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9 de outubro de 2015

Divulgado o primeiro mapeamento documento do artesanato gaúcho



Financiado pelo Pró-Cultura RS – FAC, o projeto “Garimpo das Artes Artesanais RS: saberes e fazeres”, ouviu mais de 100 artesãos de 27 municípios gaúchos que trabalham com o artesanato indígena, quilombola, tradicional e de referência cultural e que na sua maioria vivem do ofício. O perfil da maioria é composta por mulheres acima de 35 anos e que vivem na zona rural.
A gestora cultural e pesquisadora Letícia de Cássia lançou no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul, a publicação digital do projeto “Garimpo das Artes Artesanais RS: saberes e fazeres”.
Financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o projeto é uma ferramenta para a gestão da cultura no Estado e contempla em um mesmo momento a pesquisa, o mapeamento e a formação de grupos em regiões descentralizadas culturalmente, as quais existem pouco ou não possuem estruturas culturais.
Durante quatro meses, Letícia e a educadora popular Marly Cuesta percorreram dez Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Coredes), representados por 27 cidades gaúchas. “A ideia é dar visibilidade ao trabalho dos artesãos, favorecendo a criação de uma nova ferramenta de gestão cultural”, disse a pesquisadora.
O Rio Grande do Sul tem uma grande diversidade de artesanato devido à mescla de grupos étnicos que viveram e vivem na região e que atravessaram continentes em busca de um futuro melhor. A relação desses povos imigrantes com os povos tradicionais habitantes da terra proporcionou uma rica cultura viva que hoje compreende a cultura rio-grandense.
A possibilidade de cultivar a terra e explorar a matéria-prima local extraída da natureza deu mais força ao trabalho artesanal que primeiramente, era destina às utilidades domésticas e, posteriormente, estendeu-se para o comércio e sobrevivência desses grupos. Do passado para o presente foram grandes transformações, indo do rudimentar ao contemporâneo e o que devemos buscar para o futuro é, talvez, o reconhecimento desse trabalho artesanal como base da cultura gaúcha.
Sobre a pesquisa:
- Mais de 100 artesãos entrevistados que trabalham com o artesanato indígena, quilombola, tradicional e de referência cultural;
- Mais da metade dos artesãos de artesanato ancestral está na zona rural do Estado;
- O perfil da maioria dos artesãos do artesanato tradicional é composto por mulheres acima de 35 anos e que vivem na zona rural do Estado;
- Quase a metade dos artesãos entrevistados tem ensino fundamental incompleto;
- Metade dos entrevistados tem contato com as políticas públicas do artesanato no Rio Grande do Sul, através do acesso ao Programa Gaúcho do Artesanato, porque fez cadastro e tem a carteira;
- A grande maioria trabalha com matéria-prima de fios e fibras naturais que ela mesma cultiva;
- A maior parte das vendas é realizada em feiras e pontos de venda.
Confira o livro Garimpo das Artes acessando http://www.garimpodasartes.art.br/publicacao-digital/