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27 de fevereiro de 2014

Dez anos depois da inauguração, Complexo Cultural Porto Seco segue inacabado

VIA ZERO HORA:


Ausência da obra definitiva faz com que não haja segurança durante o ano


Dez anos depois da inauguração, Complexo Cultural Porto Seco segue inacabado Divulgação/Prefeitura Municipal Porto Alegre
 
Estruturas dos Camarotes e arquibancadas recebem ajustes finais nesta semana Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal Porto Alegre
Dez anos depois de sua inauguração, em 2004, o sambódromo do Complexo Cultural Porto Seco segue como uma obra inacabada.
Às vésperas de uma das maiores festas da cultura popular, a falta de uma estrutura fixa ainda atrasa a obtenção do alvará do plano de prevenção contra incêndios (PPCI) e frustra os sambistas.
A estrutura temporária — montada e desmontada a cada Carnaval — é a situação que mais desagrada os usuários do espaço. Em função disso, decorrem outros problemas: a ausência da obra definitiva faz com que não haja segurança durante o ano, o que permite a ação de vândalos e saqueadores.
Só para restaurar a parte elétrica dos barracões e deixá-los em condição de uso, com extintores e demais itens exigidos pelo PPCI (concedido mediante liminar judicial), a prefeitura teve que gastar R$ 300 mil em 2014. Soma-se a este valor o custo de R$ 3 milhões, que é o gasto anualmente com a colocação e retirada das arquibancadas. Juntas, essas cifras representam pelo menos R$ 30 milhões em uma década, valor que seria suficiente para iniciar a obra das estruturas permanentes.
Comandante-geral do Corpo de Bombeiros, o tenente-coronel Adriano Krukoski diz que o Carnaval irá acontecer independentemente da vistoria da corporação, que ocorre na tarde desta quinta-feira.
— A inspeção pode apontar uma série de inconformidades, mas o Carnaval ocorre igual — assegura, baseando-se na decisão liminar da Justiça.
Para minimizar os problemas do Porto Seco, o secretário municipal da Cultura, Roque Jacob, renova um compromisso antigo: a licitação para a contratação de empresas de engenharia ocorrerá até abril. Acostumado a ouvir promessas, Juarez Gutierrez, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa), diz que, desta vez, está otimista.
— O poder público acabou não priorizando por ser uma obra cara. Sabemos que há outras prioridades. Mas hoje não se justifica mais a obra não iniciar — diz, acrescentando que, em todos esses anos, nunca houve verba garantida antes.
Presidente do Império da Escola Zona Norte, Antônio Ademir de Moraes, o Urso, acredita que a estrutura dos barracões melhorou a condição dos carnavalescos em relação ao que era há uma década atrás. Aponta, no entanto, que a falta de estrutura fixa afasta os investimentos privados:
— Se houver vontade política, acontece, vide o que aconteceu com as estruturas temporárias da Copa no Beira-Rio.
Os ensaios no escuro até as vésperas do desfile e a falta de ônibus extras para os dias da Muamba são outros pontos críticos lembrados pelo diretor do barracão da União da Tinga, Jandir Rodrigues.
— O pessoal está desacreditado com as promessas — afirma Rodrigues.

Desfiles oficiais
28 de fevereiro - Desfile do Grupo Especial (Samba Puro, Unidos de Vila Isabel, União da Vila do IAPI, Estado Maior da Restinga e Bambas da Orgia)
1º de marco - Desfile do Grupo Especial (Imperatriz Leopoldense, Imperatriz Dona Leopoldina, Embaixadores do Ritmo, Acadêmicos de Gravataí, Império da Zona Norte e Imperadores do Samba)
2 de março - Desfile do Grupo Intermediário A (Tribo Os Guaianazes, Tribo Os Comanches, Império do Sol, Unidos do Capão, Unidos do Guajuviras, Praiana, Copacabana, Protegidos da Princesa Isabel e Acadêmicos de Niterói)
3 de março - Grupo de Acesso (Unidos de Vila Mapa, Os Filhos da Candinha, Glória, Acadêmicos da Orgia, Apito de Ouro e Realeza).
4 de março - A apuração
8 de março - Desfile das campeãs.

ZERO HORA - Prefeitura de Porto Alegre