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7 de março de 2015

Iphan aprova três novos bens como patrimônios culturais

Na última quinta-feira (5/03), em São Paulo, durante a 78ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), três bens foram aprovados como patrimônio cultural do Brasil.
sesc pompeia
Um deles é o assentamento comunitário Remanescentes do Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), planejado para dar apoio à construção da futura capital do Brasil. Apesar do prédio do hospital não existir mais, os barracões de madeira que abrigavam os funcionários e integram o conjunto arquitetônico constituem-se como elementos representativos da história da construção de Brasília.
Cercado por um bosque e apresentando técnicas construtivas do modernismo, o hospital foi inaugurado em julho de 1957 e teve sua atuação reduzida a partir de 1966, quando passou a funcionar como Posto de Saúde, sendo completamente desativado em 1973 – após a abertura do Serviço de Saúde na Cidade Satélite Núcleo Bandeirante no ano de 1967.
O Sesc Pompeia é considerado um marco da arquitetura brasileira por seus valores técnicos e estéticos, em especial pelas intervenções em sua estrutura, desenvolvidas por Lina Bo Bardi, também integrará a lista de bens culturais protegidos pelo governo federal.
A obra começou em 1986 e durou nove anos. A primeira parte começou em 1977 e consistiu em adaptar os galpões de tijolos para o uso da população. O centro de lazer, que inclui oficinas de artesanato, biblioteca, salão de convivência, entre outros, ficou pronto primeiro, em 1986. Meses depois vieram os blocos esportivos: dois prédios ligados por passarelas que concentram as atividades físicas, como quadras, piscina e salão de ginástica.
O complexo é, desde 2009, tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). Agora, foi integrado ao patrimônio cultural nacional por seus valores técnicos e estéticos e também por ser considerado um marco da arquitetura do Brasil.
Já o Teatro de Bonecos do Nordeste tornou-se uma tradicional brincadeira durante o período de colonização do Brasil. Amplamente conhecido como mamulengo, em cada contexto se desenvolveu de forma diferenciada, por isso, possui diversas denominações: Cassimiro Coco, no Maranhão e Ceará; João Redondo e Calunga no Rio Grande do Norte; Babau na Paraíba; Mamulengo em Pernambuco. Além de ter sipo aprovado por unanimidade pelo Conselho, foi inscrito no Livro de Formas de Expressão do Patrimônio Cultural Brasileiro.
A brincadeira começa com a montagem da empanada, uma espécie de barraca. Depois disso, os brincantes se colocam na parte de trás e então começa o espetáculo com os bonecos em cena e a introdução de um texto poético, a loa. Além da narrativa, a peça contém elementos surpresas, sugeridos, muitas vezes, pelo mestre a partir de um conhecimento prévio sobre o público, por exemplo.

Veja a lista completa dos patrimônios culturais tombados pelo Iphan:

Acervo do Museu de Arte Contemporânea
Acervo histórico da Discoteca Oneyda Alvarenga, no Centro Cultural São Paulo
Casa da Sede do Sítio Mirim
Casa Grande do Tatuapé
Coleção de arte antiga e religiosa do Museu de Arte Sacra
Acervo do Masp
Prédio do Masp
Coleções de artes visuais, arte religiosa e popular, da Revolução de 1932 e do arquivo do escritor Mário de Andrade
Acervo e a área do Museu do Ipiranga e do Parque da Independência
Sítio dos Morrinhos
Estação Luz
Igreja da Ordem Terceira do Carmo
Igreja de São Miguel
Imagem de Nossa Senhora da Purificação
Imagem de Nossa Senhora das Dores feita por Aleijadinho
Imagem de Nossa Senhora do Rosário feita por Aleijadinho
Imagem de São José feita por Aleijadinho
Casa de Warchavchik na Rua Itápolis
Casa Modernista de Warchavchik na Vila Mariana
Casa de Warchavchik na Rua Bahia
Mosteiro da Luz

*Com informações do site do MinC e do G1