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23 de novembro de 2016

Museu Antropológico do Rio Grande do Sul abre exposição sobre a cultura negra


Na próxima quinta-feira (24), o Museu Antropológico do Rio Grande do Sul inaugura a exposição “Cruzando Territórios Negros”. Composta por objetos de religiões afrobrasileiras, fotos, documentos e laudos técnicos antropológicos, a mostra acontecerá até o final de janeiro do ano que vem na Sala Múltiplos Usos (2º andar) do Memorial do Rio Grande do Sul. As visitações podem ser feitas de terças à sábados, das 10h às 18h, e domingo, das 13h às 17h.
Cruzando Territórios Negros é a releitura de um projeto de 1995 do Museu Antropológico do Rio Grande do Sul, que integrou os eventos “Zumbi, 300 anos” promovido pela Secretaria de Estado da Cultura. A ideia agora é compreender e mostrar as mudanças ocorridas nesses 21 anos, readequando o olhar especialmente no que diz respeito às promoções de políticas públicas, cidadania e direitos dos brasileiros afrodescendentes.
Vale lembrar que, naquele ano, aconteciam as primeiras pesquisas para identificar comunidades negras que se enquadrassem no artigo 68 das Disposições Transitórias da então recente Constituição Federal de 1988. O objetivo era criar dispositivos em discussão no Congresso Nacional sobre os direitos às terras quilombolas.
A pesquisa conta com o trabalho e colaboração de pesquisadores antropólogos convidados (Joasiane Abrunhosa da Silva, Jaqueline Pólvora, Iosvalvyr Bittencourt e Rodrigo Venzón), bem como a historiógrafa Neiva de Abreu Fernandes, antropólogos do MARS (Miriam Chagas, Walmir Pereira e Maria Helena Sant’ana), o Núcleo de Estudo de Identidades e Relações Interétnicas (NUER) da UFSC e da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). A atual montagem tem como apoiadores o Memorial do Rio Grande do Sul, o Museu Antropológico do Rio Grande do Sul e a CMPC Celulose Riograndense.