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12 de novembro de 2013

Começa a revitalização do Cais Mauá

 
Foto: Luciano Lanes / PMPA
Obras terão investimento de R$ 600 milhões com recursos privados

Obras terão investimento de R$ 600 milhões com recursos privados

Foto: Joel Vargas/PMPA
Dez secretarias municipais foram mobilizadas em torno do projeto

Dez secretarias municipais foram mobilizadas em torno do projeto

O prefeito José Fortunati visitou nesta terça-feira, 12, as obras de revitalização do Cais Mauá. Acompanhado do chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Carlos Pestana, e do diretor-presidente do consórcio Porto Cais Mauá do Brasil (PCMB), Ademir Schneider, que vai administrar o espaço, Fortunati assistiu ao início dos trabalhos da Procon Construções, empresa encarregada de executar a primeira fase da obra, que abrange a restauração dos 19 armazéns do conjunto não operacional do cais. "Os primeiros 11 armazéns devem ficar prontos até maio ou junho do ano que vem, ainda antes da Copa. Os outros oito, até setembro de 2014, completando essa primeira fase", explicou Ademir Schneider, do PCMB. (fotos)
 
A empresa se instalou na área no sábado e começou a montar o chamado canteiro de obras. O consórcio recebeu a área para explorar por 20 anos em dezembro de 2010. O ato final para tornar realidade a revitalização, esperada há mais de 30 anos pelos moradores de Porto Alegre, foi a autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), publicada em 21 de outubro no Diário Oficial da União. "O mais importante é que, nessa obra, os investimentos que começarão em R$ 70 milhões, mas devem chegar, no final, a mais de R$ 600 milhões, são totalmente privados, sem um centavo de dinheiro público, quer seja federal, estadual ou municipal", destacou o prefeito. O complexo, após concluído, prevê a construção de um shopping center, hotel, estacionamento e centro de eventos e está orçado em mais de R$ 600 milhões.  
 
O diretor-presidente da PCMB, Ademir Schneider, disse que os primeiros dias serão dedicados a reunir mão de obra e organizar as intervenções iniciais. Schneider ressaltou que a definição pela empresa Procon seguiu o critério de capacidade de execução e rápida mobilização. 
 
Na sexta-feira passada, os acionistas do consórcio (espanhóis da GSS, com 51% do capital, NSG, 39%, e grupo Bertin, 10%) aprovaram a proposta da Procon. A primeira fase, que deve ser concluída até o fim de 2014, está orçada em R$ 70 milhões. Sobre a previsão de conclusão de parte do projeto para a Copa, o chefe da Casa Civil do governo estadual, secretário Carlos Pestana, espera que pelo menos os armazéns mais próximos ao pórtico estejam concluídos. A expectativa é ter o Cais Mauá como uma das atrações para o Mundial. "A prefeitura agilizou as licenças das obras de infraestrutura, o que permitiu ao consórcio dar início ao trabalho", afirmou Pestana. 
 
Fortunati disse que para que isso fosse possível, o poder público municipal teve de mobilizar dez secretarias em torno do projeto, para que cada uma delas, de sua área de ação, fizesse o possível para viabilizar o empreendimento. Segundo o prefeito, o novo Cais Mauá, "além de mudar a cara do Centro Histórico de Porto Alegre, do lado de cá e do lado de lá do muro, será um grande gerador de emprego e renda, além de arrecadar recursos, sob forma de impostos, para o município", concluiu. 


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Texto de: Antônio Bavaresco
Edição de: Manuel Petrik
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.