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21 de setembro de 2013

Charrua leva ao Acampamento contribuição da etnia na história


Foto: Caren Mello/Divulgação PMPA
Acuab vende peças de artesanato da Aldeia Polidoro Acuab vende peças de artesanato da Aldeia Polidoro
Andar a cavalo, tomar chimarrão, usar chiripá, boleadeiras e as rústicas botas garrão de potro são hábitos da cultura tradicionalista gaúcha. Os costumes, no entanto, vieram dos índios Charruas, que lutam pelo reconhecimento da etnia. “Meu povo deu nome ao Rio Grande do Sul”, garante Acuab, a cacique-geral dos Charruas, diante de seu piquete no Acampamento Farroupilha.

No local, Acuab vende peças de artesanato da Aldeia Polidoro, localizada na Estrada João Caetano, na zona Sul de Porto Alegre. Lá, cerca de 40 famílias vivem da produção de brincos, adornos para a casa, cachimbos e plantação de ervas. Presente no Acampamento há cerca de 10 anos, Acuab promete para a próxima edição a venda de ervas medicinais. “As pessoas precisam saber o que meu povo fez pelo Rio Grande”, diz Acuab, referindo-se à herança cultural da bebida medicinal vinda dos antepassados que habitaram a região do Pampa.

Charruas
– A etnia Charrua habitou o extremo sul do continente (Uruguai e os pampas argentino e sul-riograndense) antes da chegada dos primeiros colonizadores europeus, no século XVI. Entre seus rituais, o da guerra era um dos mais fortes. Foram derrotados pelo exército uruguaio em 1831, e grande parte da população foi dizimada. A etnia usava armas, arco e flecha, fundas e boleadeiras. Aprenderam a montaria com os espanhóis e tornaram-se exímios cavaleiros. Há quem defenda que a forte personalidade do gaúcho viria dos Charruas.


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Texto de: Caren Mello
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.