Postagem em destaque

Justiça cassa mandato do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

A decisão do juiz José Antonio Coitinho, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em Mandado de Segurança impetrado p...

2 de novembro de 2013

Secretário Luiz Antonio de Assis Brasil fala sobre a importância do restauro da CCMQ


“Os gaúchos mais reconhecerão a CCMQ como a sua casa, isto é, a casa de seus afetos, de sua imaginação, do seu lazer e seu conhecimento”, diz secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil, sobre a relação do publico com a Casa após o seu restauro, em entrevista para a Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana, proponente da mais importante restauração já feita na instituição, e que começou pela fachada da Avenida Sete de Setembro.

AACCMQ – Secretário: como você vê o restauro da Casa de Cultura Mario Quintana em sua primeira fase, que envolve principalmente as fachadas? Como esta mudança vai repercutir junto à comunidade e aos visitantes de fora do Estado?
LUIZ ANTONIO DE ASSIS BRASIL – Toda fachada é emblemática da destinação de um prédio. E quanto melhor conservada, mais essa destinação é verossímil e aceita pela comunidade. No caso da CCMQ, restaurá-la significa uma ação afirmativa de seu destino e a credibilidade de uma gestão pública, além de embelezar a paisagem urbana.
 AACCMQ- O que faltaria, além da recuperação física da CCMQ, para maior inserção da Casa na cultura nacional?
LAAB – Penso na cultura internacional, da qual o nosso País é parte integrante. A CCMQ já de muito realiza um inestimável papel como difusor da cultura em todas suas formas, e é muito bem conhecida fora das nossas fronteiras, especialmente nos países limítrofes. A Casa, através de suas múltiplas ações, tem estabelecido vias de mão dupla em seu criativo diálogo intercultural e internacional.
AACCMQ – Você é um dos autores brasileiros que mais pesquisa, conhece e traduz, em literatura, a cultura e o comportamento da sociedade gaúcha pré-contemporânea. Acha, neste contexto, que a Casa de Cultura poderia recuperar, em sua programação, o nosso passado histórico e cultural?
LAAB – Sim, mas não só. O passado apenas tem sentido se for articulado com as reflexões do mundo contemporâneo. E, nesse aspecto, CCMQ é o espaço, por excelência, de nosso tempo; mas considerando seu magnífico arcabouço arquitetônico e as histórias que a percorrem, a Casa é a ponte entre a cultura pretérita e a de hoje. Aliás, desde que assumimos, prevíamos e desejávamos essa destinação, à qual aderiram os diferentes gestores e funcionários da Casa.
AACCMQ - Como os gaúchos poderiam colaborar e interagir mais com a CCMQ?
LAAB – Essa interação já é forte e consistente. À medida que a programação estiver funcionando em sua totalidade, devido ao aumento da área disponível, os gaúchos mais reconhecerão a CCMQ como a sua casa, isto é, a casa de seus afetos, de sua imaginação, do seu lazer e seu conhecimento.
A restauração da CCMQ resulta de projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, em mecenato, via Lei de Incentivo à Cultura que permite ao Banrisul ser o patrocinador da obra, tendo o Governo do Estado/ Sedac/CCMQ e a Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana como realizadores. Ao todo, R$ 4. 226.610,36 milhões estão sendo investidos no restauro de fachadas e telhados do prédio.
Texto: Assessora de Imprensa da Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana
Edição: Asscom Sedac