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24 de junho de 2014

Piquete faz resgate histórico no Acampamento Farroupilha

Foto: Luciano Medina/Divulgação PMPA
Rancho de couro é atração no local Rancho de couro é atração no local

 
A rusticidade de um rancho de couro, similar aos erguidos pelos índios charruas que viviam na Região do Pampa, no século XVIII, antes mesmo da demarcação das fronteiras entre a região Sul do Brasil, a Argentina e o Uruguai, está à disposição dos turistas para visitação no Espaço Cultural Aporreados do 38 do Acampamento Farropilha Extraordinário da Copa do Mundo 2014.

Responsável pela iniciativa, o produtor cultural Nito Almeida conta que o rancho é uma referência à época retratada no filme O Tempo e o Vento, em que os índios viviam como nômades e para se abrigar cobriam as cabanas erguida de pau-a-pique com o couro do gado selvagem, após a caça e o abate. O couro também era utilizado na confecção da maioria dos utensílios do homem rural.
 
Em exposição permanente durante o Acampamento Farroupilha, somente no ano passado o Piquete recebeu a visita de 60 mil pessoas.
 
Abraço ao Rio Grande
 
Outro projeto realizado pelo Piquete Aporreados do 38 foi o Abraço no Rio Grande. A iniciativa começou em 2004 em Torres. Desde lá, um grupo de 15 pessoas participou por oito anos de uma cavalgada que percorreu toda a linha de fronteira do Estado. Durante dez dias do mês de janeiro nos anos seguintes, o grupo cavalgou trechos de 400 quilômetros até completar toda a fronteira, sempre retomando de onde parou no ano anterior. De Torres, o grupo seguiu para Esmeralda, depois para Vicente Dutra, Garruchos, Ulha Negra, Cassino, Capão da Canoa e retornou novamente à Torres.
 
"Foi um fato histórico e contemporâneo", afirmou Nito, acrescentando que foi a primeira volta à cavalo da história do Estado, sempre por municípios limítrofes, desenhando de forma simbólica um grande abraço no Rio Grande. O grupo cruzou os quatro quadrantes, passando pela serra, planalto, fronteira e litoral, percorrendo mais de 2.880 quilômetros à cavalo.

O projeto foi desenvolvido para colher informações das tradições e folclores, das etnias, vocabulários, indumentárias, lendas e crenças de cada região do Rio Grande do Sul. Agora, a meta é reunir todas as informações em um publicação.  


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Texto de: Catarina Gomes
Edição de: Elio Angelino Bandeira Filho
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.