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7 de setembro de 2016

Oficina resgata os nós de lenços de maragatos e chimangos

Foto: Divulgação/PMPA

Além da técnica, participantes aprendem um pouco mais sobre os gaúchos
Além da técnica, participantes aprendem um pouco mais sobre os gaúchos
A cultura gaúcha, com seus usos e costumes, é muito rica, mas foi a técnica dos diferentes tipos de nó de lenço usados por maragatos, chimangos e pica-paus, na época de Revolução Farroupilha, o tema escolhido por Roges Lírio, capataz do Piquete Morandi, para ensinar na oficina realizada nesta quarta-feira, 7, dentro da programação de atividades oferecida pelo projeto Turismo de Galpão ao público visitante do Acampamento Farroupilha.
 
Lírio demonstrou em detalhes como são feitos os cinco principais tipos de nós usados pelos gaúchos em seus lenços vermelhos e brancos, cores que identificavam respectivamente os federalistas maragatos e os republicanos chimangos, grupos políticos predominantes no estado no século 19. E não ficou de fora o nó dos lenços verdes dos chamados pica-pau, apoiadores dos chimangos, e os de duas cores, usados pelos carijós que não se alinhavam com nenhum grupo político. “Os que ficavam em cima do muro”, brincou o coordenador da oficina.  As diferentes dobraduras nos coloridos tecidos de cetim e os vários enlaces até chegar ao desenho final específico de cada nó prenderam a atenção dos mais de 30 participantes da oficina, entre adultos, jovens e até de crianças muito atentas.
 
Nó errado - Um dos ensinamentos da oficina, o de que maragatos e chimangos usavam não apenas lenços de cor diferente, mas também tipos de nós específicos, desafiou Cleber da Cruz. Integrante de um centro de tradições gaúchas, e inscrito há cerca de um mês para a oficina, descobriu que mesmo simpatizante dos maragatos, vinha usando no lenço vermelho um tipo de nó chimango. Por isso assumiu o desafio de fazer na oficina o nó mais complicado e difícil: o nó Farroupilha, que era usado por Bento Gonçalves, um dos líderes da Revolução Farroupilha que buscava a independência da província do Rio Grande do Sul do Império do Brasil. As mulheres também fizeram suas descobertas. “ Alguns nós ficarão muto bem em echarpes e mantas”, concluiu Michele Hilbert, catarinense que se mudou para a capital gaúcha há cerca de três anos. 
 
Inscrições - As oficinas do projeto Turismo de Galpão  são diárias e ocorrem até o dia 20. A maioria das atividades é gratuita, e algumas terão intérprete para inglês e espanhol. A programação completa do Turismo de Galpão pode ser acompanhada pelo site www.portoalegrecriativa.info.
 
As inscrições para as oficinas e atividades do Turismo de Galpão devem ser feitas no Espaço de Hospitalidade, localizado próximo à entrada principal do Parque Harmonia, ao lado do Centro de Eventos Casa do Gaúcho. O local é o ponto de referência e de informações sobre toda a programação e de recepção aos visitantes que são atendidos por recepcionistas que dominam outros dois idiomas (inglês e espanhol). Ali também são disponibilizados materiais impressos sobre as atividades, mapa com a localização dos galpões que participam do Acampamento Farroupilha, além de informações turísticas da cidade. O Espaço de Hospitalidade do Turismo de Galpão funciona diariamente, das 9h às 22h.


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Texto de: Eliana Zarpelon
Edição de: Jandira Davila Feijó
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.