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13 de agosto de 2013

Conselho cobra agilidade na conclusão do Plano de Cultura

Foto: Ederson Nunes
Guimarães disse haver falta de vontade política da prefeitura
Foto: Ederson Nunes
Caurio se comprometeu em concluir o PMC até o fim de 2013

Comissões


A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) tratou do Plano Municipal da Cultura (PMC) de Porto Alegre na tarde desta terça-feira (13/8). Em reunião na Câmara, o Conselho Municipal da Cultura (CMC) cobrou agilidade da prefeitura na elaboração do PMC, que estabelece diretrizes e metas para a área cultural pelo período de dez anos. Segundo o presidente do CMC, Paulo Guimarães, falta vontade política por parte da administração municipal.

“Os conselheiros colocaram o dia 30 de setembro como prazo final, mas isto vai demandar esforços, com material humano e recursos, o que até agora ainda não tivemos. Inclusive, a conclusão do plano não foi colocada como prioridade do início da atual gestão”, afirmou Guimarães.
“Desde 1995, já fizemos nove conferências para discutir o plano. Tudo o que a sociedade pediu foi reunido num texto básico, aprovado pelo Conselho. Precisamos da conclusão do plano já, até para que Porto Alegre comece a receber logo os recursos do Ministério da Cultura para implantar as políticas culturais”, disse ainda o presidente do CMC.

Representando a Secretaria Municipal da Cultura (SMC), o secretário-adjunto Vinícius Caurio lembrou que a prefeitura tem ainda dois anos de prazo para concluir o plano. Entretanto, afirmou que todos os esforços estão sendo feitos para que a conclusão ocorra ainda em 2013. “Foi um compromisso assumido pelo vice-prefeito Sebastião Melo”, garantiu.

Decano do CMC, o conselheiro Hans Baumann pediu que o plano contemple a criação das Casas de Cultura. “É uma medida aprovada em cinco conferências municipais, mas que não foi implantada. Necessitamos destes espaços para termos um lugar para a cultura nas vilas.”

O vice-presidente Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul (Aecpars), Dilmair Santos, reclamou do sucateamento do Complexo Cultural do Porto Seco. “Desde 2004, está cada vez mais sucateado. Além de outros problemas, falta de segurança. Se é um patrimônio do município, a Guarda Municipal tem que estar lá. Tem que ter um comprometimento da prefeitura. Os barracões estão sendo roubados. As escolas tiveram que fazer um mutirão para garantir a segurança”, informou.

Como encaminhamento, a presidente da Cece, Sofia Cavedon (PT), pediu que o Conselho aprove uma minuta, que poderá servir como texto-base para o PMC. “Com a ata da reunião, poderemos cobrar da prefeitura a conclusão do plano”, explicou. Além da vereadora, também estiveram presentes o vice-presidente João Derly (PCdoB) e Tarciso Flecha Negra (PSD).

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)
Edição: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)