via correio do povo:


Alterações estipulam limite para preço de ingresso e gastos lançados no Portal da Transparência do governo


Alterações levam a uma fiscalização mais rigorosa do uso dos recursos | Foto: Janine Moraes / MinC / Divulgação / CP

Alterações levam a uma fiscalização mais rigorosa do uso dos recursos | Foto: Janine Moraes / MinC / Divulgação / CP
O Ministério da Cultura anunciou nesta terça-feira um pacote de mudanças na Lei Rouanet, entre elas uma fiscalização mais rigorosa do uso dos recursos, para que a prestação de contas seja feita em tempo real, e um limite de R$ 150 para o preço médio de eventos realizados com verbas do programa.
Segundo dados do ministério, atualmente há um passivo de 18 mil projetos culturais apoiados pela Lei Rouanet com a prestação de contas em análise. Com as mudanças, cada projeto cultural terá uma conta vinculada no Banco do Brasil e os gastos serão lançados no Portal da Transparência do governo, o que permitirá que qualquer pessoa acompanhe o caminho do dinheiro em tempo real.
Por meio da instrução normativa, o ministério também estabeleceu um teto na captação de recursos de R$ 10 milhões por projeto, e definiu que pessoas jurídicas poderão arrecadar, no máximo, um total de R$ 40 milhões.
As alterações também criaram facilidades para os agentes culturais que investirem em projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Hoje, 80% dos projetos atendem a Estados do Sudeste. Para essas regiões, por exemplo, o teto será um pouco maior, de R$ 15 milhões, e não haverá um número máximo de projetos por empresa.
Críticas
Desde que assumiu o Ministério da Cultura, em novembro de 2016, Roberto Freire tem apontado como prioridade as mudanças das regras da Lei Rouanet. No ano passado, a Operação Boca Livre, da Polícia Federal, identificou desvios de cerca de R$ 180 milhões com fraudes durante a gestão de Dilma Rousseff.
Durante a apresentação das novas regras, o ministro fez críticas ao governo da ex-presidente e disse que, por conta das irregularidades que vieram à tona, houve uma "demonização da Lei Rouanet", colocando em risco a continuidade do programa, criado em 1991. "A lei começou a ser vista como uma lei que provocava distorções, que havia sido usada como instrumento de permanência política do grupo que estava sofrendo o processo de impeachment. Se houvesse um crescimento (desse sentimento), quem seria prejudicado seria a própria cultura brasileira", disse.
Segundo ele, as mudanças foram "a resposta que a sociedade brasileira exigiu para que a Lei Rouanet pudesse continuar". O ministro também afirmou esperar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara para investigar as irregularidades na aplicação da Lei Rouanet defina novos encaminhamentos legislativos para aprimorar as regras.
A Lei Rouanet é um dos principais programas do governo federal de incentivo à cultura, que permite que empresas e pessoas físicas descontem do Imposto de Renda valores que foram diretamente repassados a projetos culturais, como a realização de festivais de música, peças de teatro, espetáculo de dança, produção de livros, preservação de patrimônios históricos, entre outras iniciativas.

20 de março de 2017

Atelier Livre promove oficinas gratuitas



Foto: Divulgação/ PMPA
Atividades integram a programação 24 Horas de Cultura
Atividades integram a programação 24 Horas de Cultura
Integrando as atividades das 24 Horas de Cultura que ocorrem neste fim de semana, 25 e 26, no Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues (avenida Erico Verissimo, 307), o Atelier Livre da Prefeitura Xico Stockinger oferece oficinas introdutórias nas diferentes áreas das artes visuais com a orientação de artistas. Conforme a diretora do Atelier, Miriam Tolpolar, os interessados não precisam de nenhum pré-requisito. "Nas oficinas, o aluno poderá desenvolver sua criatividade experimentando inúmeros materiais, técnicas e trocando ideias", complementa a diretora. As atividades serão gratuitas e realizadas no Atelier. A exceção é a atividade Carroça, que será realizada no Parque Farroupilha (Redenção).
 
As oficinas
- Mergulho - Ministrante: Daisy Viola
Sala Pintura I - Trazer materiais básicos para pintura: papéis, tecidos, tintas, pincéis, etc
 
- Crie seu vaso - Ministrante: Cláudio Ely
Sala Cerâmica - Trazer um quilo de argila
 
- Gravura alternativa - Ministrante: Wilson Cavalcante
Sala Gravura
Trazer estilete, pregos, agulha e papéis simples (ofício A4, seda, jornal, etc)
 
- Aula Aberta de Escultura em Pedra / Demonstração - Ministrante: José Francisco Alves
Sala Escultura
 
- Vamos Desenhar e Colar? Ministrante: Ana Isabel Lovatto
Sala Desenho II - Trazer revistas velhas, cola bastão, tesoura, lápis grafite ou canetas, papel para desenho A4 ou agendas velhas, papéis diversos que possam ser recortados e colados. 

