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10 de setembro de 2014

A história e o sabor do charque são apresentados no Acampamento

A forte relação do gaúcho com o charque vai além da gastronomia. O produto foi um dos fatores preponderantes no importante episódio da história do Rio Grande do Sul que o Acampamento Farroupilha comemora: a Revolução Farroupilha. O Departamento de Tradições Gaúchas (DTG) Morro da Tapera, da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), contou na noite desta terça-feira, 9, essa ligação da cultura gaúcha com o alimento. A oficina faz parte da programação do projeto Turismo de Galpão.
Banners expostos no galpão do DTG conduziram a apresentação, com fotos e textos em português e inglês repletos de detalhes curiosos, contando como o charque entrou na história do estado. A introdução da carne salgada e seca ao sol no Rio Grande do Sul aconteceu em 1780 pelo português José Pinto Martins - que conheceu o produto no Ceará. Na sequência, iniciou-se o ciclo das chaqueadas, propriedades que se desenvolveram em Pelotas e de onde saía a maior parte da riqueza que circulava no RS no século XVII, e a crise do charque provocada pela concorrência do produto vindo do Uruguai e da Argentina que motivou a revolta dos gaúchos contra o Império.
Encerrada a aula de história da oficina, o próximo passo foi a parte prática com a demonstração de como é preparado o arroz de carreteiro, tradicional prato da culinária gaúcha cujo principal ingrediente é o charque, que pode ser degustado pelos participantes da atividade. Os visitantes também experimentaram pães caseiros e cucas recheadas assados na hora.
Descobertas - Em Porto Alegre a trabalho, a brasiliense Ceres Noleto aproveitou o tempo livre para conhecer melhor a cidade e a cultura gaúcha. “Fui aconselhada a vir ao Acampamento, mas não tinha noção de como é grande. Estou feliz por ter um evento desta dimensão aqui no Brasil, onde todos estão empenhados em divulgar o Rio Grande do Sul”, disse. A ligação histórica do charque também foi uma descoberta para a brasiliense. “A oficina foi muito interessante, bem didática e é possível ter uma noção geral de tudo”, comentou. Quanto ao prato típico, Ceres relevou que irá repetir a receita em casa. “Tentarei fazer, não sei se irá ficar tão bom. O ideal é levar a Rita (a chef) junto comigo para Brasília”, brincou.
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o papel do charque na vida e na história do gaúcho tem ainda duas oportunidades. A oficina oferecida pelo Piquete Morro da Tapera será reeditada na próxima terça-feira, 16, a partir das 20h. A oficina é gratuita e os visitantes recebem ainda uma cartilha bilíngüe que, além da aula de história, apresenta a receita do verdadeiro carreteiro gaúcho. Informações e inscrições estão disponíveis no Galpão da Hospitalidade, que funciona diariamente no Acampamento Farroupilha, das 9h às 22h. A programação também está disponível emwww.portoalegrecriativa.info/site/turismo_de_galpao.



/acampamento_farroupilha
Texto de: Cristiane Serra
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.