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14 de junho de 2013

Criado Grupo de Trabalho para debater a conclusão do Complexo Cultural do Porto Seco


Luiz Osellame - MTE 9500 | Agência de Notícias - 17:10-14/06/2013 -
Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Marcelo Bertani
Debate reuniu prefeitura, governo do Estado, associações e entidades carnavalescas no Plenarinho


A Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia debateu, na tarde dessa sexta-feira (14), a conclusão dos projetos relacionados ao Complexo Cultural do Porto Seco de Porto
Alegre. No encontro, o deputado Mano Changes (PP) propôs a criação de um Grupo de Trabalho.
A presidente do órgão técnico, deputada Ana Affonso (PT), sublinhou a importância do debate desta tarde para a conclusão do Complexo Cultural do Porto Seco e a necessidade de mobilizar as forças sociais e políticas para que o carnaval seja respeitado como manifestação cultural. A parlamentar cobrou uma explanação mais detalhada da situação atual do Complexo do Porto Seco e as perspectivas das intervenções para a sua conclusão.
O deputado Mano Changes, proponente da audiência pública,  destacou que o encontro dessa tarde é apenas um primeiro passo na mobilização para valorizar o carnaval como manifestação da cultura popular para que ele passe a integrar o rol dos produtos turísticos do Rio Grande do Sul. "Acho que pode ser uma das prerrogativas deste grupo instituído à partir desta audiência pública trabalhar o carnaval como manifestação da cultura, inclusão social e geração de emprego e renda", siblinhou.
Mano solicitou aos deputados Adão Villaverde (PT) e Ana Affonso que proponham uma emenda ao orçamento do Estado para 2014, que está sendo debatido na Assembleia, para destinar recursos financeiros para o carnaval do Rio Grande do Sul. O parlamentar anunciou que a primeira reunião do Grupo de Trabalho do Complexo Cultural do Porto Seco, constituído por todas as instâncias e instituições interessadas no tema, realizará sua primeira reunião no dia 1º de julho, às 14 horas, na sala Salzano Vieira da Cunha, 3º andar do Palácio Farroupilha
Para Adão Villaverde, não é estranho pensar que onde hoje está localizado o Complexo Cultural do Porto Seco receba também o Centro de Eventos, que deve ser construído pelo governo estadual. "É necessário criar uma política para a cultura popular no Rio Grande do Sul", propôs. O parlamentar sugeriu que os temas da conclusão do Complexo Cultural do Porto Seco e a construção do Centro de Eventos sejam debatidos pelo prefeito de Porto Alegre e pelo governador do Estado para que se busque uma solução adequada para estas questões.
Carnaval e turismo como vetores de desenvolvimento
A representante do Movimento de Mobilização Pró Complexo do Porto Seco, Estella Maris Dutra, destacou que a luta para que o carnaval de Porto Alegre possua um espaço digno já dura 25 anos. Ela salientou que para o município se fala de Sambódromo, mas para a sociedade é o Complexo Cultural do Porto Seco, que ainda está inacabado e que nasceu para acolher muitas outras atividades além do carnaval.
Vitor Hugo Amaro, presidente da Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre, sublinhou que a entidade acompanha a luta pela implantação do Complexo do Porto Seco desde o seu início e que ainda hoje continua cobrando dos governantes os compromissos assumidos com a cultura carnavalesca.  "Peço que desta audiência pública se tire um grupo de trabalho para analisar a situação e se apresse a conclusão do Porto Seco", finalizou.
O representante das Escolas de Samba do Grupo Especial de Porto Alegre, Robson Machado Dias, alertou para as dificuldades enfrentadas também pelas quadras das escolas de samba e pediu que os governos destinem recursos para a sua manutenção. "Nas proximidades do Complexo do Porto Seco existem meninas se prostituíndo para comprar drogas. Estas pessoas poderiam estar fazendo algum tipo de atividade naquele espaço se ele já estivesse concluído, como foi projetado", alertou.
Paulo Roberto Guimarães, representante do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, destacou que já foram realizadas diversas audiências públicas para tratar da questão e já foi solicitado ao Executivo municipal que conclua o Complexo Cultural do Porto Seco. "Que o Grupo de Trabalho seja o embrião de um grupo gestor para o Complexo do Porto Seco", salientou.
O representante da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, Joaquim Lucena, esclareceu que a prefeitura da Capital já gasta R$ 10 milhões com o carnaval da cidade."É necessário mostrar para a sociedade que lá no Porto Seco pode existir um polo de produção cultural", sublinhou.
O representante da Secretaria Estadual da Cultura, João Pontes, alertou para as atualizações que as políticas públicas no Rio Grande do Sul e no Brasil estão sofrendo. Para ele a cultura não é apenas um produto, mas um direito social básico e as políticas culturais são um forte vetor do desenvolvimento. Pontes lembrou que o governo estadual aporta recursos finaceiros ao carnaval, mais do que faz com qualquer outra manifestação cultural existente no Rio Grande do Sul,
Álvaro Machado, representante da Secretaria Estadual de Turismo (Setur), alertou para o equívoco que é separar o carnaval do turismo. "Qualquer discussão que se faça sobre carnaval é necessário entendê-lo como um produto turístico", sublinhou
Presenças
Também participaram da audiência pública as Associações de Entidades Carnavalescas, União do Grupo Especial do Carnaval de Porto Alegre, representantes das Escolas de Samba e órgãos e entidades relacionados ao tema.