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3 de dezembro de 2015

Porto Alegre lança Mapa da Economia Criativa

Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Objetivo é identificar empresas para fortalecer a rede Objetivo é identificar empresas para fortalecer a rede
A Prefeitura de Porto Alegre, por intermédio do Gabinete de Inovação e Tecnologia (Inovapoa), em parceria com o POAdigital, promoveu nesta quinta-feira,3, o lançamento do Mapa Digital da Economia Criativa de Porto Alegre. O evento ocorreu juntamente com reunião do Comitê Municipal de Economia Criativa, criado em 2013, com a participação de 38 entidades representativas do setor. O objetivo do mapa é identificar as empresas da Economia Criativa na Capital para fortalecer a rede e as iniciativas públicas de incentivo ao setor.
 
Na abertura do evento, a secretária do Inovapoa, Maria Fernanda Bermudéz, agradeceu a presença de todos e fez um balanço das atividades do comitê neste ano. Entre as ações ela enfatizou a importância do mapa digital. “É um produto do Plano de Economia Criativa, finalizado no final do ano passado e que se complementará com o lançamento do edital para a contratação de empresa para realizar um levantamento na Capital, em 2016, das iniciativas com foco na economia criativa”, afirmou. Até o final da manhã, 103 empresas e profissionais já tinham feito o cadastro que pode ser acessado aqui.
 
O vice-prefeito Sebastião Melo lembrou a vocação de Porto Alegre para a economia criativa. “As cidades que estão dando certo no mundo são aquelas com foco muito grande na economia criativa e na inovação”, disse. O coordenador do POAdigital, Thiago Ribeiro, agradeceu a oportunidade de participação de sua equipe no projeto e mostrou as facilidades do uso da ferramenta disponível no portal do POAdigital. 
 
Economia criativa – Também foi realizado um bate-papo com três representantes  da economia criativa da cidade. Juliano Trevizan, da Semente Negócios, lembrou que ainda falta um modelo de negócios que ajude os empreendedores da área e defendeu a ampliação dos debates. “O mapa digital deverá ajudar muito nisso”, salientou. O professor Fabrício Tarouco, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), tratou das iniciativas na formação e qualificação da mão-de-obra do setor e no grande mercado potencial. “Apenas na Unisinos, são formados mais de dois mil profissionais para esse mercado, em diversas áreas, anualmente”, citou.

Para o diretor do Estúdio Nômade e coordenador do Translab, Aron Krause Litvin, não existe um modelo pronto e qualquer tipo de adaptação aos modelos já existentes pode ser prejudicial. Ele acredita que o mapa digital é uma iniciativa importante. “São negócios dinâmicos e em rede, onde o conhecimento dos diversos atores é fundamental”, destacou. As gerentes de projeto de Economia Criativa do Inovapoa Carla Zitto e Carina Bernardi também participaram das apresentações.

Mapa - Os profissionais interessados em participar da iniciativa que atuam em áreas como artesanato, artes cênicas, fotografia, arquitetura, audiovisual, software, por exemplo, podem acessar o mapa e incluir suas informações. O mapeamento da economia criativa no município terá outros desdobramentos já no inicio de 2016, com o lançamento do edital para contratação de empresa que irá promover um levantamento detalhado, em todas as 17 regiões de Porto Alegre, do modelo de negócios cujo fundamento seja a economia criativa. 
 
A iniciativa, a exemplo do mapa digital, é uma das metas traçadas no Plano Municipal de Economia Criativa, lançado no final do ano passado com o objetivo de desenvolver este segmento, proporcionando educação para as competências e a logística de criação, produção, circulação, consumo e fruição de bens e serviços criativos. O plano é resultado do trabalho do Comitê Municipal de Economia Criativa, formado em 2013, por iniciativa do Inovapoa e com a participação de 38 entidades do setor. 

A próxima atividade do comitê será um evento sobre economia criativa previsto para maio de 2016, que deverá ser organizado por meio de uma ação colaborativa de todos.
 



/inovapoa /poadigital
Texto de: Paulo Cesar Flores
Edição de: Isabel Cristina Kolling Lermen
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.