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4 de março de 2014

Escolas do Grupo de Acesso encerram desfiles sob chuva

Foto: Joel Vargas/PMPA
A Realeza foi a última escola a entrar na passarela.
A Realeza foi a última escola a entrar na passarela.
A disputa por um lugar no Grupo Intermediário A começou às 23h, quando a Unidos da Vila Mapa entrou no sambódromo com a missão de apresentar a vida e obra do poeta Mario Quintana, que faleceu em 1994, com 87 anos. Os cerca de 700 integrantes, divididos em 15 alas, percorreram a avenida dentro do tempo regulamentar: 50 minutos. Com dois carros alegóricos, representando publicações do autor, a escola evoluiu sem percalços.
A segunda escola do Grupo de Acesso a evoluir na passarela do samba foi a Filhos da Candinha, com o enredo “No bailar dos ventos, na caminhada eu venci”, dedicado à ialorixá Viviane de Yansã. A mãe de santo apresentou-se como destaque no segundo carro, chamado Panteon dos Orixás. Os 520 integrantes dividiram-se em nove alas. Do total de componentes, 150 eram crianças. A escola ultrapassou um minuto do tempo estipulado para atravessar o sambódromo.
A Escola de Samba da Glória estreou no Grupo de Acesso alertando para os riscos do aquecimento global. Logo nos primeiros minutos da apresentação do enredo “No voo da borboleta, a Glória é o sonho de um mundo melhor”, começou a chover. As 11 alas abordaram aspectos relacionados à elevação do nível dos mares, a queimadas, à poluição e ao derretimento de geleiras. Mesmo sob a chuva, os 700 componentes cantaram o samba, cuja letra ressalta que a luta por um mundo melhor ainda não está perdida.
A chuva se intensificou pouco depois de a Acadêmicos da Orgia começar a evolução no sambódromo. A escola homenageou o artista Carlos Farias Medina, por considerá-lo o maior ícone do samba gaúcho. O enredo “Alô harmonia! Carlos Medina, a voz que encantou o universo do Samba” foi puxado por Fladimir Goulart. Em 28 alas, se apresentaram 460 integrantes. (Veja fotos.)
Com o enredo “A fantástica viagem de Nélson Mandela pela Lagoa dos Patos”, a Apito de Ouro narrou uma jornada fictícia do líder sul-africano na Costa Doce do Rio Grande do Sul. O desfile foi prejudicado pela quebra do carro “Tapes e seus encantos. Mandela Admirado pela beleza tradição e costumes desta terra acolhedora”. O boneco do ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993 entrou na passarela sem a cabeça e os braços.  A escola levou à avenida 460 membros, divididos em 11 alas. A chuva deu uma trégua durante o desfile da Apito de Ouro. O vice-governador Beto Grill era um dos destaques da agremiação.
Às 3h55, com o retorno da chuva, começou a apresentação da última escola. A Sociedade Beneficente Cultural Realeza contou um pouco da própria história para homenagear aqueles que, por compromisso ou voluntariamente, protegem e ajudam a escola. O enredo “Quem tem padrinho não morre pagão” precisou de 13 alas para narrar as conquistas e algumas agruras da agremiação.
O coordenador das Manifestações Populares da Prefeitura de Porto Alegre e responsável pela organização do Carnaval 2014, Joaquim Lucena Neto, estimou um público de 10 mil pessoas na última noite dos desfiles.
Texto de: Adriano Santana
Edição de: Adriano Machado Santana
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