- Contorno Múltiplo: exercícios de desenho para iniciantes - Ministrante: Renato Garcia
Sala Desenho I - Trazer papéis de tamanhos variados, lápis, carvão, giz de cera ou qualquer material que tiver para desenhar.
 
- Exercícios Criativos com Papel Cordão - Ministrante: Eleonora Fabre
Sala Pintura II - Trazer estilete, tesoura e cola.
 
- Carroça
Local: No Parque Farroupilha, próximo ao Espelho D' água. 
Ação coordenada por Ana Flávia Baldisserotto
 
Outras informações e inscrições
Atelier Livre da Prefeitura Xico Stokinger
Avenida Erico Verissimo, 307
Fones: 32898057/ 8058
Horário: 9h às 12h/ 14h às 18h
alivre@smc.prefpoa.com.br
 


/qualificacao

Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

        

X Concurso Cultural 2017 FECINTER




Olá amigos, poetas e escritores.
Encontram-se abertas as inscrições para o X Concurso
"SPORT CLUB INTERNACIONAL" de Contos, Crônicas, Poesias e Histórias do Inter.
Promoção: Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional - FECI  e Casa do Poeta Latino-americano.  TEMAS: ESPORTE E LIVRE.
- Livre qualquer tema para Contos, Crônicas e Poesia.
-Esporte, para Histórias do Inter.

Os textos deverão ser enviados até dia 29/04/2017. Data da premiação: 23/06/2017.
O Regulamento encontra-se abaixo. Participe!

Blog https://www.facebook.com/feci.internacional

Marinês Bonacina
Diretora Cultural da FECI
Presidente da Casa do Poeta Latino-Americano



  FUNDAÇÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO SPORT CLUB INTERNACIONAL - FECI

Av. Padre Cacique, 891. B. Menino Deus 2º andar do Gigantinho- CEP. 90.810-240. Porto Alegre/RS.
Fone: (51) 3230.4671- 97727587- E-mail: concursofecinter@gmail.com - fecinter@gmail.com Horário: segunda a sexta-feira, das 9:00 às 18:00hs. Fundação 22/07/1976. CNPJ 90.967.241/0001-05.

X CONCURSO "SPORT CLUB INTERNACIONAL" DE CONTOS, CRÔNICAS, POESIAS e HISTÓRIAS DO INTER.

Resumo Regulamentar: Encontram-se abertas as inscrições para o Concurso "SPORT CLUB INTERNACIONAL" de Contos, Crônicas, Poesias e Histórias do Inter.
I. - TEMAS: ESPORTE E LIVRE.
2. Da Participação: Poderão participar poetas, escritores, cronistas de âmbito nacional e latino-americano em Língua Portuguesa. O conto, crônica, poesia ou histórias do Inter é de expressão livre.
2.1 - O trabalho deverá ser digitado em linha 12 Times New Roman, identificado por pseudônimo,
e deverá ser acompanhado de nome do(s) conto(s), crônica(s), poesia(s) ou história (s) do Inter, e inclusão do pseudônimo, nome real, fone e endereço completo.
2.2 - Cada participante poderá concorrer com até três trabalhos e deverão ser enviados no prazo estipulado.
3. Taxa de Inscrição: uma obra: R$20,00; trabalhos excedentes, R$ 5,00 cada. O pagamento deverá ser efetuado e o recibo do depósito enviado junto a inscrição para o endereço indicado.
Banco BRADESCO, Agência 3143, conta. 1000376-8; (conta poupança) em nome de Marinês Bonacina.
4. Das Inscrições: Os textos deverão ser enviados até dia: 29 /04 /2017.
Enviar para: Concurso Cultural da Fundação de Educação e Cultura Sport Club Internacional.
4.1 - Dos Prêmios: 1º Lugar: Troféu; 2º e 3º Lugar: Medalhas; 4º Lugar: Menção Honrosa. Certificado de participação a todos os participantes do concurso. Os prêmios serão entregues no decorrer da cerimônia de divulgação dos vencedores do concurso. Após, um Sarau Poético e um Coquetel de encerramento.
4.1 – Data da premiação: 23 / 06 /2017.
5. Comissão Julgadora: A mesma será formada por (4) membros qualificados, com conhecimento de Contos, Crônicas, Poesias e Histórias do Inter.

6. Da Aceitação: A Inscrição implica na aceitação do presente Regulamento, conforme comunicado da Coordenação. Todos os casos omissos serão resolvidos pela coordenação através de resolução ou decisões aprovadas em ata.

Ficha de Inscrição:
Autor:__________________________________________E-mail:___________________________
Pseudônimo. ___________________________ Telefone: /Celular _____________________________
Endereço:__________________________________________________________________________

Coordenação:
Marinês Bonacina                                  Cesardo Júlio Vingnochi                        Valdir Luiz Scariot                                                          
Presidente da CAPOLAT
Diretora Cultural (FECI)                         Diretor Presidente                                Diretor Vice-Presidente

Realização: CAPOLAT - Casa do Poeta Latino-Americano e departamento Cultural da FECI/INTER.                                                
                                                     Porto Alegre, 01 de março de 2017.