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8 de setembro de 2015

Atividades culturais qualificam Acampamento Farroupilha

Foto: Adriana Corrêa/Divulgação PMPA
Avaliação e premiação anual incentivam os projetos apresentados à população
Avaliação e premiação anual incentivam os projetos apresentados à população
Quesito obrigatório na rotina das entidades que compõem o Acampamento Farroupilha, a realização de atividades culturais voltadas ao grande público ganhou o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia) aos poucos.  Do desenvolvimento de um projeto cultural, além das atividades rotineiras de acampamento, proposto pela Secretaria Municipal da Cultura em 2005, até a apresentação de um projeto vinculado ao tema dos Festejos Farroupilhas, como ocorre desde 2011, foi um longo caminho de estudo e aperfeiçoamento.  Caminho percorrido por todos os piquetes, departamentos e centros de tradições gaúchas (DTGs e CTGs) que permanecem acampados e apresentando seus projetos durante o evento, de 7 a 20 de setembro. Em 2015, o tema é Campeirismo.
Há dois anos coordenando o Departamento Cultural do Acampamento, o tradicionalista Celso Guimarães da Silva explica que os projetos, antes, eram desenvolvidos com tema livre, mas, recentemente, passaram a integrar o regulamento e a receberem uma avaliação mais criteriosa. “Desde 2008, as atividades são avaliadas e, a partir de 2011, exigimos como uma das condições para a inscrição o projeto - impresso e em CD - desenvolvido de acordo com o tema estabelecido para cada edição. Além disso, hojetambém contamos com um contingente maior de avaliadores capacitados. Assim, estamos atingindo a meta de julgamento integral dos projetos”, esclarece.
Uma equipe de 64 avaliadores capacitados pela Fundação Cultural Gaúcha do MTG se divide para acompanhar e dar nota às atividades promovidas. Criatividade, caracterização do ambiente, pontualidade, coerência e comprometimento com o tema são alguns dos quesitos aferidos. A falta de apresentação do projeto ou uma nota inferior a cinco pode desclassificar a entidade na participação da próxima edição do evento. “Apenas em 2012 um piquete foi reprovado. No geral, as entidades cumprem com o exigido, e tiram boas notas. A cada ano, eles têm se empenhado e pesquisado mais. Muitos têm se destacado” conta o coordenador.
Além de se qualificarem para sua inscrição no ano seguinte, os melhores são premiados. Os 30 acampados que mais se destacam recebem um certificado. Já os cinco melhores ganham troféus. Todos os projetos apresentados integram o acervo da Biblioteca Cultural da Primeira Região Tradicionalista (1ª RT), e os documentos com destaque são enviados ao acervo histórico do MTG. 


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Texto de: Adriana Corrêa
Edição de: Gilmar Martins
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.