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24 de novembro de 2015

Daniela Damaris Neu vence o Açorianos de Literatura

Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Daniela recebeu o troféu e o prêmio de R$ 10 mil das mãos do prefeito
Daniela recebeu o troféu e o prêmio de R$ 10 mil das mãos do prefeito
Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Vencedor de cada categoria ganhou um troféu criado por Xico Stockinger
Vencedor de cada categoria ganhou um troféu criado por Xico Stockinger
O Som da Folha Quando Cai – Ensaio Sobre o Processo Criativo em Poesia, de Daniela Damaris Neu, foi escolhido o Livro do Ano na 22ª edição do Prêmio Açorianos de Literatura. Os vencedores das 11 categorias e também do 6º Prêmio Açorianos de Criação Literária foram conhecidos na Noite do Livro de 2015, realizada nessa segunda-feira, 23, no Teatro Renascença (Centro Municipal de Cultura). Este ano, o evento teve como foco o gênero Romance Juvenil. (FOTOS)
 
A história da grande vencedora da Noite do Livro não é muito diferente da de milhões de brasileiros. Filha de pais semi-analfabetos, trilhou um caminho diferente até conquistar a categoria máxima do Prêmio Açorianos de Literatura com sua obra. Ela recebeu o troféu e o prêmio de R$ 10 mil das mãos do prefeito José Fortunati, e se emocionou ao agradecer o reconhecimento. “Ninguém merece mais esse prêmio, e a eles também dedico o meu livro, do que os meus pais que moram lá no interior, em Agudo, e pouco ou nada sabem do que é um ensaio, uma poesia. Mas eles fizeram tudo e direcionaram toda a vida para que os filhos tivessem estudo”, declarou. 
 
Fortunati destacou que o Prêmio Açorianos é uma das mais tradicionais honrarias culturais do Brasil e que tem um papel importante no incentivo à literatura. “É uma forma de valorizar os autores gaúchos e estimular cada vez mais a produção literária no nosso estado. É uma decisão difícil para os jurados, porque a qualidade dos nossos escritores é indiscutível e muitos estão entre os melhores do país. Mas ao mesmo tempo é uma competição muito saudável, porque permite a confraternização desses autores e coloca suas obras na vitrine, numa posição de destaque pelo simples fato de terem sido indicadas para uma das premiações máximas da literatura no Sul do país”, afirmou o prefeito. 
 
O coordenador do Livro e Literatura de Porto Alegre, Márcio Pinheiro, também ressaltou que o prêmio é o mais importante e de maior repercussão entre livreiros, editores, autores, escritores e designers gaúchos. Ele lembrou que o evento também tem o olhar voltado para os futuros leitores e uma preocupação com a continuidade do projeto. “O Prêmio Açorianos de Literatura tem história, um presente, mas não vai ser nada se não tiver um futuro. Então temos que mirar nesse novo leitor, nessa pessoa que ainda não descobriu ou que está descobrindo a leitura e precisa entender a importância do livro, que é o maior elemento civilizador da humanidade”, concluiu Pinheiro.
 
Neste ano, o 6º Prêmio Açorianos de Criação Literária teve como foco o gênero Romance Juvenil, comprovando a preocupação com o leitor do futuro. O vencedor foi o livro de Caio Riter, Cecília que Amava Fernando. “Nós que escrevemos para crianças e adolescentes apostamos na formação de novos leitores. Sem eles, não teremos leitores adultos e nós, escritores, não teremos razão de ser”, disse Caio.
 
Na categoria Infanto-Juvenil, uma homenagem ao escritor Hermes Bernardi Jr, que faleceu no último fim de semana e foi lembrado como um dos colaboradores da Coordenação do Livro e Literatura da Secretaria Municipal da Cultura. Neste ano, ele doou parte de seu acervo para a biblioteca da coordenação. Com o livro Eu é Um Outro, ele venceu na categoria que era finalista. O troféu foi entregue ao seu irmão, Paulo Roberto Bernardi.
 
O secretário municipal de Cultura adjunto, Vinícius Cáurio, também participou da Noite do Livro, que teve apresentação de Shana Müller.
Vencedores por categoria:
 
Capa
Desordem, de Fernanda Chemale e Gisela Rodriguez. Capa de Flávio Wild.
 
Projeto gráfico
Poema das Quatro Palavras, de Airton Cattani. Projeto gráfico do autor.
 
Infantil
A História Mais Triste do Mundo, de Mário Corso. Ilustrações de Bruna Assis Brasil.
 
Infanto-Juvenil
Eu é Um Outro, de Hermes Bernardi Jr. 
 
Crônica
Tomo Conta do Mundo - Conficções de uma Psicanalista, de Diana Corso.
 
Conto
Quebrantos e Sortilégios, de Ivo Bender.
 
Poema
O Perdão Imperdoável, de Maria Carpi.
 
Narrativa longa
Volto Semana que Vem, de Maria Pilla.
 
Ensaio de literatura e humanidades
O Som da Folha Quando Cai - Ensaio Sobre o Processo Criativo em Poesia, de Daniela Damaris Neu.
 
Especial
Julio Reny - Histórias de Amor & Morte, de Cristiano Bastos.
 
Prêmio Açorianos de Criação Literária (Romance Juvenil)
Cecília que Amava Fernando, de Caio Riter.
 
Livro do Ano de 2015
O Som da Folha Quando Cai - Ensaio Sobre o Processo Criativo em Poesia, de Daniela Damaris Neu.
 
Homenagem - Destaques Literários
Projeto Leitor de Rua, de Marô Barbieri – Primeira edição em 2010. Promove atividades de leitura em espaços públicos das cidades gaúchas.
 
Projeto Autor Presente, do Instituto Estadual do Livro (IEL) – Criado em 1972. Leva autores convidados até escolas, lares para idosos, penitenciárias, etc, para promover atividades literárias e a interatividade entre leitores e escritores.
Sobre o Prêmio Açorianos de Literatura - Uma das mais tradicionais honrarias culturais no país, com 22 edições realizadas desde 1994, o Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil tem como objetivo reconhecer, divulgar e estimular a produção de autores, artistas gráficos e editoras da Capital e do interior do estado. 
 
Em 2015, 225 obras foram avaliadas por 27 jurados nas categorias conto, crônica, poema, especial, infantil, infanto-juvenil, ensaio de literatura e humanidades, narrativa longa, capa e projeto gráfico. O vencedor de cada categoria recebeu um troféu criado pelo saudoso artista plástico Xico Stockinger, e o autor do Livro do Ano recebeu R$ 10 mil.
 
O Prêmio Açorianos de Criação Literária, que desta vez teve como foco a literatura juvenil, é voltado para textos inéditos de autores nascidos ou residentes no Rio Grande do Sul, sejam eles consagrados, iniciantes ou ainda desconhecidos do grande público. O primeiro colocado, dentre três finalistas, tem a sua obra lançada no ano seguinte pela Editora da Cidade/SMC e também recebe o troféu e o prêmio em dinheiro. 
 
Em 2015 (6ª edição), foram 15 obras julgadas por três especialistas no segmento. Eles atestam a relevância da narrativa longa destinada ao público adolescente e o alto nível dos trabalhos apresentados. 
 
Durante a “Noite do Livro”, cerimônia de confraternização da comunidade literária e entrega dos prêmios, também são anunciados dois destaques literários. A homenagem é feita a profissionais, projetos e instituições que contribuem para o estímulo ao setor na capital gaúcha, e que também recebem o Troféu Açorianos em reconhecimento pelos serviços prestados. 
 


/acorianos_literatura
Texto de: Melina Fernandes
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.