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1 de março de 2014

Unidos de Vila Isabel mostra união da comunidade em desfile

Foto: Anselmo Cunha/PMPA
Unidos de Vila Isabel veio para resgatar o que deu errado no ano passado
Unidos de Vila Isabel veio para resgatar o que deu errado no ano passado
O resgate do que deu errado no carnaval do ano passado foi a proposta da Unidos de Vila Isabel com o desfile que contou  “A história das roupas na passarela da alegria!”, enfocando o simbolismo contido nas vestimentas ao longo da história. O tema, de Sérgio Peixoto, desenvolvido pelo carnavalesco Sandro Rauly, mostrou  cronologicamente como as roupas impactaram no desenvolvimento da humanidade, desde o tempo em que os seres humanos viviam em cavernas até as roupas futuristas.

O desfile contou com a participação de 1,5 mil componentes, quatro carros alegóricos (O jardim do Éden Visões do Paraíso, Evoluindo como a humanidade, Criações-necessidades - modismos, na passarela da alegria ou no espaço sideral a roupa esta presente com a Vila Isabel), um tripé (O livro sagrado) e 19 alas.
O presidente da escola, Cleber Eduardo dos Santos Tavares, se mostrou satisfeito com a apresentação que durou 65 minutos. " Agradeço a comunidade que se envolveu e ao público que entendeu a nossa proposta de resgatar o que não deu certo em 2013", disse.

A escola foi fundada em 7 de abril de 1979. Até 1982, a entidade participava do desfile em Porto Alegre como uma banda. É a entidade fora da Capital que mais vezes participou da categoria especial, embora nunca tenha sido campeã da mesma. Oriunda da Vila Isabel, em Viamão, tem seu símbolo caracterizado por uma pomba; suas cores são o azul escuro, amarelo a branco.

Samba-enredo – “A história das roupas na passarela da alegria!”
Compositores – Rafael Tubino, Gustavinho Oliveira, Thiago Meiners, Willian Tadeu, Leo do Paysa, Victor Alves e PC da Cesta
Intérprete – Márcio Medina
 
Deixa a história correr
Meu calor te envolver
No paraíso, a sedução a enlouquecer
Nas civilizações, cobri o pecado
Seguindo sempre ao teu lado
Na linha do tempo, brotei afinal
Tecendo um novo visual
Ornando a fé, fui mistério, virei ritual

O luxo e o poder... sou eu!
O encanto do império... é meu!
A dama mais bela, vesti de nobreza!
Vi na saia dela, a luz da beleza!

Sementes colorindo a aldeia
A força que protege a quem guerreia
E assim naveguei, um novo mundo explorei
Alma de artista na veia
Vestindo as tribos em cada estação
Costurei, no altar, a união
Solta o grito da garganta
A massa vai se levantar
Eu já fui à luta, trazer pra essa rua
O brilho que vai encantar
E a comunidade guerreira
Veste a fantasia e segue a lutar

Vem nessa festa
Que eu te digo com que roupa... eu vou sambar!
Chapéu panamá das cores do céu!
Sou da Vila Isabel!

Edição de: Vitor Hugo Rodrigues Paz
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.