Postagem em destaque

Justiça cassa mandato do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

A decisão do juiz José Antonio Coitinho, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em Mandado de Segurança impetrado p...

27 de julho de 2014

Os 190 anos da chegada dos alemães ao Rio Grande do Sul


 
Dança Folclórica Alemã: a identidade cultural de um povo sendo cultuada, preservada e corretamente divulgada


No dia 25 de julho de 2014 comemora-se os 190 anos da chegada dos imigrantes alemães ao Rio Grande do Sul. Foi no período compreendido entre os anos de 1824 e 1830 que o Major Schaefter encarregou-se de encaminhá-los para os diversos pontos do país. No Sul, foi na Colônia de São Leopoldo, fundada aos 3 de maio de 1824, que os alemães fixaram-se inicialmente.

Mas, também foram para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Espírito Santo. Dom Pedro I, cuja esposa D. Leopoldina, Arquiduquesa d’Áustria, era alemã, derrubou as barreiras colonizadoras e chamou os alemães para ajudarem na formação de nosso país. Assim, a economia do Rio Grande deixaria de estar baseada somente na pecuária, para ser também agrícola. E o primeiro grupo de alemães, composto de 39 imigrantes, chegou ao Rio Grande do Sul aportando no Rio dos Sinos, na antiga Real Feitoria do Linho e do Cânhamo, na data de 25 de julho do ano de 1824.

Como nos alerta Salvador Lamberty, devemos todos lembrar que o povo alemão foi ordeiro e contribuidor para a construção do Estado, promovendo e participando da grande diversidade cultural que forma o povo sul-rio-grandense e brasileiro. Embora muitas vezes isolados pela língua, os alemães colaboraram com os sul-rio-grandenses em diversos momentos da História.

Na Revolução Farroupilha, por exemplo, contribuíram com o fornecimento de gêneros alimentícios ao Movimento Revolucionário. Mas é na área cultural que os alemães deram sua maior contribuição. Citaremos, a seguir, alguns exemplos da influência cultural alemã na cultura sul-rio-grandense e brasileira: as associações, revelando o comportamento sociológico de uma população eminentemente gregária, como as “Vereine” de esporte, caça, pesca, escotismo, canto, excursionismo, tiro ao alvo; as picadas coloniais e os grandes centros urbanos teuto-brasileiros, com todos os tipos de esporte e artes; bandas de música, orquestras, corais, artes plásticas, escolas, jornais, boletins, revistas, almanaques, edições em língua alemã, livrarias, oficinas gráficas, impressoras; as associações de caixeiros viajantes; o pioneiro clube de futebol, o “Fuss-Ball” – Grêmio -, como os de regata, natação, vôlei, barras, alteres, trapézio; na área da alimentação o café colonial, com trinta iguarias diferentes, o lanche, a doçaria e a cozinha, com porco em várias maneiras; verduras, salsichas, chucrutes; o pinheiro como Árvore de Natal; os cancioneiros, as festas, as novas bebidas; as fábricas de cerveja – Baden, Bopp, Sassen -, o capilé, as cachaças, as bebidas doces, os melados e as misturas na arte do copo; o trigo, os Kerbs, com três dias de festa; os chopes, o vinagre na comida, os picles, os ovos duros para servir com cerveja; o gosto pelos bailes e pela música; a contribuição nas danças gaúchas com os “chótis” comuns e o de Duas-damas.

Enfim, foram muitas as contribuições culturais dos imigrantes alemães e seus descendentes, por meio das suas importantes participações nessa diversidade de culturas que forma o Povo Sul-rio-grandense e Brasileiro. Ao cumprimentar a todos, o faremos como fez a Professora Maria Luiza Rauber Schuster, Vice-presidente da Cultura do Centro Cultural 25 de Julho, da cidade de Santa Cruz do Sul-RS, no ano de 2007: “Viele Danke für alle!”. Aos alemães e seus descendentes, os devidos agradecimentos do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul!

Fonte! Este chasque (com o retrato) é de autoria de José Itajaú Oleques Teixeira, Brasília/DF, publicado no sítio tradicionalista BOMBACHA LARGA. Abra as porteiras clicando em www.bombachalarga.org.

Retirado do blog Sítio do Gaúcho Taura