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8 de setembro de 2014

Mineiros vivem ritual do churrasco gaúcho no Turismo de Galpão

Foto: Divulgação/PMPA
Lições começam na escolha da carne e vão até os detalhes do preparo Lições começam na escolha da carne e vão até os detalhes do preparo
Foto: Divulgação/PMPA
Rodrigo e Ana Carolina aproveitaram para conhecer segredos do churrasco gaúcho Rodrigo e Ana Carolina aproveitaram para conhecer segredos do churrasco gaúcho
Da escolha dos cortes de carne no açougue à preparação do fogo de valeta com pedaços de lenha, espetar e salgar as carnes e arrumar os espetos sob o fogo, nada escapou do mineiro Rodrigo Lessa, que não pensou duas vezes para fazer a oficina de churrasco oferecida no domingo, 7, pelo piquete Tropa Gaúcha, dentro do projeto Turismo de Galpão, no Acampamento Farroupilha. Preparar e saborear um churrasco com a família e os amigos em Belo Horizonte não é novidade para Rodrigo e sua mulher, Ana Carolina Bretas. Mas o ritual é diferente. “Utilizamos mais a grelha, como nas parrilhas, e assamos pedaços menores de carne, diferente daqui. Adoro fazer churrasco, e não poderia deixar passar a oportunidade para aprender um pouco sobre o principal prato da culinária gaúcha”, comenta o engenheiro civil, que mora há nove meses na capital gaúcha em função do trabalho. (fotos)
Segredos da carne  Sempre sob a orientação do patrão Aloísio Rodrigues Gonçalves, que ministra a oficina, Rodrigo aprendeu, na hora de escolher as carnes no açougue do próprio Acampamento, que a costela deve ser gorda, “porque é a mais saborosa”, e o corte mais largo “para que líquido da carne não escorra tão rápido ajudando na maciez da carne”. Muito atento a todos os passos, o mineiro aprendeu também que o sal grosso não deve ser esfregado na carne, e que o excesso deve ser removido apenas batendo o espeto. Outra dica, fundamental: “Aprendi que nunca se deve deixar a carne de gado secar, enquanto as de porco e de frango ficam melhores bem assadas”.
No ambiente descontraído e acolhedor do piquete da família Rodrigues Gonçalves, Rodrigo e Ana Carolina viveram momentos de muita interação com a cultura, os usos e costumes dos gaúchos. “Me senti muito à vontade, e quebrou a impressão que eu tinha de que os gaúchos são pessoas fechadas. Não são, não; se parecem com os mineiros, muito alegres e festeiros”, diz Ana. “Tá valendo a pena. Este evento é um ótimo programa, permite que a gente se integre com outra cultura diferente do Sudeste do país”, completa Rodrigo, que já decidiu: “Vou voltar na semana que vem”. Ana, que veio a Porto Alegre curtir o sábado e o domingo com o marido, também já tem planos: “No primeiro fim de semana que ele estiver em Belo Horizonte, vai ter churrasco gaúcho para a família e amigos”.
São muitas e variadas as oficinas abertas a visitantes do Acampamento Farroupilha. Dentro da programação do projeto Turismo de Galpão, há atividades que são dicas sobre chimarrão, receitas de carreteiro, técnicas de afiação de facas, de montaria, além de oficinas de danças, sobre causos e lendas gaúchas, entre outras.  Até o final do Acampamento Farroupilha o projeto terá oferecido mais de 140 oficinas ao público que pode conferir a programação completa está em www.portoalegrecriativa.info.
Galpão da Hospitalidade – Quem estiver no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia) encontra todas as informações do projeto no Galpão da Hospitalidade, local onde também são feitas as inscrições para as oficinas. Localizado próximo à entrada principal do parque, ao lado do Centro de Eventos Casa do Gaúcho, o galpão funciona diariamente, das 9h às 22h, com equipe de recepcionistas e intérpretes, espaço de convivência e material impresso com a programação das oficinas nas versões português, inglês e espanhol. Localizar o espaço é fácil: para orientar o público, 30 placas com indicações em três idiomas sinalizam o acesso ao Galpão da Hospitalidade, e os 52 piquetes e entidades tradicionalistas preparados para receber turistas em oficinas são identificados com o Selo Turismo de Galpão, exibido na área externa dos galpões.



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Texto de: Eliana Zarpelon
Edição de: Jandira Davila Feijó
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.