Postagem em destaque

Justiça cassa mandato do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

A decisão do juiz José Antonio Coitinho, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em Mandado de Segurança impetrado p...

25 de maio de 2016

Calero promete continuidade do Plano Nacional da Cultura


Volta do MinC

Em cerimônia de posse, Marcelo Calero promete "continuidade" em Plano Nacional da Cultura

Carioca assumiu o Ministério da Cultura nesta terça-feira com presença de autoridades nacionais


 

Após a decisão do governo provisório liderado por Michel Temer de voltar atrás em relação à extinção do Ministério da Cultura (MinC), Marcelo Calero, até então Secretário Nacional da Cultura na pasta subalterna ao Ministério da Educação, assumiu nesta terça-feira como o novo Ministro da Cultura. A cerimônia de posse ocorreu às 15h no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na solenidade, que contou com as presenças de Michel Temer, senador José Sarney, ministro da educação Mendonça Filho e Ministro-chefe da Casa Civil José Padilha, Calero afirmou que vai "dar continuidade do plano nacional de cultura e criar novos programas". 
– O financiamento público é imprescindível para a cultura manter seu papel na identidade nacional– refletiu. – Artistas são trabalhadores que tecem os fios que desenvolvem a economia do país – completou.
Veja como foi o discurso de posse de Calero:
Calero resgatou sua gestão como secretario de cultura no Rio de Janeiro para definir o modelo de atuação que pretende por em prática. Prometeu uma gestão "republicana" e "eficiente", nunca "a serviço de um projeto de poder". O novo ministro destacou a Olimpíada, que ocorre na capital carioca a partir do dia 5 de agosto. Segundo Calero, uma oportunidade de mostrar a "diversidade" e a "riqueza" da cultura brasileira.
Após citar a cultura nacional como "o maior legado que Deus nos deu junto com a natureza", o carioca relevou uma abordagem da cultura em "dimensão humana" como pauta nas políticas públicas:
– Apenas através da cultura nos livraremos de discursos de prática machista, racista, homofóbica e outras formas de segregação – ressaltou, arrancando palmas da plateia.
Após o discurso de Calero, o presidente interino Michel Temer pronunciou-se ao público. O presidente interino contou que o governo tem um "débito de R$ 200 milhões" com a cultura e prometeu quitá-lo em parcelas "ainda este ano". Temer também ressaltou que o MinC, previamente extinto por seu governo, era o único a receber uma solenidade de posse individual.
– Quando individualizo [a posse do] Marcelo Calero, estou homenageando toda a cultura brasileira – afirmou.
Antes de cumprir a função de secretário e, agora, ministro da cultura no governo interino, em 2015, o carioca Marcelo Calero, 33 anos, assumiu como Secretário municipal da Cultura no governo de Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro. No mesmo ano,  foi presidente do Comitê Rio450, que concentrou as comemorações dos 450 anos da capital carioca.
Ativo na carreira pública desde 2006, Calero também passou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Petrobras antes de aderir à carreira diplomática. Atuou no Departamento de Energia do Itamaraty e na Embaixada do Brasil no México.
Segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo, no último final de semana, Calero esteve reunido com Paula Lavigne, produtora e presidente da Associação Procure Saber, que reúne artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Djavan.
— Tive a melhor impressão. Ele já chegou com o caderninho para anotar o que dizíamos. Qual político recebe você com um caderninho? Ele (Marcelo Calero) me pareceu querer fazer política de Estado, não de partido. Mostrou boa vontade, pareceu querer manter o que está funcionando e falou o tempo todo que está lá fazendo parte de um governo interino — disse Paula ao jornal.