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12 de janeiro de 2015

Juca Ferreira assume MinC pela segunda vez


Juca Ferreira inicia nesta segunda-feira (12/1) uma nova gestão à frente do Ministério da Cultura (MinC). O novo ministro recebeu o cargo da ministra interina, Ana Cristina Wanzeler, em solenidade no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília (DF).
Juca FerreiraNos últimos dois anos, Ferreira foi secretário municipal de Cultura de São Paulo. Antes, ocupou o cargo de ministro da Cultura, no período de julho de 2008 a dezembro de 2010.
Em seu discurso inaugural, ele disse que ouvirá reivindicações de todos os setores culturais, a começar pelos servidores do Ministério da Cultural (MinC), que lutam por melhorias salariais e de condições de trabalho.
Juca prometeu diálogo com o Congresso Nacional, afirmando que lutará pela aprovação da PEC da Cultura, pela implantação do Vale Cultura, pelo Procultura e para que recursos do Pré-Sal sejam investidos em cultura.
Em seu discurso, disse que as atividades culturais não podem depender da vontade de grandes empresas para financiá-las. “A cultura brasileira não pode ficar dependente dos departamentos de marketing das grandes corporações”, declarou.
Juca afirmou que fará uma gestão aberta e colaborativa com os cidadãos e com “movimentos que surgiram no país nos últimos 12 anos”, e prometeu retomar a discussão da legislação de direitos autorais no país.
Com relação ao setor audiovisual, Juca declarou que vai determinar uma colaboração institucional mais intenso da Secretaria do Audiovisual com setores de produção de filmes, para “vencer o gargalo da exibição e circulação de conteúdos, garantindo a liberdade criativa para novas mídias”. Ele afirmou que o papel do Estado democrático é democratizar o acesso aos conteúdos, evitar o monopólio e ações predatórias de grandes corporações.
Histórico - Nascido em Salvador (BA), Ferreira atuou na militância estudantil, tendo sido eleito presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) em 1968. Não chegou a assumir o cargo, já que a eleição ocorreu no mesmo dia da instituição do AI-5. Atuou na resistência ao regime militar, o que lhe rendeu nove anos de exílio no Chile, na Suécia e na França. De volta ao Brasil, após a Anistia, trabalhou como assessor especial da Fundação Cultural do Estado da Bahia, onde desenvolveu diversos projetos ligados à área cultural.
Em 1981, iniciou militância na área ambiental. Em 1988, filiou-se ao Partido Verde (PV). Na década de 1990, foi secretário de Meio Ambiente da cidade de Salvador e presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente.
Foi eleito duas vezes vereador pela capital baiana, em 1993 e em 2000. Durante a segunda legislatura, em 2003, foi convidado por Gilberto Gil para assumir a Secretaria-Executiva do Ministério da Cultura, cargo que exerceu por cinco anos e meio. Com a saída de Gil, assumiu o ministério de julho de 2008 até o final do governo do ex-presidente Lula.
Em sua primeira gestão à frente do Ministério da Cultura, Ferreira trabalhou na construção de projetos de lei como o do Vale-Cultura e do ProCultura, na modernização do direito autoral e na consolidação do Programa Cultura Viva, atualmente Política Nacional de Cultura Viva, que busca fomentar atividades culturais já existentes por meio dos Pontos de Cultura e das manifestações culturais da diversidade brasileira.
Ferreira substitui a paraense Ana Cristina Wanzeler, que assumiu o Ministério da Cultura interinamente após a saída da ex-ministra Marta Suplicy, em novembro de 2014.
*Com informações do site do MinC do jornal O Globo